Searched: \.*

Results from RedePopular web retrieved at 23:37 (GMT)

1ª Oficina de Wiki da Rede Popular

Aconteceu no último dia 15, no Ponto de Cultura do Campo da Tuca, a primeira oficina de Wiki organizada pela Rede Popular. Esta oficina foi idealizada no segundo encontro da rede que ocorrido nos dias 29 e 30 de julho no Ponto de Cultura Sepé Tiarajú em Viamão. O propósito dessa oficina é capacitar os integrantes da rede a atualizar e contribuir com o Site da Rede Popular.

Estiveram presentes a oficina:

Oficineiro
Everton Rodrigues - Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo e Casa Brasil

Oficinandas(os)
Pámela Viríissimo - Odomode
Jaqueline Costa de Jesus - Odomode
Alexandre Belló - Mosaico de livros
Cacaco - Odomode
Pedro Jatobá - Pontos de Cultura Quilombo do Sopapo e Mosaico de Livros
Tatiana - Mosaico de lIvros
Felipe Santos - Cultura Digital
Antonio Matos - Campo da Tuca

-- PedroJatoba - 25 Aug 2006

1º a 21 de dezembro - Dacar, no Senegal

irá sediar o III Festival Mundial de Artes Negras (Fesman 2009)

Porto Musical - acontecerá entre os dias 17 e 20 de junho de 2009 - Recife

-- EvertonRodrigues - 10 May 2007
CoberturaWiki

Audiência pública debate inclusão digital, software livre, democratização da comunicação e economia popular e solidária

Está marcada para o dia 24 de maio a audiência pública que vai trazer para o congresso a pauta da inclusão digital, envolvendo também os temas da democratização da comunicação, das rádios comunitárias e da economia solidária. O evento vai acontecer na Sala da Comissão do Trabalho, no Anexo II da Câmara Federal, às 10h, e será marcado por palestras de representantes da área e debate com o público, que poderá participar ativamente da audiência.

Entre os palestrantes da sociedade civil confirmaram presença o representante do movimento Software Livre Brasil, Mario Teza; o representante da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) Josué Lopez. Na área governamental, estão confirmados Dione Manetti da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) Dione Manetti e o assessor da presidência do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Edgard Piccino. O deputado Eudes Xavier (PT/CE) é o proponente da audiência.

O debate tem o objetivo de fazer a conexão entre as políticas públicas de inclusão digital para a democratização da comunicação no Brasil e de como é possível gerar trabalho e renda no modelo de negócios do software livre.

O que? Audiência pública debate inclusão digital, software livre, democratização da comunicação e economia popular e solidária

Onde? Sala da Comissão do Trabalho, no Anexo II da Câmara Federal

Quando? dia 24 de maio às 10h,

Participe.

-- EvertonRodrigues - 24 Oct 2006

Assim Falou Bataclan

Comunidade

Grupo porto-alegrense Bataclã FC lança disco e cria uma rede cultural

Palavras em forma de batuque; violões que choram e guitarras que gritam; batucada em feitio de oração; toca-discos com levadas brasileiras, futebol, alegria, gaita, couro de cavalo, peso e poesia: isso é o “BATACLÃ Faz de Conta”. O grupo investe numa proposta de música essencialmente brasileira, universal, mestiça, como a gente desse lugar, meio índia, açoriana, européia e africana.

O grupo BATACLÃ FC nasceu há nove anos nos corredores de uma universidade pública (UFRGS) do sul do Brasil, revestido de signos que retratam o cotidiano de sua cidade. Seu nome inspira-se no popular cidadão Cândido dos Santos, o negro "Bataclan", contador de causos na Rua dos Andradas nos anos 70. Suas roupas são o uniforme dos trabalhadores do Departamento de Limpeza Urbana da cidade. O nome dos músicos revela a cartografia de Porto Alegre.

Seu novo trabalho ASSIM FALOU BATACLAN está sendo distribuído desde agosto e será lançado no Bar Ocidente dia 26 de outubro de 2006 às 22h.

O show terá uma uma rede de participações especiais formada pelos artistas Zé da Terreira, Marisa Rotenberg, Rodrigo Lucena (gaiteiro), Neto Fagundes, Lica, Muni e Angelo Primon.

ASSIM FALOU BATACLAN é a evolução da linguagem musical inaugurada no CD "Armazém de Mantimentos" em 2002. As músicas propõem um encontro entre a sonoridade urbana, poesia e a música regionalista gaúcha. As letras caminham ao encontro de um público ativo, buscando interação e crítica reflexiva que subverta a lógica da exclusão presente na contemporaneidade.

A produção fonográfica ocorreu entre janeiro de 2004 e julho de 2006 e foi realizada na forma de autogestão. Criação, arranjos, gravação, mixagem, masterização, programação visual, registro da propriedade intelectual e planejamento da distribuição foram gestionadas pelo grupo. O resultado deste aprendizado está sendo a constituição do SELO TARRAFA (Trabalhadores ARticulados em Redes Alternativas Fazendo Arte) para dar suporte as atividades de uma rede solidária de educação, trabalho, cultura e cidadania. Esta rede cultural irá protagonizar ações de ensino livre orgânico baseadas na Pedagogia da Autonomia do educador Paulo Freire.

Serviço:

Show do grupo cultural Bataclã FC lançando o CD ASSIM FALOU BATACLAN Participações Especiais: Data: 26 de outubro - quinta-feira Horário: 22h Local: Ocidente - R. João Teles, 960 - Bom Fim - Porto Alegre/RS

Ingressos: R$10,00 antecipados pelo fone 51-9215-7970 R$12,00 na hora

Produção: Rei Magro Produções e Coletivo TARRAFA (Trabalhadores ARticulados Redes Alternativas Fazendo Arte)

Rede de Apoiadores Culturais: Cerveja Coruja, Léo Ávila, Garota Vinil, Barber Shop, Paralello, Pan Pizza & Poesia, Polimaq, Impretec, GEN Virtual, Tirage Serigrafia, Texas Áudio Sistemas, TVE/RS e FM Cultura

VT no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Qj1NQEOwHLE

Bataclã FC é

Richard Serraria, Duke Jay da Monte Cristo, Sandro Gravador do Morro Santa Tereza, Marcelo da Redenção, Guilherme do Espírito Santo, Brinco da Cavalhada, Bódi do Belomé e Gustavo da Santana.

Apóie o direito à comunicação na sociedade da informação. Liberdade para o conhecimento. Use software livre.

EM CONSTRUÇÃO...............
Comunidade

-- GnomoLivre - 15 Aug 2006

-- PedroJatoba - 15 Aug 2006

A história dos camarões de pernambuco contada pelos maiores historiadores sobre o assunto. Conta a lenda q os camarões de recife chegaram no sul durante um evento internacional e influenciou muitos de porto alegre e da região dos sinos incluindo a Mathias Velho em canoas e São leopoldo.

Espaço para escrever projeto para articular blogueiros no FSM2009

-- AfroCyber - 15 Aug 2006 E aê Tâmo na boa!!!!!!!! Pois é, somos do Bloco Afro Odomode, entrando na rede popular, propondo falar sobre a percussão oriunda da Mãe África, e que in- fluenciou a percussão afro-brasileira. E isto tem um pouco da Lei 10639, que fala da obrigatoriedade no ensino fundamental e médio a história da África e do Negro no Brasil. Então podemos estar auxiliando e buscando um caminho possivel de entendimento.

Comunidade

Caravana de Porto Alegre para o fisl7.0

-- FelipeSantosDaSilva - 05 Sep 2006

-- FelipeSantosDaSilva - 04 Sep 2006

Caravana de teste para o fisl7.0

Escreva aqui eventuais observações ou informações de interesse para participantes atuais e futuros da caravana (além do que já está no formulário abaixo). Ou apague esse parágrafo caso não haja nada a acrescentar.

-- FelipeSantosDaSilva - 08 Sep 2006

-- FelipeSantosDaSilva - 04 Sep 2006

Caravana de para o fisl7.0

Escreva aqui eventuais observações ou informações de interesse para participantes atuais e futuros da caravana (além do que já está no formulário abaixo). Ou apague esse parágrafo caso não haja nada a acrescentar.

-- WikiGuest - 23 Nov 2009

-- FelipeSantosDaSilva - 04 Sep 2006

Rede de Comunicação e Articulação Popular

O 1 Encontro de Rádios Comunitárias, Pontos de Cultura, Casas Brasil e Economia Solidária, realizado nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro em Porto Alegre aprova a seguinte carta:

Atualmente vivemos em uma sociedade em que empresas controlam o mercado através de monopólios que possibilitam uma enorme concentração de renda e poder.

A comunicação também possuem um monopólio midiático e isso possibita que trabalhem no sentido de padronizar a cultura, veiculando em grande parte informações que não leva em consideração a diversidade e os anseios dos movimentos populares que lutam pela superação das desigualdes sociais.

Nesse sentido identificamos a necessidade de criarmos a Rede de Comunicação e Articulação Popular para potencializar de forma solidária e coletiva a articulação de uma série de lutas utilizando ferramentas de comunicação em rede e sendo um espaço de intervenção política e manifestação pública dos movimentos sociais para defender os interesses das comunidades carentes.

As atividades da Rede serão definidas de forma coletiva e democrática entre os seus membros que também compartilharão suas experiências em ações sociais implementadas ou em andamento. Todas as iniciativas irão contemplar a diversidade dos movimentos sociais, a solidariedade e a unidade popular.

A rede visa possibilitar a transferência de tecnologia através de recursos humanos, produtos e serviços que cada membro possa compartilhar com os demais integrantes da rede.

Projetos como Pontos Cultura, Casa Brasil e Telecentros são espaços assim como as Rádios Comunitárias de democratização da comunicação e de afirmação do direito à comunicação.

Essa articulação tem como preocupação participar do debate de políticas públicas da área de comunicação e cultura, exigindo dos governos investimentos necessários a manutenção e ampliação de projetos que disponibilizem uma estrutura comunitária de comunicação.

A utilização e divulgação do Software Livre será utlizada como exemplo de compartilhamento do conhecimento. Baseada nos princípios da Economia Solidária serão compartilhadas iniciativas de sustentabilidade autogestionadas.

Objetivo: Articular e potencializar formas e estruturas de comunicação entre si e entre os movimentos sociais.

Participantes: projetos e movimentos de comunicação, cultura, inclusão digital e movimentos sociais em geral.

Princípios: Garantir os Direitos Humanos Diversidade Cultural Direito à Comunicação Democratização dos Meios de Comunicação Software Livre Economia Solidária Combate às opressões e toda e qualquer forma de discriminação e preconceito Compartilhamento de Tecnolgia Social Educação Ambiental

Propostas:

Criação de um grupo de e-mail para comunicação das informações da rede. Realizar um mapeamento de demandas, experiências e oportunidades de compartilhamento e tecnologia. Este mapeamento permitirá que os membros identifiquem possibilidades objetivas de colaboração com os demais membros da rede. Ter a peocupação em registrar suas experiências Participar do portal das rádios comuniárias do RS incentivar a apropriação desses espaços pelas comunidades e pelos movimentos transmitir as atividades pela internet ( boletins virtuais) Pressionar em todas as esferas de governos, para que, seja transformados todos os programas de inclusão e cultura digital e para os governos que não tem para que elabore projetos na área Potencializar rede de consumidores solidários; Aderir a campanha de liberação do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomnuicações) - Atividades de Diversificação Cultural - Atividades de formação política com ênfase na educação ambiental. - Percebendo a discriminação, aí incluídas nas suas diferentes formas, a construção de oficinas com base na Identidade Negra. Incetivo a particiapação na Campanha Nacional pelo Direito à Comunicação http://www.crisbrasil.org.br e http://www.converse.org.br/

Agenda

- 19 a 22 de abril de 2006 - Participar do FISL7.0 e fazer uma nova atividade desse porte, e com mais participação

- Maio/2006 - Feira de economia solidária em maio ( que os pontos de cultura e os movimentos culturais tragam suas conclusões sobre a feira

– 15 de abril de 2006 (a confirmar)- Convite do FERES para partipar do Seminário de Comunicação da Restinga “”) que será realizado em Porto Alegre. http://www.no.comunidades.net/feres

-- EvertonRodrigues - 05 Feb 2006

Este documento é resultado das discussões da V Oficina de Inclusão Digital, realizada em Porto Alegre, de 5 a 9 de junho e será entregue à todos e todas candidatos (as) à Presidência da República brasileira, solicitando a adesão como compromisso de campanha.

Por V Oficina de Inclusão Digital

O Brasil precisa de uma política pública unificada que inclua a cidadania na sociedade da informação

O Plano de Ação da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação de 2003 destaca como objetivo central a construção de uma sociedade da informação que inclua a todos, que coloque o potencial do conhecimento e das tecnologias a serviço do desenvolvimento, promovendo a utilização da informação e do conhecimento para o alcance dos objetivos de desenvolvimento acordados em escala internacional, incluídos os contidos na Declaração do Milênio, e enfrentar os novos desafios que apresenta a sociedade da informação, nos planos nacional, regional e internacional.

O Brasil precisa reafirmar a coerência entre os acordos firmados e as decisões políticas nacionais. O alcance e a dimensão dos projetos de inclusão digital no país não estão respondendo à complexidade e à enorme demanda em todo o território nacional. Graves problemas de infra-estrutura e grande áreas geográficas sem acesso a serviços de Internet vão criando cidadãos de segunda categoria, excluídos da sociedade da informação. Quando o semi-árido brasileiro e a Amazônia terão projetos de inclusão digital, se nas favelas das grandes metrópoles temos grandes problemas para conectar telecentros comunitários? O mercado vai resolver essa questão onde quase não circula outro recurso senão o de parcas aposentadorias ou de programas de distribuição de renda governamentais?

No Brasil, olhando desde a realização da primeira Oficina de Inclusão Digital, em 2001, é difícil construir uma análise negativa, mas tampouco pode-se dizer que alcançamos as metas que propusemos. Avanços notáveis se deram no campo da construção do discurso. O software livre foi compreendido por setores importantes do governo brasileiro como estratégia não só para economia de recursos públicos, mas também como ponto de apoio para geração de novas oportunidades para pequenas e médias empresas brasileiras. A inclusão digital está em discursos e ações pontuais de vários ministérios, mas nenhuma ação concertada nacionalmente está em curso. O país desperdiça tempo, faz investimentos de pouca monta e a participação na economia do conhecimento pode estar sendo relegada à um segundo plano e reservadas às elites.

Acompanhamos também a primeira transição política do mais emblemático projeto de inclusão digital do país, os 130 telecentros comunitários de São Paulo. Ainda que tenha recebido cortes e adaptações, o projeto parece incorporado como política pública, com a perenidade pela qual trabalhamos para não repetir a lamentável tradição de interrupção de projetos sociais na alternância política eleitoral brasileira. Mais interessante aí é a tramitação na Câmara dos Vereadores desse município de um projeto de lei para a criação de um Conselho Municipal de Inclusão Digital, um conselho paritário, com ampla participação popular, para tratar deste novo bem público, o acesso ao conhecimento e à cidadania através da Internet.

Este ano o Brasil recebeu os encontros da COP 8, Conferência internacional para reafirmar compromissos e buscar estímulos na dura caminhada de encontrar soluções simples, replicáveis em escala, de tecnologias sociais no campo do meio ambiente. Durante o encontro se realizaram vários debates sobre a Carta da Terra e a Agenda 21. A Agenda 21 é um acordo firmado na Rio-92 que se constitui na sistematização de um programa de ações para o desenvolvimento sustentável. De certa maneira influenciado pela premência de concretizar os acordos da Agenda 21 é que nos parece decisivo tornar viável uma Agenda 21 para a inclusão digital no Brasil. Um esforço para preparar o Brasil para uma sociedade da informação que radicalize a democracia no sentido da participação cidadã e da inclusão social.

A sociedade de informação encerra em si uma potencial contradição: valoriza o fator humano no processo produtivo, ao transformar o conhecimento e a informação em capital, mas, simultaneamente, desqualifica os novos 'analfabetos' das tecnologias de informação, podendo dar origem a uma nova classe de excluídos. A Sociedade da Informação que queremos e pela qual trabalhamos é ciente destas armadilhas e desafios. E este é o momento de marcar a presença com propostas efetivas e transformadoras, de apontar a exploração comercial abusiva dos custos de banda Internet nos países em desenvolvimento e discutir fundos e propostas de longo prazo para o combate à infoexclusão.

Recomendações gerais para uma política pública no campos das tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento:

* Software livre (código aberto e gratuito) como referência para todas as iniciativas de inclusão digital;

* Apoio a política industrial de TI. (Apoio ao desenvolvimento das Tecnologias de Informação como forma de geração de oportunidades de emprego e renda assim como o fortalecimento da autonomia na produção de TI) ;

* Normas de Serviços de Comunicação Digital, SCDs e iniciativas similares, devem tratar os desiguais de forma a beneficiar prioritariamente os discriminados ou com menos recursos;

* Recursos públicos devem prestigiar conexões compartilhadas (recursos públicos para implantação e manutenção de espaços coletivos de acesso);

* Apoio a redes comunitárias (acesso consorciado em cidades e regiões através de redes próprias, patrimônio da própria comunidade);

* Apoio a Telecentros Comunitários (geridos pela comunidade onde estão localizados os telecentros) de acesso público e gratuito;

* Desimpedimento do acesso aos fundos públicos de fomento de projetos de desenvolvimento social e econômico no campo das tecnologias de informação e comunicação;

* Criação de conselhos gestão paritários, com participação de entidades da sociedade civil para gestão dos fundos públicos como o FUST (tal com o Codefat, na gestão do FAT);

* Organizações populares conectadas (cooperativas e sindicatos rurais, associações e cooperativas urbanas);

* Apoio a iniciativa que promovam as línguas e identidades culturais brasileiras;

* Apoio a instrumentos de monitoramento de políticas públicas;

* Apoia a iniciativas de capacitação e intercâmbio de conhecimento;

* Respeito às normas de acessibilidade e padronização de serviços públicos via Internet;

* Respeito às normas de acessibilidade e padronização de serviços públicos via Internet;

* Apoio a iniciativas populares, tais como o Fórum Permanente de Inclusão Digital, no sentido de discutir, opinar e influir nas políticas públicas de ID;

* Apoio às iniciativas de recondicionamento de equipamentos, pois estas barateiam os custos, possibilitam uma maior capilaridades das iniciativas e partem da premissa de uma nova forma de se relacionar com a tecnologia e com o meio-ambiente, sejam essas (iniciativas) governamentais ou da sociedade civil;

* Incentivar nas iniciativas de ID as relacionadas à capacitação e produção de conteúdo;

* Discutir amplamente e implementar Marcos Regulatórios de políticas públicas que apóiem a sustentabilidade de iniciativas de inclusão digital no contexto das descontinuidades geradas pelo processo eleitoral.

Propostas relacionadas:

Palestra Técnica Casa Brasil

Montar o módulo um Telecentro da Casa Brasil no Fisl8.0

Evento Comunitário de Integração de Projetos de Inclusão Digital no Brasil - Essa atividade deve ser iniciativa de vários atores

Proposta da Abraço para o Fisl8.0

Proposta de evento comunitário dos pontos de cultura

Evento Comunitário no 8º FISL Economia Solidária, Software Livre, Inclusão Digital, Comunicação e Cultura na construção de práticas, técnicas e tecnologias para um Mundo Sustentável

Comunidade

Evento Comunitário Casa Brasil para o Fisl8.0

* Nome da comunidade/projeto/entidade/grupo de usuários que está organizando o evento.

Projeto Casa Brasil.

* Informações sobre o(s) coordenador(es) do Evento Comunitário (entre 1 e 3 pessoas):

- nome: .pixel

- e-mail: vjpixel@gmail.com

- telefone: 61 3424 3975 / 71 9132 2500

- nome: Everton Rodrigues

- e-mail: everton@softwarelivre.org

- telefone: 61 3424 3951 / 61 8445 0560

* tema do evento.

Encontro da comunidade do Projeto Casa Brasil.

* estimativa de público (em número de pessoas)

70 pessoas.

* necessidade de tempo (entre 1 e 3 sessões)

2 sessões.

* programa completo do evento

Dia 12 de abril, das 9h às 12h

Obsevação do Everton: Acho todos os temas fundamentais, mas também acho que é preciso a gente priorizar alguns temas... para fazer um debate mais aprofundado....

- Apresentação e debate de temas transversais do projeto Casa Brasil e sua relação com ações de inclusão social:

. Inclusão digital

- Software livre

. Conhecimento livre e colaborativo

- Direito à comunicação

- Movimento livre - software livre, acesso aberto e licenças livres

. Questões de gênero e diversidade

- Etnia, religião, idade, classe, entre outras

. Cidadania

- Relação com todos os outros temas transversais

. Acessibilidade

- Acesso universal

. Economia solidária

- Inclusão digital e economia solidária

- Comércio justo

- Empoderamento das redes de economia solidária

- Economia solidária e desenvolvimento local e social

. Direitos Humanos

- Direito à comunicação

. Educação ambiental

- Agenda 21

- Reciclagem

. Democracia participativa

- Conselhos Gestores

. Sustentabilidade

- Economia solidária

- Parcerias

- Poder público

- Encaminhamentos

* resumo da programação

O Projeto Casa Brasil é uma iniciativa do Governo Federal que reúne esforços de diversos ministérios, órgãos públicos, bancos e empresas estatais para levar inclusão digital, cidadania, cultura e lazer a comunidades de baixa renda.

O objetivo é criar um equipamento público com diversos módulos em que se realizam atividades em torno dos temas "Inclusão Digital e Sociedade da Informação". Nesse espaço, as pessoas podem fazer uso intensivo das tecnologias da informação e da comunicação. Isso irá capacitar os segmentos excluídos da população para a inserção crítica na Sociedade do Conhecimento, buscando superar e romper a cadeia de reprodução da pobreza.

Atualmente existem cerca de 90 Casas, que até abril provavelmente todas as unidades deverão estar em pleno funcionamento. Diante dessa realidade, será de grande importância proporcionar um evento de integração dessas casas brasis que possum realidades diferentes, mas que trabalham com os mesmos conceitos de emancipação das comunidades onde o equipamento está instalado.

.* URL da página do evento

http://www.iti.br

Proponentes:

Público alvo:

...

Descrição da palestra:

O Projeto Casa Brasil é uma iniciativa do Governo Federal que reúne esforços de diversos ministérios, órgãos públicos, bancos e empresas estatais para levar inclusão digital, cidadania, cultura e lazer às comunidades de baixa renda. O objetivo é criar um equipamento público com diversos módulos em que se realizam atividades em torno dos temas \"Inclusão Digital\" e \"Sociedade da Informação\". Nesse espaço, as pessoas podem fazer uso intensivo das tecnologias da informação e da comunicação, o que irá capacitar os segmentos excluídos da população para a inserção crítica na Sociedade do Conhecimento, buscando superar e romper a cadeia de reprodução da pobreza.

Nesta palestra pretendemos apresentar as ferramentas de software utilizadas pelo Projeto Casa Brasil, mostrando como elas são utilizadas pelo Projeto.

As ferramentas são:

Sacix (http://www.sacix.org.br/): Distribuição GNU/Linux voltada para telecentros, cujo âmbito é promover a inclusão social e políticas de crescimento sustentável através do software livre de forma a proporcionar à comunidade acesso a tecnologias de forma aberta e a baixos custos.

MapSys? (http://www.culturadigital.org.br/mapsys): Ferramenta de acompanhameto de projetos e pessoas, com georeferenciamento, ferramentas de documentação e interface de gerar relatórios sob demanda.

SGCB: O Sistema de Gerenciamento Casa Brasil é o sistema de controle de acesso das unidades Casa Brasil e interface de integração de diferentes ferramentas com o objetivo de consolidar as informações em um único repositório.

Moodle (www.casabrasil.gov.br): Sistema de gerenciamento de cursos (course management system - CMS) livre e de codigo aberto que foi desenvolvido utilizando princípios pedagógicos para judar educadores a criarem comunidades efetivas de aprenizado online.

Resumo da palestra:

...

Comentários:

Módulo Telecentro da Casa Brasil / Sacix no Fisl8.0

Comunidade

A Casa Brasil/ITI e a Rits propõe montar um telecentro durante o fisl e cuidar da programação do telecentro, oferecendo:

Responsabilidade da Casa Brasil

- 20 thinclients completos

- Técnicos pra ministrar oficinas durante os 3 dias do evento.

- Técnicos para apoio ao uso livre no telecentro

- Instalação dos thinclients fica por conta da Casa Brasil

Responsabilidade da Rits

- Um servidor completo

- switch de 24 portas

- cabos de rede e rede lógica

- Técnicos pra ministrar oficinas durante os 3 dias do evento.

- Técnicos para apoio ao uso livre no telecentro

- Demonstração do Sistema VoIP? nos Telecentros

- Instalação do servidor fica por conta da Rits

- E ainda é possível levar um conjunto de livros que estão sendo usados pra montar a sala de leitura da casa brasil

O que a organização do Fisl deve oferecer?

- Mesas e cadeiras

- 1 ponto de rede

- Local definido pra isso, que pode ser aberto

Programação

oficinas de 1h

- 2 oficinas no turno da manhã - 2 oficinas no turno da tarde

totalizando 12 oficinas, e o resto tempo fica pra uso livre

Articulações:

- Ofereceremos oficinas para todas as idades. Crianças, jovens e adultos

- O Movimento dos Trabalhadores Desempregados já nos pediu oficinas de gnu/linux (que podemos ministrar no fisl ou não), portanto, podemos levar esse pessoal para o fisl não.

- Ministrar tambem oficinas demandas pelo fisl ou ASL

- E evidentemente que podemos compartilhar o espaço com outros oficineiros, se houver interesse

-- EvertonRodrigues - 17 Aug 2007

Relatos sobre cgibr

Dúvidas mande email para everton @ softwarelivre.org

Este é um espaço para pensar e discutir propostas para o Comitê Gestor da Internet no Brasil, a fim de que os próximos representantes da sociedade civil possam representar opiniões e reflexões debatidas como movimentos sociais e entidades.

Qualquer pessoa pode se cadastrar nesse twiki e colaborar.

Basta se cadastrar AQUI e Posteriormente clique em Editar, incluir ou anexar. Para isso, Informe seu Usuário e Senha exatamente como voce mesmo cadastrou.

Além desse twiki temos a lista de discussão, e quem desejar poderá se inscrever para facilitar a nossa comunicação.

Declarações de Apoio ao Candidato Everton Rodrigues

O Instituto AMA - Instituto Anatália de Melo Alves desenvolve no Rio Grande do Norte projetos voltados para a garantia do direito humano à comunicação, com ações de comunicação comunitária e Inclusão digital. Everton Rodrigues tem sido um importante parceiro na luta por esse direito, por isso apoiamos a candidatura dele para compor o CGIBR.

Meu nome é Lucio Uberdan, sou diretor de projetos da Associação do trabalho e Economia Solidária - ATES e ativista dos movimentos de Economia Solidária e Software Livre na região sul do RS.

Aproveitando o email de apresentação do Everton Rodrigues acerca do Cgibr, acrescento que mesmo a ATES não tendo cadastrado-se em tempo hábil para votar nas eleições do Cgibr, temos nós articulado nossas relações no apoio ao Everton para composição do comitê pelo 3 setor (carta de apoio < http://ates-ong.blogspot.com/2007/09/carta-de-apoio-everton-rodrigues.html >).

Acreditamos na ATES que o mundo do trabalho altera-se continuamente. Na produção a geografia da fábrica altera-se e expandi-se de forma dramática: corporações globalizadas, unidades produtivas compactas, trabalho alienado, uma produção crescente fruto de poucos trabalhadores operando grandes máquinas, desemprego formal e ampliação da informalidade. Por um lado amplia-se o saque aos recursos naturais (com o sub-trabalho e trabalho escravo principalmente no chamado 3º mundo), de outro, fruto da grande produção e necessária conquista de consumidores (mercados), crianças em sinaleiras vendendo chocolates tornam-se estratégicas e importantes para a necessária omercialização e reprodução do capital daquela grande corporação.

Muitos são os motivos presentes na atualização do modelo de produção capitalista frente a tensão Capital x Trabalho na contemporaneidade, mas é inegável que a tecnologia cumpriu e cumpre um papel estratégico nesse cenário: facilitando a extração de matéria prima; aumentando a produção; ganho de mercados; subordinação do trabalho. Tanto na produção como na financeirização, a tecnologia vem tendo um papel central nas alterações curso, até então sendo mais conivente com o Capital, proporcionando a este (de certa forma), as condições necessárias para a manutenção de suas altas taxas de lucro.

Por essa tese aqui descrita de forma muito simplificada, a ATES vem construindo ações políticas de interação das novas tecnologias de informação e comunicação com a Economia Solidária, a autogestão e as fábricas recuperadas, contribuindo assim no apoio das TICs ao "Trabalho". Nesta perspectiva, encontramos no Everton frente a seu histórico de luta nos movimentos de tecnologias livres e democratização da comunicação, um parceiro dedicado e qualificado para a constituição de ações que visão interferir no peso desproporcional da tensão (balança) Capital x Trabalho a favor dos trabalhadores, a favor de quem executa o trabalho e produz as riquezas hoje ainda apropriadas quase em sua integralidade.

Lucio Uberdan Militante dos Movimentos de Economia Solidária e Software Livre - Diretor da ATES - Associação do Trabalho e Economia Solidária - Pelotas/RS

Apoio Everton Rodrigues para compor o CgiBr? porque representa a nova geração da inclusão digital no Brasil, onde busca criar as interfaces entre os projetos sociais tanto governamentais como dos movimentos. Além de trabalhar para integrar o movimento software livre, inclusão digital, rádiodifusão comunitária e a economia popular e solidária buscando sensibilizar os movimentos sociais para esses temas. Walter Pinheiro - Deputado Federal/PT - Bahia

Oxalá se tivéssemos mais Everton's para indicar. Em itajaí ele fez um trabalho fabuloso de emocionar na abertura do primeiro Casa Brasil depois do modelo de valente. O Everton articulou toda a comunidade e fez com que até hoje o verdadeiro objetivo do casa brasil alcançasse êxito. Meu nome e meu apoio seria para Everton Rodrigues sempre. Jean Sestrem - Militante do Software Livre - Secretário de Cência e Tecnologia de Itajaí Santa Catarina

Declaração de Apoio ao Candidato Everton Rodrigues para compor o CGibr

O projeto Casa Brasil é um projeto de pesquisa do governo federal. Trabalha a inclusão digital, social e cultural com ações em todos os estados do país, atuando em regiões de baixo IDH.

Everton, é um de nossos colegas pesquisadores, que atua na implementação, acompanhamento, avaliação e articulação comunitária.

Os membros aqui citados integrantes da equipe do Projeto Casa Brasil Apoiam Everton Rodrigues para o comitê gestor de Internet. Everton Já atuou e atua com dedicação em várias ações de inclusão digital, cultural , social e tecnologias livres, e por isso, acreditamos que nosso colega através de sua trajetória com os movimentos sociais e proposta para o cgibr pode contribuir de forma vital a geração de políticas públicas libertárias e de combate a qualquer exclusão.

TEC - Bruno Luchin - PR

TEC - Jose Augusto da Costa Carvalho - MS

TEC - Peterson Danda - RS

TEC - Clenio - GO

TEC - Diego Medeiros - DF

TEC - Daniela Montelo - MA

TEC - Jeferson Matos - RJ

Pixel

TIC - Augusto Duarte - PR

Apoio ao companheiro Everton Rodrigues - Dione Manetti - Militante da Economia Solidária - (Atualmente Diretor de Fomento a Economia Solidária, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego)

A aliança estratégica que vem sendo construída no Brasil entre a economia solidária e as tecnologias livres, tem contribuído no fortalecimento da luta destes dois temas.

Muitas são as mulheres e homens que contribuem para tornar real esta aliança. Mas quero aqui me dedicar a falar de um destes tantos, que é o companheiro Everton Rodrigues.

Desde o primeiro contato que tivemos, este companheiro demonstrou muita lucidez acerca das potencialidades que esta aliança possuía. Foi incansável em lutar para que a vontade de atuar em conjunto saísse apenas do campo das idéias e fosse para a prática. Não descansou enquanto não viu suas idéias misturarem-se com as dos outros, dando origem a novas idéias e tornando-se ações práticas. Enfim, trata-se de um companheiro que no cotidiano da sua militância demonstra o compromisso com a luta por um outro mundo que é possível.

Por isso e por tantos outros exemplos que poderia relatar aqui, que marcam a trajetória militante do companheiro Everton Rodrigues, é que gostaria de manifestar meu total apoio a sua candidatura ao Comitê Gestor da Internet do Brasil - CGIbr e desejar que após sua eleição ele possa, nesta nova tarefa, continuar contribuindo com a construção de um mundo mais justo e solidário.

Dione Manetti - Militante da Economia Solidária - (Atualmente Diretor de Fomento a Economia Solidária, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego)

Para se inscrever na lista acesse: http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/debatecomitegestor

A lista das entidades que poderão votar encontra-se nesse link: http://www.cgi.br/eleicao2007/lista.htm

Prazos importantes do processo eleitoral do Cgibr

# 22/08/2007 - Publicação da lista definitiva de entidades inscritas
# 11/09/2007 - Prazo máximo para indicação de candidatos
# 17/09/2007 - Prazo máximo para envio de declaração pelos candidatos
# 24/09/2007 - Publicação da lista de candidatos
# 01/10/2007 - Prazo máximo para recurso da lista de candidatos

Vamos construir coletivamente essas propostas:

Seção propostas:

1. Definição marco legal do CGI.br e NIC.br como uma estrutura permanente de governança da Internet no país: Essa definição deve ser discutida conjuntamente com a lei geral das comunicações. Não é possível pensar o marco legal do cgibr separadamente da lei geral das comunicações.

2. Desenvolver projeto de desonvolvimento das TICs para o desenvolvimento humano no país.

3. Continuar e aprofundar a participação do CGI.br nos processos e eventos nacionais e internacionais de governança com discussão prévia.

4. Construir a participação do CGIbr na Conferência Nacional de Comunicação

A Conferência Nacional de Comunicação já é uma proposta defendida pelo Ministro das Comunicações Hélio Costa. Essa proposta foi defendida também pelo Ministro durante a Conferência Nacional Preparatória de Comunicações chamada pelas Comissões de Ciência e Tecnologia do Senado e Câmara Federal junto com o Ministério das Comunicações nos dias 17, 18 e 19 sembro. Diante da realidade de construir a conferência de comunicação é preciso que as pautas do CGibr sejam discutidas na conferência, e também que o cbibr se aproprie das discusões do tema da comunicação como um todo. A convergência digital exige essa integração.

5 . Projeto de Inclusão Digital

6. CGibr e Software livre O software livre é um exemplo de copartilhamento do conhecimento. É uma demonstração de autonomia, gestão compartilhada e tomada de decisões coletivas. diante disso, o Cgi.br deve assumir as práticas e os métodos do software livre. Além de usar (que já faz) deve também dissiminar a filosofia do software livre como algo estratégico do desenvolvimento da internet no Brasil.

7. Criar instrumentos e mecanismos de participação direta da sociedade civil nas discussões do CGIbr.

Antes de mais nada é clara e evidente a necessidade de aumentar o número de participantes da sociedade civil do terceiro setor. Certamente existem um número maior de organizações no terceiro setor. Esse idéia se reflete de que é vísivel a maior quantidade de entidades do terceiro setor inscritos para esse processo eleitoral.

Além disso, é fundamental que nesse segundo mandato se construa instrumentos mais participativos, tanto da sociedade em geral, como das entidades que se dispuseram a dedicar-se a esse tema de grande relevância.

Para isso, é importante que dois instrumentos sejam criados o mais rápido possível: Um portal, onde todas os debates polêmicos ou não estejam publicados, e que esse portal seja completamente aberto à participação da sociedade. Aliado a isso, o outro instrumento é a criação de fóruns presenciais, que podem ser debates, seminários ou plenárias, onde a sociedade civil e os movimentos sociais possam encaminhar ao CGI.br suas contribuições.

É preciso discutir também o formato do processo eleitoral do Comitê Gestor. O atual formato eleitoral permite que apenas personalidades jurídicas possam participar do processo eleitoral, e devemos verificar se essa é a melhor forma. Será que os usuários da internet em geral não poderiam participar do processo eleitoral do CGI.br? Será que ao misturar experiências eleitorais dos conselhos em geral com a experiência do CGI.br, podemos criar um processo mais democrático?

8. Infra-estrutura para produção de conteúdo.

Para a produção de conteúdos digitais, além de criar as ferramentas para fomentar é preciso também ter as ferramentas para distribuir e trocar esses conteúdos. As páginas eletrônicas são fundamentais nesse processo. Diante da realidade de que muitas entidades em nosso país, não tem condições de manter duas questão fundamentais de seus sites. Que são: o registro do domínio e hospedagem das páginas. Com essa realidade proponho que o Cgibr elabore e execute um programa de registro e hospedagem gratuítas para organizações que não possuem recursos para isso. Esse programa no cgibr deverá ter critérios lançados através de edital todo o ano com o objetivos de financiar registros registro de domínio e hospedagem de sites.

Além disso, o CGI.br tem que propor projetos que democratizem o acesso à banda larga em nosso país. Não enquanto executor, mas como articulador. O CGI.br tem que pensar na intersetorialidade de projetos como, por exemplo: a relação entre projetos do próprio governo com projetos dos movimentos sociais. Exemplos de projetos do governo de inclusão e cultura digital bem sucedidos, são a Casa Brasil e Pontos de Cultura. Exemplos de movimentos socias de comunicação comunitárias são as rádios comunitárias, rádios livres e as tv's comunitárias.

Diante da democratização da banda larga, para que, os meios de comunicação comunitária estejam conectados através da rede mundial de computadores, é necessárioque o CGI.br esteja seja sensível para o fato da internet estar impactando a economia em nosso País. Para isso suas ações também devem contemplar as instituições que trabalham com os conceitos de envolvimento econômico. A Economia Solidária deve ser incluída, de forma digna e produtiva, na rede.

8. Cota de 30% para mulheres.

Não há dúvida de que vivemos em uma sociedade patriarcal. Na tecnologia da informação os números são ainda maiores. Na atual gestão da internet temos apenas uma mulher e é suplente. Nesse processo eleitoral temos 16 candidatas(os), desses 13 são homes e 3 mulheres. Não é possível pensar na diversidade nas ações do Cgibr, se temos apenas homens para na gestão da internet. Diante disso proponho que o Cgibr adote a política de 30% para mulheres no Cgibr.

Tarefas do CGIBr

Entre as principais atribuições e responsabilidades do CGI.br, destacam-se:


a proposição de normas e procedimentos relativos à regulamentação das atividades na internet;
a recomendação de padrões e procedimentos técnicos operacionais para a internet no Brasil;
o estabelecimento de diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e ao desenvolvimento da internet no Brasil;
a promoção de estudos e padrões técnicos para a segurança das redes e serviços no país;
a coordenação da atribuição de endereços internet (IPs) e do registro de nomes de domínios usando <.br>;
a coleta, a organização e a disseminação de informações sobre os serviços internet, incluindo indicadores e estatísticas.

A Comissão de Trabalho de Conteúdos do CGI.br que tem entre suas atribuições promover estudos, recomendar procedimentos e propor programas de pesquisa e desenvolvimento relacionados à Internet, criou a CT-Conteúdos para estimular a discussão sobre a produção de conteúdos em língua portuguesa.

Objetivos

Os objetivos específicos da CT-Conteúdos são:


Fomentar a produção de conteúdos digitais de qualidade em l íngua portuguesa
Viabilizar o uso de conteúdos de domínio público, assim como de acervos com direitos de propriedade intelectual
Valorizar o material já reconhecido no passado
Valorizar e acondicionar a cultura contemporânea, que muitas vezes já nasce digital
Dar visibilidade e acesso ao conteúdo lusófono dos demais países de língua portuguesa

Seção Relatos:


Enviado no Primeiro Turno: Eleição do CGI.br está em Andamento. E o que você sabe sobre isso?

Everton dos Santos Rodrigues, Movimento de Inclusão Digital e Software Livre

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) está em processo eleitoral.

Desde sua criação pela Portaria Interministerial Número 147, de 31 de maio de 1995, pelo Ministro de Estado das Comunicações e o Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, esta é a segunda eleição, onde a sociedade civil poderá participar do processo eleitoral, através de suas representações jurídicas.

O primeiro mandato foi nomeado pelo Governo Federal e o segundo mandato foi o primeiro a ser através do voto, onde entidades puderam votar.

Nesse segundo mandato, as avaliações dos representantes do terceiro setor no CGi.br e sua atuação, são mais positivas que negativas.

Evidentemente que um processo novo como esse, tem que ser ajustado. Devemos trabalhar com a idéia de que não construiremos nossos processos sociais do “dia para a noite”, e que todos os processos em nossa sociedade requerem muito trabalho e debate coletivo.

Nesse sentido, é importante dizer que é positiva a própria criação do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), porque, simplesmente a rede mundial de computadores, a cada dia que passa, influencia nossa vida, seja na cultura, na economia ou na política. As relações sociais no Brasil e no Mundo estão em plena transformação, com grande velocidade, como nunca vimos antes, pela influência da internet. E nosso país se destaca mundialmente neste processo.

Toda essa transformação, provocada por uma sociedade cada vez mais em rede, exige que o debate sobre a internet seja feito de forma mais aberta, e que nós devemos partir da experiência já existente, neste e em outros setores, sem desconsiderar o acúmulo do CGI.br, mas também sem achar que o processo está pronto e acabado.

A internet foi criada de forma completamente aberta e de forma colaborativa. Isso foi determinante para o sucesso da sua criação e devemos lutar para que assim permaneça.

Nesse sentido, é interessante salientar, e nós devemos levar em consideração que o segundo ponto positivo é o fato do CGI.br ser um praticante no uso do "software" livre (SL). E é verdade que nós podemos avaliar essa condição como não sendo suficiente, pois poderia ser ainda melhor.

De fato, sempre podemos fazer mais, mas fazer algo como utilizar o SL, já é um bom começo e devemos ver isso como ponto positivo, como parte de um processo que busca sempre avançar.

A atual gestão do CGI.br criou sua personalidade jurídica NIC.BR (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br) que é uma entidade civil, sem fins lucrativos.

Também foi criado o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) que é responsável por receber, analisar e responder a incidentes de segurança envolvendo redes conectadas à Internet no Brasil.

Além de ter criado o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação - CETIC.br, que é responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no país.

Mas, para pensar em avançar nesse processo de gestão da internet no Brasil, quero destacar dois objetivos do CGIbr que são: “o estabelecimento de diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e ao desenvolvimento da internet no Brasil;” e “Fomentar a produção de conteúdos digitais de qualidade em língua portuguesa” .

Esses dois objetivos são amplos e, a partir deles, podemos pensar em inúmeras idéias. Mas quero me concentrar, nesse momento, na participação popular direta.

A partir desses dois (2) objetivos, é possível fazermos muitos debates e elaborar propostas concretas. Mas para que possamos elaborar proposições que possam beneficiar o conjunto da diversidade na sociedade que a internet está contemplando, nós necessariamente precisamos que esse debate seja feito de forma democrática e colaborativa, assim como, a internet foi criada. Essa idéia de construir os processos de forma colaborativa é um pressuposto do qual não podemos abrir mão.

Nesse sentido, é preciso dizer que os temas do CGI.br ainda são assuntos desconhecidos da grande maioria da sociedade, mesmo para os usuários da própria rede, e, infelizmente, para a maioria das entidades que participaram do primeiro e único processo eleitoral, já que, agora, vamos para o segundo.

Essa falta de conhecimento sobre o CGI.br pelas próprias entidades que participaram do primeiro processo e pela sociedade em geral, se dá porque não existe instrumentos de publicação e disseminação aberta das discussões que lá acontecem e muito menos ferramentas de participação das entidades que se cadastram para o processo eleitoral, e/ou, até mesmo, maneiras da sociedade em geral participar.

Diante disso é fundamental que nesse segundo mandato se construa instrumentos mais participativos, tanto da sociedade em geral, como das entidades que se dispuseram a dedicar-se a esse tema de grande relevância.

Para isso, é importante que dois instrumentos sejam criados o mais rápido possível: Um portal, onde todas os debates polêmicos ou não estejam publicados, e que esse portal seja completamente aberto à participação da sociedade. Aliado a isso, o outro instrumento é a criação de fóruns presenciais, que podem ser debates, seminários ou plenárias, onde a sociedade civil e os movimentos sociais possam encaminhar ao CGI.br suas contribuições.

Outro tema que já começa aparecer é a própria eleição do Comitê Gestor. O atual formato eleitoral permite que apenas personalidades jurídicas possam participar do processo eleitoral, e devemos verificar se essa é a melhor forma.

Será que os usuários da internet em geral não poderiam participar do processo eleitoral do CGI.br? Será que ao misturar experiências eleitorais dos conselhos em geral com a experiência do CGI.br, podemos criar um processo mais democrático?

Para cumprir o segundo objetivo que destaco, que é fomentar a produção de conteúdo, o CGI.br tem que propor projetos que democratizem o acesso à banda larga em nosso país.

Esses projetos de banda larga precisam levar em consideração os movimentos sociais e suas experiências de comunicação comunitária já existentes, como rádios comunitárias, tv's comunitárias e rádios livres.

Para facilitar esse fomento, o CGI.br tem que pensar na intersetorialidade de projetos como, por exemplo: a relação entre projetos do próprio governo com projetos dos movimentos sociais. Exemplos de projetos do governo de inclusão e cultura digital bem sucedidos, são a Casa Brasil e Pontos de Cultura. Exemplos de movimentos socias de comunicação comunitárias são as rádios comunitárias, rádios livres e as tv's comunitárias.

Diante disso, é importante que esses meios de comunicação estejam conectados através da rede mundial de computadores, com banda larga, para facilitar a produção de conteúdo.

Além disso, é preciso que o CGI.br esteja mais sensível para o fato de como a internet está impactando a economia em nosso País. Deve verificar se suas ações de desenvolvimento da internet beneficia o desenvolvimento da economia, cultura, arte, lazer e organização da sociedade com um todo ou se está privilegiando as grandes empresas.

Nesse sentido, é fundamental que o CGI.br observe se um importante conceito de desenvolvimento econômico que é a “Economia Solidária” está sendo beneficiado, assim como está ocorrendo com a economia capitalista.

É preciso que a Economia Solidária também seja incluída, de forma digna e produtiva, na rede. E essa deve ser uma preocupação nossa, como um coletivo social, e portanto, também, do CGI.br.

Para terminar, quero socializar que criei uma página "wiki" (construção colaborativa) para debater a atuação dos membros do CGI.br que representarão o terceiro setor no próximo mandato, e para isso, acesse: http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/RedePopular/Cgibr

Enviado no Primeiro Turno: Faltam 16 dias para começar o processo de votação da eleição do CGI.br

Já em contagem regressiva para iniciar o processo de votação onde serão eleitos as(os) novas(os) conselheiras(os) do CGI.br, envio a segunda mensagem pela qual apresento novas informações sobre esse importante processo eleitoral.

Também devo ressaltar que desde o início do período de campanha até aqui algumas entidades e pessoas responderam ao chamado de contribuir com o debate. Também é importante lembrar que as contribuições vieram também de sujeitos que não poderão votar, mas que mesmo assim manifestam interesse em colaborar com o debate, por que, entendem o quanto a internet é estratégica para a democratização do mundo e do Brasil.

Como sabemos a internet teve êxito, porque, foi desenvolvida de forma aberta e sem restrições, assim como, o software livre foi.

No início poucos acreditavam no seu sucesso da internet, mas agora muitos querem controlar esse meio de comunicação de acordo com seus interesses. E diante disso devemos nos organizar, para que, isso não aconteça. A internet deve manter os princípios de liberdade que fundamentaram a sua criação.

No Brasil com interesse de controlar a internet o Senador Eduardo Azeredo, já propôs projeto de lei no Congresso Nacional para esse fim. Com essa proposta o Senador junto com a Febraban vem liderando um movimento de controle desse meio de comunicação interativo. A sociedade civil já manifestou opinião contrária a esse iniciativa.

A Safernet assumiu a tarefa de organizar informações sobre a proposta de Azeredo e seus desdobramentos, confira no site: http://www.safernet.org.br/petitioner/projeto_lei_azeredo/

Além disso, a Safernet assumiu tarefa importante para o processo eleitoral do Cgibr. Entrevistou todos e todas as candidatas do terceiro setor e organizou o perfil e as principais propostas de cada candidata e candidato. Essa iniciativa ajuda na democratização desse processo eleitoral. Veja em breve o resultado desse trabalho no site: http://www.safernet.org.br

As novas propostas que surgiram como resultado desses contatos são:

1 - Para o avanço do software livre é preciso que o Comitê adote o Open Document Format (ODF) como o padrão oficial de documentos, além de promover o uso de software livre através de campanhas.

2 - Cota de 30% para mulheres - No atual comitê gestor da internet temos apenas uma mulher e é suplente. Nesse processo eleitoral temos 16 candidatas(os), desses 13 são homens e 3 mulheres. Não é possível pensar na diversidade nas ações do Cgibr, se temos apenas homens no cgibr. Diante disso, é importante que o Cgibr adote a política de 30% de cota para mulheres.

3 – É preciso ampliar o debate e o combate dos crimes da Internet. Nesse sentido o debate deve ser feito também nas escolas, e para isso, tem que acrescentar nos currículos escolares o tema das Tics. Aliado a isso devemos aumentar os recursos financeiros do Cgibr para contribuir com campanhas e capacitação de crianças, adolescentes e jovens no uso da internet.

4 - Infra-estrutura para produção de conteúdo - Para a produção de conteúdos digitais, além de criar as ferramentas para fomentar é preciso também ter as ferramentas para distribuir e trocar conteúdos. Muitas entidades em nosso país, não tem condições de manter seus registros de domínios, hospedagem das páginas e também ferramentas de gestão desses conteúdos. Com essa realidade é preciso que o Cgibr elabore e execute um programa de registro, hospedagem em conjunto com a disponibilização instrumentos de gestão de conteúdos para organizações e coletivos que não possuem recursos. Esse programa deverá ter critérios lançados através de edital.

Essas são as novas propostas discutidas com algumas(os) sujeitos.

Outra questão importante que sugiro é que todas as entidades interessadas, participem do IGF que será no RJ. O brasil será sede da 2ª reunião do IGF (Internet Governance Forum – Fórum de Governança da Internet ), que será realizado entre os dias 12 e 15 de novembro de 2007 no Rio de Janeiro, Brasil.

Esse é um momento oportuno de conhecer mais sobre a gestão da internet e de aprofundar o debate no Brasil. Para participar é preciso cadastrar-se no site em ligua inglesa: http://intgovforum.org/register/index.php

No mais estou ainda a disposição para construir as propostas de forma colaborativa.

Até o dia 29 de outubro, quero enviar uma mensagem com todas as propostas para o Cgibr.

Se Puder me passar o seu número de telefone podemos também discutir idéias e propostas por telefone.

Everton Rodrigues Candidato a Conselheiro no CGi.br

Enviado no Primeiro Turno: Ação afirmativa. uma política necessária - Cota de 30% para mulheres no CGIbr

A nosso sociedade é estruturada na dicotomia entre o público e o privado, que destina às mulheres o papel da reprodução, do trabalho do cuidado, aprofundando a divisão sexual do trabalho, que atribui papeis secundários as mulheres nos espaços de decisão, colocando-as sempre em situação de desigualdade dos homens. Esse modelo de definir papeis de homens e papeis de mulheres, impõem as mulheres um mundo visto como privado e para o homem, o mundo do poder, das decisões, o mundo público. Mas se olharmos na verdade esses mundos não são tão diferentes assim. Porém, essa separação permite colocar as mulheres para realizarem trabalhos precários, invisíveis e gratuito. Buscar romper com essa forma de organização da sociedade é um desafio central para construímos formas mais justa, solidárias e igual.

O mundo tem se transformado de forma muito dinâmica e isso não tem significado mudanças positivas para a vida das mulheres. Apesar de todos os avanços que o movimento feminista tem alcançado, o capitalismo busca a todo tempo se apropriar das bandeiras de luta conquistada por esse movimento. Isso nos leva a reafirmar que as transformações de valores, de questões concretas das nossas vidas, se faz necessários em todas as frentes de lutas e espaços da sociedade. – Para Tatau Godinho a igualdade efetiva entre mulheres e homens está relacionada à igualdade nos mais diversos âmbitos das relações sociais. Não se trata de uma igualdade formal, mas de conseguir que essa igualdade signifique não apenas o acesso, mas condições efetivas de participação política.

Esse mundo digital ou era das tecnologias da informação e comunicação - TIC's, por dispor de muito poder onde informação e conhecimento é poder, também é reflexo direto dessa forma de organizar a sociedade, portanto consideradas como lugar natural dos homens. No entanto, cada vez mais, as mulheres tem se apropriado desse instrumento, ocupando espaços importantes, criando novas ferramentas, se organizando nos espaços de articulação, como faz o Projeto Software Livre Mulheres no Fórum Internacional de Software Livre.

Neste sentido, a informática tem sido poderosa na reprodução de conhecimento, de circulação de informação, e por isso, pode ser uma ferramenta fundamental para transformação dessa sociedade de mercado.

Uma das maneiras que esse espaço de poder pode contribuir diretamente com fim das desigualdades entre homens e mulheres é garantir no Comitê Gestor da Internet uma política de ação afirmativa, visto que atualmente toda a sua composição é masculino. Essa política representa o reconhecimento da necessidade, para além do discurso da desigualdade, da participação política das mulheres em todos os espaços, principalmente quando se refere a instrumento que regulariza o mundo da internet. Assim, a política de ação afirmativa combate a imensa desigualdade social entre homens e mulheres com medidas concretas para reverter a lógica de exclusão das mulheres do espaço público.

O comitê Gestor da Internet tem a obrigação de se olhar como espaço estratégico para uma ação de rompimento com essa sociedade que mercantiliza o corpo e a vidas das mulheres, transforma tudo em mercadoria, a vida, o sentimentos, as pessoas. “Uma política de ação afirmativa nega que se possa construir qualquer projeto de transformação social igualitário, qualquer projeto socialista, sem a auto-organização das mulheres e sem sua presença efetiva nos espaços de poder e decisão. Esta é uma condição imprescindível para garantir que a luta contra a discriminação de gênero esteja presente com a radicalidade necessária em qualquer projeto de revolução social.”(Godinho – 1998).

Na busca de que o CGIbr seja também de fato um instrumento responsável com mudanças concretas na sociedade, rompendo com todas as formas de opressão, propomos que na sua composição seja adotada as cotas de 30% para mulheres, garantindo assim, não só participação políticas das mesmas nos espaços de poder, mas também permitindo que esse instrumento construa a partir do olhar das mulheres, formas através da internet a efetivação de um mundo igual entre mulheres e homens. Além disso, é necessário conceber processos de debate e formação, que fortaleçam cada vez mais a participação das mulheres nesses espaços, bem como propor medidas que coíbam o machismo virtual, a homofobia, o racismo e a pornografia infantil.

Assinam essa proposta:

1 - Centro Feminista 8 de Março - http://www.cf8.org.br/

2 - Centro das Mulheres do Cabo - http://www.mulheresdocabo.org.br/index.html

3 - Maria do Amparo Araújo - Movimento Tortura Nunca Mais - PE - http://atos.torturanuncamais.org.br/institucional/mtnm_tes/tes.htm

4 - Everton dos Santos Rodrigues - Candidato a Conselheiro do 3 setor no Comitê Gestor da Internet do Brasil - Cgibr

Enviado no Primeiro Turno: Faltam 3 dias para sua entidade declarar o voto e participar da eleição do próximo mandato do CGI.br

Agora está bem próximo de começar o período de votação, onde será eleito o novo comitê gestor da internet do brasil – CGI.br. A votação será no período de 1 a 7 de novembro. A comissão eleitoral do Cgibr irá enviar todas as informações para o email do responsável de cada uma das entidades.

Como havia prometido estou enviando a minha proposta após o debate com algumas entidades e pessoas.

Nesse período de aproximadamente 4 meses avalio que esse foi um rico processo, onde passamos por várias etapas.

A primeira etapa foi a campanha que fizemos, para que, o máximo de entidades se cadastrassem no sentido de participarem de todo o processo eleitoral.

82 entidades se cadastraram e estão aptas a votar. Desse total 61 organizações tem representantes do sexo masculino e apenas 21 são representadas por mulheres, o que representa apenas cerca de 13%.

A segunda etapa foi de definição das candidatas e candidatos, onde 16 pessoas se cadastraram. 13 candidatos e 3 candidatas.

A terceira etapa foi a da campanha e essa foi fundamental, para que, as organizações votantes tivessem a oportunidade de conhecer mais sobre o que realmente significa a gestão da internet e também o que pretendem os candidatos.

A grande maioria das entidades que participaram da primeira eleição, não participaram agora, portanto, temos entidades que nunca discutiram esse tema.

Mas, mesmo com todos os nossos limites e dos materiais que enviei conto com a possibilidade de ter contribuído para a ampliação dos vossos conhecimentos sobre alguns temas que dizem respeito a internet.

Nesse período de campanha tentei dialogar com o máximo de organizações, grupos e indivíduos. E essa prática entendo que não deva ser apenas em processo de campanha, mas também durante o mandato dos eleitos. Isso tem que ser determinante.

Nesse período de campanha mandei 3 mensagens para a sua entidade.

A primeira mensagem foi com o título “Eleição do CGI.br está em Andamento. E o que você sabe sobre isso?” e pode ser encontrada no site do projeto software livre brasil: http://www.softwarelivre.org/news/9929

A segunda mensagem foi “Faltam 17 dias para começar o processo de votação da eleição do CGI.br” e pode ser encontrada no wiki: http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/RedePopular/Cgibr#Faltam_16_dias_para_come%E7ar_o_pr

A terceira mensagem foi enviada com a proposta “Ação afirmativa – uma política necessária - Cota de 30% para mulheres no CGIbr”:

Além de enviar essas mensagens prestei duas entrevistas: A primeira para a Safernet que pode ser encontrada em: http://www.safernet.org.br/twiki/bin/view/SaferNet/Noticia20071022000005

A segunda entrevista foi para o Observatório do Direito à Comunicação que pode ser acessa da em: http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=1756

Essa é a quarta e última mensagem que envio. Se sua entidade quiser e tiver necessidade de dialogar comigo pode enviar email para everton@softwarelivre.org ou me ligue no número (61)84450560.

Se for eleito para compor 1 das 4 vagas do terceiro setor os meus principais compromissos serão:

1 - Transparência na Gestão e Criação de Mecanismos de Participação popular direta. Construir portal interativo. Reconhecer e incentivar reuniões, seminários e plenárias presencias, além de defender a idéia de que as reunião do Cgibr deva ser nos estados para além de SP, onde essas reunião sejam abertas;

2 – Adotar os conceitos do conhecimento livre. É preciso que o Comitê adote o Open Document Format (ODF) como o padrão oficial de documentos, além de promover o uso de software livre através de campanhas;

3 - Cota de 30% para mulheres - Na busca de que o CGIbr seja também de fato um instrumento responsável com mudanças concretas na sociedade, rompendo com todas as formas de opressão, propomos que na sua composição seja adotada as cotas de 30% para mulheres, garantindo assim, não só participação políticas das mesmas nos espaços de poder, mas também permitindo que esse instrumento construa a partir do olhar das mulheres, formas através da internet a efetivação de um mundo igual entre mulheres e homens. Além disso, é necessário conceber processos de debate e formação, que fortaleçam cada vez mais a participação das mulheres nesses espaços, bem como propor medidas que coíbam o machismo virtual, a homofobia, o racismo e a pornografia infantil; 4 – Ampliar o debate e o combate dos crimes da Internet. Para isso o debate deve ser feito também nas escolas, e o mecanismo é acrescentar nos currículos escolares o tema das Tics. Aliado a isso devemos aumentar os recursos financeiros do Cgibr para contribuir com campanhas e capacitação de crianças, adolescentes e jovens no uso da internet.

5 - Infra-estrutura para produção de conteúdo - Para a produção de conteúdos digitais, além de criar as ferramentas para fomentar é preciso também ter as ferramentas para distribuir e trocar esses conteúdos. Muitas entidades em nosso país, não tem condições de manter seus registros de domínios, hospedagem das páginas e também ferramentas de gestão desses conteúdos. Com essa realidade é preciso que o Cgibr elabore e execute um programa de registro, hospedagem em conjunto com a disponibilização instrumentos de gestão de conteúdos para organizações e coletivos que não possuem recursos. Esse programa deverá ter critérios lançados através de edital.

6 – Construir o marco regulatório da convergência tecnológica - O CGI tem que se somar na construção da conferência nacional de comunicação, já defendida no mês de setembro pelo Ministro Hélio Costa durante Conferência Nacional Preparatória de Comunicações chamada pelas Comissões de Ciência e Tecnologia do Senado e Câmara Federal junto com o Ministério das Comunicações. Além disso, o Cgibr deve participar de todos os grupos de trabalho para elaborar a nova lei geral das comunicação, já que, a comunicação é basicamente a convergência digital onde a internet é a base fundante. Essa proposta é histórica do movimento pela democratização da comunicação. A realização do Congresso da Internet Brasileira é também um fundamental instrumento para isso.

7 - Propomos que o CGI.br observe outras formas de envolvimento econômico que é a Economia Solidária. E que desenvolva políticas de inlcuir empreendimentos de economia solidária na sociedade da informação, assim como, está ocorrendo com a economia capitalista. É preciso que a Economia Solidária também seja incluída, de forma digna e produtiva, na rede. E essa deve ser uma preocupação nossa, como um coletivo social, e portanto, também, do CGI.br.

Desejo boa sorte para nós nesse processo. E que a nova gestão do Cgibr possa avançar na democratização da comunicação no Brasil.

Everton Rodrigues Candidato a Conselheiro no CGi.br

Entidades participantes do colégio eleitoral do cgibr

Adetec Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região
Aprendizado Doméstico Santana
ASIITE - Associação Santo Inácio para Integração do Trabalhador Especial
ASSOCIAÇAO BENEFICENTE CRISTO VIVE
Associação Cultural Alquimídia
Associação Cultural de Negritude e Ação Popular
Associação das Mulheres de Nazaré da Mata - AMUNAM
Associação de Docentes da UERJ
Associação de Educação e Cidadania Santos Dumont
Associação de Entidades Canal Comunitário de TVs por Assinatura do Rio de Janeiro
ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES SEM TERRA DA ZONA OESTE - RESIDENCIAL RECANTO DA FELICIDADE
Associação Software Livre.Org
CAWEB
CDI CAMPINAS - Comitê para Democratização da Informática
CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular
CEMINA
Central Única dos Trabalhadores
CENTRO DAS MULHERES DO CABO
Centro de educação,estudos e Pesquisas
Centro de Formação Integral
Centro de Integração Social e Cultural - CISC
CENTRO SUBURBANO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
CIPÓ - Comunicação Interativa
CIRCULO DE APOIO À APRENDIZAGEM PROFISSINOAL DE GOIÂNIA
Coletivo Digital - Associação para a Democratização e o Acesso a Sociedade da informação
Comitê Fome Zero Joinville
Comitê para Democratização da Informática
Comitê para Democratização da Informática de Goiás
Comitê para democratização da informatica de pernambuco
COMITE PARA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMATICA DE SANTA CATARINA
COMITE PARA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMATICA MARANHÃO
Comitê para Democratização da Informática no Estado do Pará
Comitê para Democratização da Informática Sessão Bahia
Comitê para Democratização da Informática Vale do Paraíba
COMUNICAÇÃO E CULTURA
Comunidade Sol Software Livre
CONRAD
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA
CRIA - Centro de Referência Integral de Adolescentes
Federação de Bandeirantes do Brasil
Federação dos Bancários do RS
FENADADOS
Fenametro - Federação Nacional dos Metrovíários
Forum Nacional pela Democratizacao da Domunicacao
FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE CONTABILIDADE
Fundação Conscienciarte
Grêmio Politécnico da USP
IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
INSTITUTO ALIANÇA COM O ADOLESCENTE
Instituto Anatália de Melo Alves
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
INSTITUTO CONIP
Instituto de Estudos de Conjuntura e Desenvolvimento
Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura - INDECS
Instituto de Tecnologia Social
Instituto Sem Fronteiras
Instituto WCF - Brasil
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
Iser - Instituto de Estudos da Religião
MOVIMENTO DE PROMOÇÃO SOCIAL - MOPS
Movimento Tortura Nunca Mais - PE
Nome da entidade
Ong Ser Alzira de Aleluia
OSCIP Guayi
Rede de Informações para o Terceiro Setor - Rits
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE SÃO PAULO, OSASCO E REGIÃO
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO PARÁ E AMAPÁ
Sindicato dos Contabilistas
Sindicato dos Contabilistas de Lages
SINDICATO DOS CONTABILISTAS DE PATOS DE MINAS
Sindicato dos Contabilistas de Santos e Região
Sindicato dos Contabilistas de São Paulo
Sindicato dos Contabilistas de Videira e Região
SINDICATO DOS CONTABILISTAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
Sindicato dos Contadores e Tecnicos em Contabilidade de Caxias do Sul e Região Nordeste - SINCONTEC
Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo
Sindicato dos Trab em Atividades Diretas e Indiretas de Pesq. e Desenv. em Ciência e Tecnologia - SP
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo-RS
SINDPD-PE
SINDPDMT
SINPAF sindicato Nacional de Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
Sociedade 1º de Maio
Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações da Bahia

-- EvertonRodrigues - 20 Sep 2006

* SHOWS

O QUE É TARRAFA - CULTURA EM REDE?

É um evento criado pelo Coletivo TARRAFA.

O QUE É O COLETIVO TARRAFA?

O Coletivo TARRAFA é uma rede solidária informal de educação, trabalho, cultura e cidadania criada com os seguintes objetivos iniciais:

- desenvolver ações de educação livre orgânica para criação, ampliação e articulação de redes de produção cultural interdependentes;

- fomentar a cultura de colaboração entre organizações, profissionais autônomos e estudantes que produzem arte no Rio Grande do Sul;

- contribuir para o crescimento e desenvolvimento da cadeia produtiva da economia da cultura através de ações de produção econômica popular solidária, distribuição equilibrada e descentralizada, comércio justo e estímulo ao consumo ético dos produtos e serviços culturais.

AÇÕES DESENVOLVIDAS:

- Encontro “TARRAFA – CULTURA EM REDE” - dia 05 de maio de 2006 na Livraria Palavraria, Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim, Porto Alegre/RS.

Neste evento ocorreram:

- Lançamento do Coletivo Tarrafa; - Apresentação do “Case Bataclã FC” com o histórico das principais ações de produção cultural independentes realizadas pelo grupo ao longo de nove anos de atuação na cena cultural de Porto Alegre. - Divulgação dos eventos Mercado Cultural(www.mercadocultural.org) de Salvador/BA e Feira da Música Independente de Brasília/DF (www.fmi2006.com.br).

Após a explanação destes temas, foi aberto espaço para debate e discussão com a participação do músico e produtor Moysés Lopes (http://www.cameratabrasileira.mus.br), do músico e jornalista Rodrigo Dmart (www.doidivanas.com.br), da emprésaria cultural Carla (www.palavraria.com.br), do coordenador do Ponto de Cultura Quilombo do Sompapo e ativista do movimento Software Livre Éverton Rodrigues, Talita Costa (integrante da CUFA/RS) e Fábio Silva e Aurici Machado da Rosa (Grupo Ambiental Maricá http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8835635).

-- EvertonRodrigues - 26 Dec 2008

O texto: FSM2009 e os atuais desafios da comunicação democrática: O paradoxo dos benefícios da sociedade em rede e as perigosas possibilidades da sociedade do controle

Está sendo editado no link: http://openfsm.net/projects/fsm2009-gt-softwarelivre/socidade-em-rede-ou-sociedade-do-controle

Se desejas contribuir clique nele, e para contribuir é necessário cadastrar-se.

-- EvertonRodrigues - 25 Apr 2007

Capacitação do Centro Solidário da Juventude - Pelotas - RS

Data: 26, 27, 28, 29 e 30 de Junho

Local: Centro Solidário da Juventude

Horário: das 9h às 18h

Participantes:

Luciano Lima - Diretor Geral ATES

Everton Rodrigues - Casa Brasil

Lucio Macedo - Coordenador Incubadora Tecnologica

Pablo Lisboa - Programador Rádio Livre

Juliano Lima - Operador Radio Livre

Benhur - Coordenador Tenda Móvel

Celso Krause - Coordenador Estúdio Livre

Marcelo Nalério - Coordenador do CSJ

Bernardo Vaz - Monitor - Incubadora Tecnológica

Bárbara Britto - Monitora - Incubadora Tecnológica

Mabel Manetti Damasceno - Monitora do Telecentro

Josiela Silveira Cavalheiro - Coordenadora do Telecentro

Diego

Márcia

Marcelo Victória

Observações

1- Já devemos passar material para cada participante ler e suas tarefas serão listadas aqui mesmo, ok?

2- Vamos fazer um vídeo dessa capacitação? Como vamos fazer isso? Que tal um roteiro?

Proposta de Programação

Dia 26

Às 9h* - Abertura da capacitação e apresentação de tod@s e suas áreas.

Às 9h30min* - Proposta de Metodologia de Trabalho.

A metodologia de trabalho consiste em capacitação para instalação dos equipamentos, capacitação, acompanhamento e avaliação

Para fazer capacitação a distância iremos usar a tecnologia da Casa Brasil.

Antes leia essa matéria: http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=49&Itemid=1

Capacitação a distância - Moodle - http://cursos.casabrasil.gov.br/ - Moodle é um sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line, em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem.

De acordo com a documentação que consta no sítio oficial do Moodle:

A palavra Moodle referia-se originalmente ao acróstico: “Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment”, que é especialmente significativo para os programadores e acadêmicos da educação. É também um verbo que descreve o processo de navegar despretensiosamente por algo, enquanto se faz outras coisas ao mesmo tempo, num desenvolvimento agradável e conduzido freqüentemente pela perspicácia e pela criatividade.

Esse software tem uma proposta bastante diferenciada: “aprender em colaboração” no ambiente on-line, baseando-se na pedagogia sócio construtivista, a qual, como nos explica Martin Dougiamas — que desenvolveu o projeto e o lidera até hoje —, “não só trata a aprendizagem como uma atividade social, mas focaliza a atenção na aprendizagem que acontece enquanto construímos ativamente artefatos (como textos, por exemplo), para que outros vejam ou utilizem”.

2 - Ferramenta de Geoprocessamento - Mapsys - http://culturadigital.org.br/mapsys-browse.php?tipo=casabrasil - Que serve para localizar informações de outros projetos. A partir dessa ferramenta, esses dados serão publicados para que qualquer pessoa conectada a internet possa ter acesso a eles.

Serão publicadas inclusive informações sobre o projeto desenvolvido pela por outras parcerias, que apesar de ter pontos em outros locais no país, não deixa de ser um ponto participante da rede Casa Brasil e Ponto de Cultura que já utilizam essa ferramenta.

3 - Converse - http://converse.org.br/ - Serve para interligar a rede dos Pontos de Cultura, mas outros projetos podem usar. Interligá-se por meio de conversas,comunidades e troca de informações sobre os mais diversos assuntos. O Conversê é um espaço aberto no qual qualquer pessoa pode começar uma conversa que ache ser relevante para a cultura livre, criação e recombinação de obras intelectuais e desenvolvimento dos meios livres de produção e circulação de informação.

4 - Estúdio Livre - http://www.estudiolivre.org - O Estúdio Livre é um conceito de ambiente colaborativo em constante desenvolvimento que tem por objetivo a formação de espaços reais e virtuais que estimulem e permitam a produção, a distribuição e o desenvolvimento de mídias livres.

5 - Site do Crj - Proponho que seja usado a mesma ferramenta que o Casa Brasil http://www.casabrasil.gov.br, nesse sentido vamos entender como essa ferramenta funciona.

b) Cursos - Os cursos poderão acontecer presencialmente ou pelo moodle

c) Oficinas - Consiste em elaboração de manual do oficineiro e um manual do participante

d) Comunidades de prática - Comunidades de prática são formadas para favorecer o compartilhamento de conhecimento e de experiências relacionados a temas fundamentais para o projeto

e) Recursos

f) Documentos

1 - Manual de Oficinas

2 - Manual de Cursos

3 - Manual do Aluno

4 - Diretrizes de Formação

5 - Guia de Gestão

g) Calendário

1 - Encontros Regionais de outros projetos

2 - Encontros Regionais de Economia solidária

3 - Encontros de Inclusão digital

4 - FISL

5 - Encontros de parceiros

6 - Pontos de Cultura / Teia

7 - MTE/Senaes - Ecosol ; Comercio Eletrônico

8 - Feiras Abrafin

9 - RNP - Rede Viral - Voip (Asterix)

Material necessário:

1 - Preciso de apenas 1 ponto de Internet não preciso ainda da rede entre as máquinas porque é apenas uma apresentação 2 - Datashow

Às 10h30min - Oficina de rede - Responsável - Luciano - Gesac*

O que são Hubs ou Switch? Tipo de conexões por cabo trançado, fibra otica, rádio e satélite.. Identificar conectores rj45 Identificar ferramentas de trabalho

Como identificar melhor local para colocar hubs e switchs

Colocar Canaletas

Puxar cabos

Fazer clipagem

(Provavelmente teremos esta parte concluída quando a capacitação ocorrer. Alguma outra sugestão de rede para este dia?? Podemos revisar a estrutura.)

12h - almoço no local

14h - retorno para oficina de rede

- Dia 26 as 17h - Oficina de capacitação a distância - Everton Rodrigues

Uso das ferramentas apresentadas na metodologia de trabalho

Todas e todos os membros do CRJ devem se cadastrar nessas ferramentas

Para se cadastrar no moodle os interessados devem encaminhar mensagem ao endereço eletrônico: cursos@casabrasil.gov.br com: nome completo, e-mail, unidade a que está associado, cidade da unidade e nome do curso em que deseja se inscrever.

O Mapsys necessita de pedido mais formal.

E Estudio Livre e Conversê é livre acesso.

- Dia 27 as 9h - Oficina de Metareciclagem e Instalação de gnu/linux - Everton Rodrigues e Luciano - Gesac

a) filosofia da Metareciclagem

Passar vídeo e debate sobre o vídeo

b) Os fundamentos e a prática

c) Rede MetaRecicleira?

Sobre os Centros de Reconcionamento de computadores http://portal.softwarelivre.org/news/9169

Sobre metareciclagem http://oxossi.metareciclagem.org/moin//MetaReciclagem

Uma das pessoas que devemos levar para essa formação, é o Ettiene Delacroix (Tens mesmo como trazê-lo????) http://portal.softwarelivre.org/news/9107 E deem uma olhada no curriculo dele aqui: http://fisl.softwarelivre.org/8.0/papers/pub/programacao/94 e http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/ana_anna25.html

Material necessário:

- tem que ter chaves para abrir as máquinas, - tem que ter máquinas consideradas ultrapassadas para a gente fazer funcionar uma. - escolher uma distribuição para instalar nessa máquina (contruir um banco de distros para micros antigos?)

- Instalação do Debian - Luciano - Gesac

dia 29 das 12h as 14 almoço no local

- De 28 à 30 das 9h as 18h - Oficina de configuração de servidores - Responsável - Luiz Paulo - Casa Brasil

- Instalação e configuração de servidores do CSJ, considerando a necessidade de 50 máquinas e 3 redes distintas (Sacix - Telecentro, Administrativa, Usuários CSJ) - Serviços de rede e dados (DHCP, PostgreeSQL?, Apache, Telnet, FTP, NAGIOS, MRTG, etc.) - Manutenção e administração de servidores

Infraestrutura de Rede necessária?

Quantos Servidores e qual a função de cada um? Teremos 3 servidores! Um com o sacix para o telecentro. Outro para a rede (sendo que a rede deve ser "subdividida" para usuários e administradores) e outro para dados e web.

Sugestão de prática em servidores:

A - Instalação dos servidores com distribuição adequada para a configuração dos serviços:

Usaremos a distro Tarrafa para essa função: http://wiki.tarrafa.org/index.php?title=P%C3%A1gina_principal

1- Banco de Dados Postgree com PHPPgAdmin? 2- Apache com HTTPs, PHP, MySQL?, Postgree, IMAP 3- Servidor de e-mail (smtp, imap, pop3) 4- Webmail 5- Servidor FTP 6- Servidor SSH 7- Servidor NTP 8- Otimização do Kernel 9- Aide ou equivalente 10- Servidor DHCP 11- Nagios (para o monitoramento dos servidores e serviços) 12- Squid com proxy transparente e filtragem de páginas 13- Sarg 14- MRTG 17- CBQ 18- Firewall 19- Atualização do Sistema 20- Snort 21- Sniffer 22- Portscanner 23- Manutenção dos servidores

B- Adequação do cabeamento estruturado e montagem de micros (instalação de placa de captura de TV e placa de áudio)

C- Instalação de impressoras, multifuncionais, scanner e acessórios

Dia 30 das 9h as 12h - Oficina de Comunicação Comunitária

Passar vídeo e debate

Dia 30 das 14h as 18h - Planejamento do CSJ para o próximo período

Definir plano de ações:

A- Telecentro

B- Incubadora: 1-Seleção de pessoal; 2- Captação de Recursos; 3- Treinamento e estratégias de incubagem; 4- Produção de material e didática nas áreas de hardware, sistema linux, redes e servidores, programação php+zope, manipulação e multimídia.

C- Estúdio

D- Rádio

E- Tenda Móvel

F- Metareciclagem

G- Migração

H- Espaço articulando

- Segundo momento e outras oficinas

Os Cursos de áudio e vídeo serão para o segundo momento, mas ja apresentaremos os softwares que iremos utilizar e onde existe informações sobre o assunto.

- Dia 28 à 30 das 9h as 18h - Oficina de Vídeo - Cultura Digital

_ Programação será definida pelo Cultura Digital

Veja ferramentas em http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=V%C3%ADdeo&bl

A distribuição que devemos usar é NGO-in-a-Box: http://culturadigital.org.br/tiki-index.php?page=DistroMultimidia

Download acesse aqui: http://lunixbr.org/cb_ngo/live-casa/

Estou vendo com a Marcinha que dos pontos de cultura. Ela manja de Cinelerra e Kino para edição de vídeo. Ela disse que está pensando em dar uma capacitação para os pontos de cultura da região de pelotas.

Portanto seria 7 pessoas dos pontos, mais 2 pessoas do cSj

É preciso saber quando o crj terá os equipamentos de vídeo diponivel.

Marcinha disse que pensa em fazer essa capacitação no final de Maio.

O contato da Marcinha é: alfamarcia@gmail.com

Preciso saber que será a pessoa que irá trabalhar com vídeo para ja colocar ela no mundo do vídeo em software livre.

Combinei com Marcinha de até terça ter um indicativo se vamos fazer esse curso de 3 dias com pessoas dos pontos ou não.

- Oficina de Áudio

Acreditamos que a oficina de áudio pode ser realizada em um segundo momento!

A distribuição que devemos usar é NGO-in-a-Box: http://culturadigital.org.br/tiki-index.php?page=DistroMultimidia

Download acesse aqui: http://lunixbr.org/cb_ngo/live-casa/

Temos que ver com lucas do estudio livre de Porto Alegre

Mas a ferramenta é audacity - vejam em: http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=%C3%81udio&bl

- Dia 28 à 30 das 9h as 18h - Oficina de Economia Solidária

A Oficina de economia solidária, software livre, inclusão digital e desenvolvimento sustentável, com o Lúcio Uberdan, poderá ser feita em outro dia, já que ele é da ATES e tem disponibilidade de contato diário conosco. Falamos com ele, esta questão está resolvida.

Temas:

a) As Relações Sociais de Produção Capitalista

b) Introdução a Economia Popular e Solidária

c) Estratégias de Organização Econômica

d) Desenvolvimento Local e Sustentável

e) A intersetorialidade da Economia Solidária

f) Políticas Públicas de economia solidária

g) Intervenção no campo da economia solidária

- Oficina de Cooperativismo

- Oficina de Manipulação

- Oficina de Blog

- Oficina de Programação e desenvolvimento

Planta do prédio

A planta do prédio encontra-se em anexo!

-- MarcoRodrigues - 03 Mar 2009

Do que se trata: Realizar uma sequência de debates que prepare o tema "Caracterização atual de período".

Procedimentos:

1 - Esquematizar as diferentes teses sobre fases históricas clássicas

2 - Montar o quadro das novas proposições;

3 - Realizar uma debate preliminar com o material disponível

-- EvertonRodrigues - 12 Sep 2008

Modelo de Loja Virtual p/ iTEIA

Objetivo: Oferta e venda virtual de produtos e serviços culturais através da internet. Associar conteúdos a conhecimentos e fortalecer a divulgação dos artistas livres.

Descrição:

- Sistema deve prever a criação de diferentes lojas cada uma contendo produtos e serviços.

Os produtos podem ser pesquisáveis através de uma busca geral que consulta o item desejado em todas as lojas cadastradas.

- Um produto deve conter informações associadas como descrição, preço, licença autoral, autor(es) e serviços dados como duração, pre requisitos, preço, etc.

- Tanto produtos quanto servicos podem ter conteudos multimidia (audio, video, texto, imagens) associados a eles. O objetivo é ter associado a um produto videos e materias educativos ensinado a produzir aquilo (O conhecimento livre na pratica).

- O modulo deve oferecer ao usuário um modelo "carrinho de compras" possibilitando adicionar diferentes itens em um mesmo pedido. Ao confirmar e efetuar o pagamento o sistema deve dividir o pedido em pedidos menores e enviar aos respectivos fornecedores.

- Deve ser possivel para o usuário o pagamento atraves de boleto bancario, cartao de credito e através de uma moeda alternativa (Como o CuboCard?)

Considerações tecnologicas:

- Utilização de plataforma web utilizando soluções livres e seguindo padrões de acessibilidade da W3C?.

- Integração com CMS baseados em uma solução php + mysql, como por Ex. Drupal, Wordpress

Software Livre de Gestão de Eventos: http://twiki.softwarelivre.org/RedePopular/Gestaoeventos

Especificações para a Ecosol

Seria legal essa loja virtual ter incorporado as ferramentas projeto noosfero Comunidade virtual da Economia Solidária (http://ecosol.noosfero.com.br/), e o farejador de emprendimentos da ecosol (http://www.fbes.org.br/farejador/index.php), do projeto Iteia (http://www.iteia.org.br/)

O projeto teia poderia pegar o player de vídeo para ter na loja depoimentos sobre produtos ou sobre o produtor. Entende?

Segue abaixo a especificação da Loja Virtual (o que precisa conter), mas veja se vc acha que deve ter mais funcionalidades.. sintam se a vontade para propor...

Categorias

  • Cadastro de infinitos de tipos de produtos e níveis de Categoria
  • Página de cada Produto/Categoria pode ser personalizada
  • Especificação dos produtos ilimitada (utiliza herança para os níveis inferiores)
  • Resenha dos produtos
Produtores
  • Página personalizada para cada produtor/ou empreendimento
  • Cadastro de ilimitados produtos
  • Cateforias de Produtos - ilimitadas
  • Cada categoria de produtos pode conter ilimitados produtos
  • Pagina personalizada para a linha de Categorias
Produtos
  • Cadastro de produto em massa, inclusive com fotos e arquivos
  • Cadastro de Fotos ilimitadas para os produtos organizadas por tipo
  • Redimensionamento automático das imagens
  • Cadastro Ilimitado de arquivos para o produto, como manuais
  • Cada produto possui uma ficha de especificação herdada da categoria
  • Comparativo de Produtos
Lista de produtos
  • Listas ilimitadas de produtos relacionados em pesquisa.
  • Montagem de páginas com as listas criadas
Pequisa
  • Busca o Por palavra-chave, indexado e otimizado para o Microsoft Search Service
  • Por filtros de refinamento acumulativo: o Departamento e SubCategorias? o Produtos o Categorias o Destaques (Ofertas) o Características do produto
  • Indexação o Preço o Relevância do Produto o Nome da categoriaMarca o Nome do Produto
  • Produtos sugeridos
  • Mais Vendidos
  • BreadCrumb? – Mapeamento de navegação do usuário e possibilidade de interação.
CARRINHO DE COMPRA
  • Manutenção do status do carrinho da última visita
  • Cálculo de Frete
  • Cálculo e visualização descontos oferecidos para aquela compra
  • Embalagem para presente
Vendas
  • Newsletter
  • Cupons de desconto
  • Descontos oferecidos para parceiros
  • Produtos mais vendidos no geral, por departamentos e subcategorias
  • Ofertas
  • Lançamentos
  • SEO - Técnicas de nomenclaturas e interconexões focadas em SEO.
  • Links com URL amigável
Pagamento
  • Suporte a todos os meios de pagamento praticados no mercado.
  • Configuração de parcelamentos
Estoque
  • Suporte a múltiplos estoques
  • Integração de estoque com parceiros e com sistema de gerenciamento financeiro
Frete
  • Cadastro de infinitos meios e formas de frete
  • Cadastro de valores por CEP
  • Seleção automática do melhor frete para o cliente

Economia solidária e apropriação tecnológica

Na sociedade capitalista contemporânea a tecnologia está a serviço de uma parte da humanidade. E esta parte que ao longo dos tempos através da manipulação privada da tecnologia obteve o controle dos meios de produção. Portanto, a tecnologia está ao lado dos sujeitos que visualizam o lucro através da exclusividade de utilização e acesso a tecnologia.

Diante dessa realidade a cada dia que passa as vagas nas empresas privadas ou públicas diminiuem. A mão de obra humana é substituída por computadores e robôs. Essa conjuntura social com a automação industrial é comum por exemplo na automação bancária ver a cada dia o aumento de desemprego.

“Nos últimos 11 anos, os bancos reduziram a categoria bancária, de 655 mil empregados, para 400 mil trabalhadores. Ao mesmo tempo, o setor registrou um aumento no número de contas correntes de 44 milhões para 72 milhões, conforme o balanço social da Febraban. O corte nos postos de trabalho, somado ao aumento no volume de serviço, resultou em novas pressões aos bancários, dentre as quais o cumprimento de metas, desrespeito à jornada de trabalho e, conseqüentemente, agravos à saúde física e mental dos trabalhadores”. (FBRG, 2005) http://www.espacoacademico.com.br/059/59cesarjr.htm

E essa questão se repete em todas as áreas que se utilizam da tecnologia para aumentar a produtividade e diminuir gastos com recursos humanos.

Perante esse cenário devastador a economia solidária já é alternativa viável para milhares de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Além disso, é assunto estratégico para quem quer construir uma sociedade solidária. Hoje já são mais de 22 mil empreendimentos trabalhando com economia solidária. E estes movimentam 20 milhões de reais por ano (checar isso). A Economia Solidária é um conjunto de atividades econômicas desenvolvidas coletivamente por trabalhadores e trabalhadoras em inúmeros ramos da produção, prestação de serviço, consumo, crédito e distribuição, com um modelo administrativo autogestionário, conceitos e práticas fundantes na emancipação, sustentabilidade e democracia radical a partir da solidariedade. Visa-se com a Economia Solidária, não apenas gerar renda e trabalho, mas um experiência local exemplar para um projeto de sociedade com qualidade de vida mais ampla e sustentável.

Para a economia solidária é fundamental se apropriar das tecnologias de forma coletiva e compartilhada. Não com visão do lucro, mas de construção de redes colaborativas.

O software Livre é uma das primeiras experiências relevantes de inversão de apoio das Tecnologias da Informação e Comunicação para o trabalho e a classe que vive do trabalho, ainda que possível de apropriação parcial desta pelo capitalismo, podemos dizer que o LINUX, um dos principais produtos do Software Livre, é “o primeiro produto moderno e competitivo criado de forma não-capitalista”¹, este permite acesso ao código-fonte, a livre distribuição, e o direito de alterar o programa, traz em sua prática novas relações na produção das tecnologias e conhecimentos – a colaboratividade livre sem propriedade privada. Ainda que possamos explicar muito do seu sucesso pela fato da sua imaterialidade enquanto produto, o Software Livre agrega hoje experiências possíveis de articulação com a Economia Solidária, sejam essas através do aporte tecnológico, sejam essas através da apropriação de um modelo aberto de disseminação do conhecimento livre.

-- EvertonRodrigues - 22 Aug 2007

Compartilhar o poder para mudar o mundo: Cultura Hacker + Cultura da Economia Popular e Solidária

Estimulado pelo debate da economia solidária e software livre ao qual participo a algum termpo resolvi escrever esse texto.

Em troca de algumas idéias com algumas pessoas levantou-se uma polêmica: entre o uso da FDL ou a versão não comercial da CC para obras financiadas com dinheiro público.

De um lado as licenças GPL (Licença Pública Geral - (http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License) que garante as liberdades do software livre e a FDL (Licença GNU de Documentação Livre - (http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_Free_Documentation_License) que é “A Licença de Documentação Livre do GNU é uma forma de copyleft criada para uso em manuais, livros texto ou outros documentos para garantir que qualquer um tem a real liberdade de copiar e redistribui-los, com ou sem modificações, tanto comercial quanto não-comercialmente.” (http://www.gnu.org/licenses/licenses.pt.html#FDL),

De outro a Creative Commons versão 2.5 Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 2.5 Brasil. (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/)

Basicamente a preocupação dos defensores dessa versão da CC é de que o produto já foi pago, e que cabe ao estado garantir que não seja pago mais uma vez por esse produto licenciado com o objetivo de obter o lucro.

Nesse debate, o direito ao comércio de produtos financiados com o dinheiro público é a polêmica.

E no debate esteve presente a nossa relação com as leis. O que o estado deve ou não gerenciar. Se é justo que nesse caso as leis determinarem o que nós devemos ou não fazer. O estado que não nos pergunta quase nunca o que pensamos. Que inventa e aplica as leis segundo as idéias de alguns, que estão no poder por nossa vontade é verdade, mas que muitas vezes não consultam o pensamento da maioria para tomar suas decisões. Esse estado que está a serviço dos interesses dos detentores dos meios de produção.

Mas existe hoje algo, que não é gerido pelo estado ou por empresas capitalistas. Esse algo é um movimento social que tem um contrato social pensado com autogestão, um movimento que tem ética hacker (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ética_hacker), uma comunidade que tem outra comunidade dentro como por exemplo, a comunidade debian que tem um contrato social (http://www.br.debian.org/social_contract), um movimento que construiu o espírito livre da internet, e que suas normas são pensadas para auto-aplicação. Este é o movimento software livre.

Esse movimento ou cultura hacker foi articulado por milhares de hackers ao redor do planeta, que colaboraram entre si, que trocaram idéias, que pensaram em sistemas de decisão coletivas, que mandaram e receberam códigos abertos que poderiam ser comercializados e privatizados assim como a microsoft fez.

E mesmo com essa possibilidade de comercializar em benefício próprio, que podiam apenas copiar programas de computador e vender para se dar bem e pronto. Mesmo com essa possibilidade essas pessoas membros de comunidades hackers não fizeram.

Porque?

Manuel Castells, no seu livro Internet Galáxia diz o seguinte:

* Pag. 34 ao escrever sobre a cultura da internet, diz que no atual estágio da internet é bom distinguir entre produtores/usuários e consumidores/usuários. Ele afirma que a cultura da internet é a cultura dos criadores da internet. E essa cultura da internet é caracterizada por 4 camadas: Primeira Camada: A cultura tecnocrática que são os geeks ou nerds, que a descoberta tecnológica é o valor supremo; Que para ser respeitado como membro da comunidade e como autoridade deve agir de acordo com as normas formais e informais da comunidade e não usar recursos para seu beneficio exclusivo;

* A segunda camada: Na pag 42 Castells fala da cultura Hacker: "Mas um melhor desempenho, quando desvinculado de instituições compensatórias, requer a adesão a um conjunto de valores que combina a alegria da criatividade com a reputação entre os pares (outros membros da comunidade)"

* Suprema nesse conjunto de valores é a liberdade. Liberdade para criar, liberdade para apropriar todo o conhecimento disponível e liberdade para redistribuir esse conhecimento sob qualquer forma ou por qualquer canal escolhido pelo hacker.

* Com isso Castells demonstra que a criação não é motivada apenas pela busca do lucro, mas pode ser pela satisfação imediata que o hacker tem ao exibir sua genialidade para todos. Ou prestígio ou reputação frente a sua comunidade autodefinida que não depende de instituição empresarial ou governamental.

* Na página 43, ele escreve: Há na cultura hacker um sentimento comunitário, baseado na integração ativa a uma comunidade, que se estrutura em torno de costumes e princípios de organização social informal."

* "Naturalmente, dinheiro, direitos formais de propriedade ou poder institucional são excluídos como fontes de autoridade de reputação"

* Terceira camada: Comunidades virtuais: Segundo Castells (pag 46) As fontes culturais da internet não podem ser reduzidas, porém, aos valores dos inovadores tecnológicos.

* No início as comunidades virtuais eram compostas em sua maioria pelos criadores da internet, mas na década de 80, a maioria dos integrantes não eram peritos em programação. Em 90 com a explosão da internet milhões de usuários levaram para a rede suas inovações sociais com a ajuda de um conhecimento técnico limitado... inclusive na forma de muitas de suas manifestações comerciais, foi decisiva.

* Institute for Global Communication (IGC) articulou algumas das primeiras redes de computadores dedicadas a promoção de causas socialmente relevantes como a defesa do meio ambiente e preservação da paz mundial. IGC também contribuiu para a implementação da rede feminina (La neta) usada pelos zapatistas mexicanos para obter solidariedade internacional... Castells pag 47

MAs é evidente que nem todas as comunidades virtuais são para o bem coletivo, existem também comunidades virtuais racistas e sexistas por exemplo.

E a quarta camada: Os empresários (lucro) * pag 49. A difusão da internet a partir de círculos fechados de tecnólogos e pessoas organizadas em comunidades para a sociedade em geral foi levada a cabo por empresários. pag 52. os empresário da internet são antes criadores que homens de negócios, mais próximos da cultura do artista do que da cultura corporativa tradicional.

Com isso, Manoel Castells relata que a cultura da internet advem da dessas 4 camadas trascritas acima.

Mas, quero me dedicar a propor que adotemos a cultura hacker em todas as nossas áreas da sociedade. Porque não podemos levar esse conceito para além dos códigos ou de programar/comunicar através dos computadores?

Será que essa cultura não é uma grande contribuição que devemos estudar e levar em consideração para construir uma sociedade justa e solidária.

Vejo que não precisamos limitar pelo não direito ao comércio.

Devemos deixar nossas obras livres, inclusive para que as pessoas escolham a forma pela qual vai propragar aquele produto, desde que não mantenha o conhecimento aprisionado sob seus interesses individuais, e indique onde podemos achar com facilidade o original ou a versão.

E para substituir a camada da cultura empresarial podemos construir a Cultura da Economia Popular e Solidária, onde o lucro não é o objetivo. Mas sim o desenvolvimento de uma sociedade coletiva autogestionada com valores sócio-cultural-político autosustentável.

Porque o mundo não se muda com leis pensadas por senadores em sua maioria representantes de uma elite burguesa, ou por advogados especialistas em regras que nós não conhecemos.

Mudamos o mundo com a prática de uma nova cultura bem diferente dessa nossa atual é claro, que devemos forjar em nosso dia-a-dia.

Acho que precisamos do estado para muitas coisas, mas não para praticar uma nova cultura que formará um novo sistema. O sistema nos forma e nós formamos o sistema. O que vem antes ou depois, é outro debate. O fato é: A cultura hacker é uma prova de auto-gestão cultural livre das corporações, e para fortalecer essa idéia juntar a cultura da economia popular e solidária talvez seja algo a ser feito.

O poder é nossa conscientização de praticar algo para o bem coletivo. O bem coletivo deve ser um entendimento coletivo, e o pensamento diferente da minoria do coletivo deve ser respeitado e considerado/estudado como uma possibilidade, e não apenas como minoria.

Já existe, um grupo do qual também faço parte que chama-se "Rede EcoSoLivre?!": http://EcoSol.SoftwareLivre.org

Porque não?

Everton Rodrigues - Comunidade software livre

* Manuel Castells - Galáxia Internet

A especificação dos equipamentos é algo importante.

Temos até hoje uma tendência a usar thinclients para o múdulo do telecentro, e essa opção tem vantagens e desvantagens e devemos pesar e ver se é essa a melhor opção.

Vantagens

- menor consumo de energia

- tamanho da cpu, ocupa menor espaço

Desvantagens

- Manutenção do equipamento dependente de empresas especilizadas, portanto, sem muitas opções no mercado

- Sem possibilidade de fazer upgrade na máquina

Outras alternativas à thinclients

- Uso da reciclagem de computadores, envolvendo à comunidade para participar da construção desde a reciclagem dos mesmos, sendo uma forma de despertar a apropriação da tecnologia. Acredito que reduz custos de implantação e vários outros benefícios;

titulo da palestra:

Passara uma proxima etapa na difusao social do software livre por alguma forma de hardware livre? Uma metodologia do como implementar isso: ATELIER-LABS.

presentacao:

na continuacao da presentacao realisada no FISL2004 essa palestra presenta um relatorio do trabalho realisado durante o periodo 2005-2006 na USP em Sao paulo. Captando uma pequenia parte da massa dos pentium 100/200 que estam despatrimonizados nos inventorios das universidades e das empresas publicas foi montado e testado em varios regioes do brasil, un prototipo de laboratorio ultra leve, desmontavel, scalavel e organisado em malas-kits transportaveis e instalaveis em qualquer lugar, sem prerequisitos de logistica. Esses laboratorios providenciam o entorno necessario para ofrecer, a cousto extremamente baixo, disciplinas optativas diseniadas para turmas mixtas (enghenaria, artes, educacao,computacao etc...) de alunos de toda uma universidade. Centradas mo processo de compartir, mao na massa, entre pessoas vindo duma varideade de culturas, um nucleo base dos vocabularios que pertenecem no computador pensado com "meio expressivo bruto" em todos os seus aspeitos e como "no" de encontro social. No coracao do processo, um pequenio sistema gnu-linux loopfile ( facil e rapido a clonear), compilado com as bibliotecas UClibC?, com entorno grafico simpificado ( fluxbox+ Xfm ), browser Firefox, linguagem de programacao leves como Tcl/Tk, Lua, Forth, Python, recursos graficas como Gimp, e Scribus, dedicado a uma exploracao expressiva da programacao, dos elementos do sistema operational e do control de dispositivos fisicos realisados com componentes de sucata eletro-digital. Funcionando como acumulador e "pre-processor" de sucata eletro-digital na regiao onde ele esta instalado esse "Atelier-lab" teria como vocacao de fornecer uma interface entre os processos de aprendizagem da universidade e as necessidades sociais ( alunos e professores da rede escolar publica ) e de inclusao digital dessa regiao, e em particular de clonear suas estrutras projetando oficinas nas escolas.

Junto a presentacao da palestra, sera instalado no espaco publico do FISL uma instanca desse "Atelier-lab" que ofrecera durante a totalidade do FISL uma oficina aberta e continua de exploracao dessas modalidades de apropriacao do tuple "hardware livre/software livre"

http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/ana_anna25.html

http://br-linux.org/linux/node/947

http://atelier-labs.incubadora.fapesp.br/wiki/EtienneDelacroix

http://iie.fing.edu.uy/ense/asign/progarte/

-- EvertonRodrigues - 07 Nov 2009

Festival música para baixar do Marco Cívil da Internet

Apresentação

Porto Alegre sediou o I Fórum MPB, Música para Baixar, em junho deste ano. Foi o terceiro grande encontro do ano organizado pelo movimento. O primeiro foi no dia 15 de março, em Brasília/DF, o fórum em Porto Alegre, concomitante com o 10° Fórum Internacional de Software Livre. O segundo foi no dia 30 de maio na cidade de Guará/DF, onde 35 mulheres se mobilizaram contra o AI-5 digital e foi articulado por artistas, produtoras, militantes de alguns coletivos e jornalistas na Casa Roxa. No dia 13 de agosto em Cuiabá organizamos o Re-Mecânica da Palavra onde pré lancamos o MPB. Articulamos ainda debates sobre música para baixar na Feira da Música de Fortaleza (http://www.feiramusica.com.br/), que aconteceu de 19 a 22 de agosto. .

A internet por ser um meio para o envolvimento social e humano é a mais importante criação coletiva desde então, a mais democrática ferramenta de comunicação, por sua capacidade de oferecer interatividade. Suas possibilidades de manifestações da diversidade cultural, local e planetária são infinitas. Diante disso, queremos envolver os viventes da música nos debates contemporâneos como, por exemplo o marco regulatório civil da internet e as mudanćas da lei do direito autoral para contrapor às tendências de restrições, condenações ou proibições relativas ao uso da rede.

Esses debates são fundamentais aos dias de hoje, e os produtores e criadores da música estão à margem dessas discussões.

O MPB já articula artivistas em todo o país. Está entre seus objetivos constituir um espaço presencial de diálogo no sentido de conectar música, tecnologia e comunicação colaborativa e propor alterações na lei de direitos autorais. Outra importante diretriz do movimento aponta para que a cultura livre e compartilhada seja relacionada com o software livre. Militantes do MPB vêm discutindo amplamente a lei de controle da internet, posicionando-se contra a ditadura na rede, em defesa da democratização da comunicação, dos direitos humanos e da livre circulação da produção cultural, e onde o direito autoral é transversal a tudo.

Do I Fórum MPB saiu o manifesto que já soma mais de 1900 assinaturas. Outra importante conclusão foi de realizar um seminário nacional do MPB para discutir especificamente o Direito Autoral e projetos de controle da internet.

O manifesto conta com a Adesão de importantes figuras relacionadas à música, como o cantor e compositor Leoni (http://www.leoni.art.br/ e http://musicaliquida.blogspot.com) que é uns dos principais articuladores do movimento. Também outros artistas importantes, Ritchie (www.ritchie.com.br), Roger Rocha Moreira da banda Ultraje a rigor (http://www.ultraje.com), Trupe o Teatro Mágico (http://www.oteatromagico.mus.br/novo/), Banda Bataclã FC (www.bataclafc.com.br), Banda Sol na Garganta do Futuro (http://www.solnagargantadofuturo.com.br/), Fernando Rosa (http://www.senhorf.com.br), Banda Coyote Guará (www.coyoteguara.com.br), Nei Lisboa (http://www.neilisboa.com.br/), Moysés Lopes das bandas Camerata Brasileira e Sombrero Luminoso (www.moyseslopes.mus.br), Juca Culatra da banda Juca Culatra e Power Trio (http://www.myspace.com/jucaculatrapowertrio) e Eduardo Ferreira da banda Osviralata e colaborador do OverMundo?, Marcelo Branco coordenador da Associação Software Livre.org (www.softwarelivre.org), Ellen Oléria, Cantora e Compositora (http://sapatariadf.wordpress.com/), Kaline Lima, Rapper, Banda Nuvens (http://www.nuvens.net/), GOG, Rapper e Poeta (http://gograpnacional.com.br/), Casarão cultural (http://grioproducoes.blogspot.com/), Pedro Jatobá (Diretor de Ações Culturais do Instituto Intercidadania (http://www.intercidadania.org.br/), Sergio Amadeu da Silveira, sociólogo e ativista do software livre (http://samadeu.blogspot.com/), Cabeto Rocker – Pas.colato-Músico/Produtor Cultural, Mateus Zimmermann, Jornalista, designer editorial e fotógrafo (www.mateus.jor.br), Sociedade de Usuários da Tecnologia Java – SouJava? (http://www.soujava.org.br), Richard Serraria, Compositor, músico, poeta e ativista (http://vilabrasilcodigolivre.blogspot.com/), Pontão de Cultura Digital Ganesha (www.projetoganesha.org.br) e tantas outras bandas e artivistas que estão se articulando no MPB.

Diante disso, queremos organizar um festival de música “Marco Cívil da Internet” onde artistas possam fazer fazer shows, e envolver-se para refletir especificamente sobre a liberdade na internet, direitos autorais e formas livres e colaborativas na web.

JUSTIFICATIVA

Todas(os) e todos os artivistas estão firmes em combater “qualquer atitude repressiva de controle da Internet junto as ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento”, como está em nosso manifesto.

O manifesto MPB defende: “Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música”, e isso é fundamental para o movimento.

Tornar-se artista de sucesso, ficar rico e famoso não é a realidade para a maioria dos que vivem da música e é por isso que esse novo mundo da música precisa utilizar as novas ferramentas da internet, e os próprios músicos precisam acreditar nessa concepção, e mais do que nunca o artista precisa por a mão na massa e fazer sua própria rede de comunicação com pontos de cultura, sindicatos, rádios comunitárias, ongs, circuito universitário, rede SESC, etc.

Neste item o proponente deverá elaborar a justificativa visando responder às seguintes questões:

Obejetivo Geral

Realizar festival de música para baixar e debates sobre o direito autoral e o marco cível da internet, que reuna criadores, produtores e usuários da música presencialmente e através da internet.

Objetivos específicos

- envolver criadores, produtores e usuários da música locais nos debates do direito autoral e na consulta do marco civil da internet; - fomentar o despertar de consciência de que não basta fazer shows, mas sim participar ativamente dos debates do marco cívil da internet e do direito autoral; - fomentar a criação de redes colaborativas entre pessoas que criam, produzem e usam música; - reunir um conjunto de artistas que possuem iniciativas para construir um novo modelo de negócios para a música;

Público Alvo

Artistas, juventude, formadores de opinião, e público em geral

Data realizaćão:

Janeiro de 2010

Local: Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro

Propostas de mesas:

Mesa 1:  Qual é a legislação autoral adequada para a internet? Quais mudanças fazem-se necessárias?

Mesa 2: Cadeia produtiva  da música e controle da internet. Liberar geral ou restringir?

Software Livre, Economia Solidária e Desenvolvimento

Escrito por: Lúcio Uberdam e Everton Rodrigues

Precisamos caminhar para uma sociedade onde o trabalho seja instrumento de emancipação, onde o conhecimento seja instrumento de desalienação e onde os homens vivam através do trabalho que realizam de forma solidária e cooperativa e não mais para serem explorados, ofendidos, humilhados, oprimidos. (Emir Sader)

O trabalho e as sociedade capitalista

Pelas teorias Marxistas, o trabalho é condição de existência da condição humana e das sociedades humanas. Independente das sociedade em questão, é pelo trabalho que interfere-se no meio em que se vive, e interage-se de forma emancipada enquanto espécie consigo mesmo e as demais. Pelo trabalho, cria-se e satisfaz-se as necessidades, sejam estas materiais ou simbólicas, e ao cria-las e satisfazê-las transforma-se o mundo em que se vive, nós mesmos e a visão sobre o “outro(a)”. Ao transformar o mundo em que vivem, mulheres e homens transformam a si mesmos em novos(as) homens e mulheres.

O trabalho, produto humano, é então ao mesmo tempo o produtor da condição humana, das relações e das sociedades humanas. Mas perguntamos: - Em que homens e mulheres estamos nos transformando quando o trabalho é desumanizado em prol da face atual do capital, o capitalismo?

Na sociedade capitalista contemporânea, prossegue atual a histórica tensão capital x trabalho da sociedade capitalista, nesta, o trabalho ação potencializadora da condição humana prossegue aceleradamente diminuindo enquanto quantidade e qualidade humanizadora. O número de trabalhadores no cenário da fábrica diminuiu, a globalização espalhou os trabalhadores por um sem número de lugares, ao lado do trabalhador(a) formal, não temos mais outro trabalhador(a), mas sim uma máquina (trabalho morto), nosso enxuto trabalhador(a) formal, esta cada dia mais especializado e sem companheiros de trabalho, sua vida social é desqualificada, pois primeiramente não consegue mais financeiramente mantê-la, e igualmente pelo fato desta estar potencializada na condição primeira: - O trabalho na sociedade capitalista aprofunda cada vez mais sua condição alienante, angustiante e exploradora, sendo assim, a sociabilidade constituída tende a repetir a mesma condição. Trabalho alienado, sociabilidades alienantes.

A exploração da mais-valia do trabalhador (que vende sua força física e conhecimento) como elemento de acumulação de capital pelo capitalista que detém o meio de produção (e acúmulo científico) prossegue. Com o crescente da tecnologia, o trabalhador(a) informal cresce, parecendo encenar atualmente partes do Romance a “Mãe” do Russo Máximo Gorki: Trabalhadores(as) com longas jornadas de trabalho; Recursos financeiros impossíveis de darem conta do mínimo para reprodução das necessidades materiais; Nenhuma segurança financeira e de trabalho; Uma vida social e familiar (sociabilidade) em constante crise;

Milhões de trabalhadores(as) são excluídos dos seus empregos, ampliando cada vez mais o trabalho precário, sem garantias de direitos. No Brasil, hoje, mais de 50% dos trabalhadores(as) estão sobrevivendo sob outras formas de organização do trabalho que não a relação tradicional da carteira assinada, fato esse que qualifica as taxas de lucro dos capitalistas.

A Economia Solidária

Nesse cenário devastador, os trabalhadores(as) e suas históricas e geográficas lutas operam “alternativas inteligentes não-capitalistas”: A Economia Solidária e o Software Livre, são resultados e experiências do trabalho buscando sua autonomia e emancipação de forma inteligente. A Economia Solidária é um conjunto de atividades econômicas desenvolvidas coletivamente por trabalhadores e trabalhadoras em inúmeros ramos da produção, prestação de serviço, consumo, crédito e distribuição, com um modelo administrativo autogestionário, conceitos e práticas fundantes na emancipação, sustentabilidade e democracia radical a partir da solidariedade. Visa-se com a Economia Solidária, não apenas gerar renda e trabalho, mas um experiência local exemplar para um projeto de sociedade com qualidade de vida mais ampla e sustentável. A Economia Solidária, movimento que recebe diferentes nomes pelo mundo afora, faz parte das lutas dos(as) trabalhadores(as) contra a exploração do trabalho humano. A atual crise do trabalho assalariado revela que o capitalismo tende a acentuar a exploração e a reduzir as oportunidades de trabalho (inclusive alienado) – contribuindo, também, pela sua matriz esquizofrênica, por uma degradação ambiental, social e espiritual capaz exterminar nossa espécie.

O Software Livre

Entende-se que as novas tecnologias de informação e comunicação – TIC's, vêem de forma crescente cumprindo um papel estratégico na tensão capital versos trabalho. A contribuição das TIC's na contemporaneidade vem acarretando inúmeras alterações na citada tensão, ainda assim, para além das aparências verdadeiras e pontuais que instrumentalizam o discurso de um novo cenário de possibilidades econômicas a partir das novas tecnologias, podemos afirmar que a essência das alterações são estruturais e drásticas na contemporaneidade, e que simplificamos nos seguintes elementos: 1) Cenário propicio para ampliação das taxas de lucro com o aumento do trabalho morto e a produtividade hora trabalho do trabalhador(a); 2) Abrangência geográfica do capital com a globalização de produtos, símbolos e forma de produção “sem fronteiras” das grandes corporações; 3) Capacidade histórica única das empresas para a reconversão de produção, constituição de novos produtos e construção de novas matrizes de produção; 4) Aumento desenfreado do consumo; 5) A conflituosa financeirização; 6) Ampliação do desemprego e do trabalho informal; 7) Índices alarmantes no impacto ambiental, social e espiritual das espécies, degradando o ambiente na sua totalidade.

O software Livre é uma das primeiras experiências relevantes de inversão de apoio das TICs para o trabalho e a classe que vive do trabalho, ainda que possível de apropriação parcial desta pelo capitalismo, podemos dizer que o LINUX, um dos principais produtos do Software Livre, é “o primeiro produto moderno e competitivo criado de forma não-capitalista”¹, este permite acesso ao código-fonte, a livre distribuição, e o direito de alterar o programa, traz em sua prática novas relações na produção das tecnologias e conhecimentos – a colaboratividade livre sem propriedade privada. Ainda que possamos explicar muito do seu sucesso pela fato da sua imaterialidade enquanto produto, o Software Livre a grega hoje experiências possíveis de articulação com a Economia Solidária, sejam essas através do aporte tecnológico, sejam essas através da apropriação e disseminação do conhecimento livre.

O Desenvolvimento

Fomos capazes de precisar bem a incapacidade do modelo de desenvolvimento capitalista propor uma sociedade mais saudável a todos(as), ainda que não derrotando-o, conseguimos nós na luta histórica e geográfica dos trabalhadores(as), pensar a necessidade de um desenvolvimento econômico, cultural e social, articulado ao envolvimento pleno das pessoas de uma forma justa e solidária entre as mesmas, o ambiente e demais espécies. O Desenvolvimento Local e Sustentável, é a organização, compreensão e ação coletiva por uma e, em uma determinada “comunidade”, para o desenrolar, o desenvolver de potencialidades que resultem em crescimento econômico, social e cultural, articulado à preservação ambiental.

Conclusão

Precisa-se de um despertar da necessidade de superar solidariamente as mazelas sociais, requalificando os trabalhadores para o novo mundo do trabalho e apoiando-os, constituindo assim, um universo mais criativo e emancipador na vida concreta de todos e todas, gerando trabalho, renda, liberdade e um projeto de sociedade. Ampliando e gerando experiências de desenvolvimento “local”, empoderado tecnologicamente, onde o trabalho - humanizador da humanidade seja visto como um dádiva e não como um fardo. Precisamos pensar o desenvolvimento que queremos e podemos, pensar este e seu apoio mutuo com Software Livre e a Economia Solidária.

Resumo da atividade.

Além de relacionar a economia solidária como software livre para o desenvolvimento no sentido mais amplo da palavra. Outras relações de trabalho já praticadas pela economia solidária e pelo software livre, onde ambos diferenciam-se e complementam-se na prática e na teoria. Esses dois conceitos de práticas contribuem para desenvolvimento envolvendo as pessoas e foram iniciados e ampliados pelo envolvimento de milhares de pessoas.

Diante disso, é necessário pensar como o estado através de políticas públicas pode agir para fortalecer a integração dessas duas iniciativas.

-- EvertonRodrigues - 04 Oct 2006

Esse é uma espaço de construção da tese do Rs para a plenária nacional do FNDC (http://www.fndc.org.br/) , que acontecerá em Florianópolis de 20 a 22 de outubro.

http://www.elpais.es/articulo/portada/David/Pakman/gente/iPod/solo/descarga/cancion/mensual/iTunes/elpportec/20060921elpcibpor_2/Tes/

A lista geral de teses apresentadas na XIII Plenária do FNDC encontram-se em http://www.fndc.org.br/internas.php?p=13plenaria

DRMs (Digital Restrictions Management systems ou sistemas de Gestão Digital de Restrições) a quem interessa?

O debate sobre a regulação da digitalização das comunicações em nosso País não é divulgada pelas empresas de comunicação porque isso certamernte, na opinião deles, deve ser decido apenas por eles mesmos.

O DRMs é um tema que está sendo deixado de lado nos debates sobre o assunto. Esse fato vem impedindo que a sociedade compreenda o quanto a idéia do DRMs pode prejudicar o desenvolvimento do conhecimento livre no Brasil e no mundo.

O DRMs é a restrição da difusão por cópia de conteúdos digitais ao mesmo tempo em que se assegura e administra a propriedade intelectual e suas marcas registradas. Ele consiste em mecanismos instalados no hardware e no software que impedem as liberdades de copiar, alterar, distribuir e instalar quantas vezes quisermos softwares e qualquer conteúdo em qualquer equipamento. Isso agride o direito da livre escolha do usuário.

Para algumas pessoas pode soar como ficção científica a possibilidade de implementação de ferramentas dessa natureza. Mas se olharmos com precisão veremos que isso já vem acontecendo. Um exemplo: É o DVD que limitaram o acesso à mídia por região, tipo de equipamento ou sistema operacional.

O DRMs surgiu como mecanismo de proteção dos interesses daqueles que privatizam o conhecimento acumulado através da propriedade intelectual e das patentes. Surgiu, principalmente, depois da mega popularização das ferramentas de troca de conhecimentos e conteúdos com grande facilidade através da internet. A possibilidade de artistas se tornarem conhecidos no mundo todo, pela internet sem ter que passar pela exploração das gravadoras, fez com que o DRM fosse idealizado.

O DRMs nao proteje os direitos do autor, nem é um modelo justo de remuneração do autor. Na verdade proteje e perpetua o atual modelo injusto de negócios da indústria intermediária que se vê ameaçada pela Internet. Um modelo que excluiu a grande maioria dos artistas da possibilidade de divulgar a sua obra. Um modelo que o criador transfere (vende) os seus direitos para os intermediários do negócio. Na verdade o DRMs é uma garantia de que as relações e modelo de negócios continuem como estão, multiplicando os lucros dos intermediários e a exploraçao dos criadores com o potencial da Internet. Isso é, um modelo que a remuneraçao não está no trabalho dos artistas e criadores, nem no "custo material" da cópia e da "distribuiçao" como na sociedade industrial. O DRMs está ao lado do "direito" do intemediário lucrar da mesma forma por uma cópia "imaterial", que pode ser obtida com um "clique", em que o custo de produção e distribuição é igual a zero. Muito mais do que lucrava por um produto que tinha um custo de produção industrial e um serviço de distribuição caro, envolvendo muita gente.

Se uma pessoa comprar um DVD, esse DVD será único. Se por algum motivo você o perder, ou a mídia danificar, então você perde seu conteúdo, mesmo tendo pago. Isso acontece porque o seu DVD não poderá ser copiado. Ou também compraremos conteúdo por tempo determinado, ou seja, você para pra ver um vídeo durante 30 dias e depois disso seu vídeo não rodará mais. Para voltar a rodar teremos que renovar a compra, pagando mais.

Não somos contra a gestâo eletrônica dos direitos autorais pela Internet. É um direito dos autores protegerem suas obras com a licença que julgarem mais adequadas, mesmo que tenhamos preferência pelas licenças totalmente livres. Mas o direito do autor, ou da indústria intermediária, não podem ferir os direitos e as liberdades dos usuários introduzindo mecanismos tecnológicos ou legais que impessam a máquina, a rede ou o dispositivo armazenador de cópias de copiar e distribuir livremente.

Tais mecanismos impõem dificuldades aos usuários para desenvolver seus próprios sistemas livres. Para efetivá-los, serão utilizadas assinaturas criptografadas digitais para impedir mudanças em parte dos sistemas. Isso significa que quando comprarmos um equipamento deveremos usar apenas o software que aquele equipamento permite. A decisão ficará nas mãos dos fabricantes. Por exemplo: hoje, para instalar um software proprietário na máquina, temos que saber o código da licença que permite continuar a instalação. Sem o código (que pode ser adquirido de várias formas) a instalação não continua. Somente quem sabe o código pode instalar aquele software. E para obter esse código é preciso pagar.

Bem, agora vamos pensar no DRMs. Esse codigo que nós precisamos saber que vem imbutido no software, agora passará para os equipamentos. Quando comprarmos um computador, terá um código digital criptografado. Para um software rodar nesse computador é preciso que a chave digital criptografada instalada no computador seja reconhecida no software. Portanto, isso permite muitas coisas.

Se no hardware terá essa chave e para rodar os meus programas eu preciso saber essa chave, então, eu comprarei a maquina, mas não essa chave. Essa chave ficará em poder do fabricante do hardware e com o fabricante do software. Para o fabricante do software saber essa chave digital criptografada terá de assinar um contrato com o fabricante do hardware, onde um conjunto de clausulas deverão ser obedecidas, entre, essas cláusulas que o software não permita que se copie, apenas visualize.

Se eu quiser instalar um sistema operacional GNU/Linux no meu computador, eu terei de saber essa assinatura digital criptografada, que eu deverei comprar, mediante as regras que o fabricante do hardware impõem. Portanto, estaremos nas mãos dos fabricantes de hardware e de alguns fabricantes de software. Por isso, nos opomos ao Digital Restrictions Management systems ou sistemas de Gestão Digital de Restrições (DRMs). Sem dúvida a idéia de democratização das comunicações no Brasil pode ser abalada ainda mais se mecanismos como este forem adotados na implantação da nossa digitalização das comunicações. Frente a este quadro preocupante, uma saída é o uso de licenças que garantem a democracia como a GNU GPLv3 e a Creative Commons para garantir as liberdades de acesso e compartilhamento de conteúdos.

Legisladores franceses já aprovaram lei que pune o compartilhamento de arquivos P2P? com até 3 anos de prisão ou uma multa de 300 mil euros. Esse é um caminho perigoso que não podemos deixar ser trilhado em nosso pais...

A Coalização de Criadores de Música do Canadá classifica os processos contra fãs que baixam músicas como ações "destrutivas e hipócritas", já que os "artistas não querem processar os próprios fãs" por algo que o grupo não considera ilegal e afirma que tecnologias para restrição de cópias, como DRMs, não têm a aprovação dos artistas...

Precisamos lutar para inserir este debate na pauta nacional e nas discussões envolvendo a regulação das comunicações no Brasil. A sociedade precisa compreender a importância e o impacto que estas decisões vão ter no controle da informação e no acesso da população as mesmas.

Organização e Mobilização

Propostas da AbraçoRS? para a plenária do FNDC, outubro de 2006

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO) é uma organização que surgiu há 10 anos a partir da necessidade de unificar a luta das rádios comunitárias na defesa pela liberdade de expressão e para fortalecer a resistência à opressão imposta às rádios comunitárias através da forças repressoras do Estado brasileiro.

A ABRAÇO é uma organização de classe porque surge no enfrentamento ao monopólio dos meios de comunicação deste país através da manifestação radiofônica das comunidades das cidades, periferias e do campo. Essas comunidades apropriaram-se tecnologicamente desses instrumentos de comunicação saindo de uma posição de receptores passivos para criadores, elaboradores e gestores do seu próprio meio de comunicação enfrentando todos os desafios e obstáculos. Como fruto desta atividade, criamos uma perspectiva de superação dos produtos aniquiladores da capacidade crítica distribuídos pelos meios de comunicação de massa.

A ABRAÇO tem o entendimento que as rádios comunitárias não são meios de comunicação isolados no cenário político brasileiro porque elas só fazem sentido quando são de fato instrumentos pelo qual escoam as notícias, os debates, as principais discussões dos movimentos sociais e das organizações que não encontram espaço e reconhecimento nos meios tradicionais de informação. Portanto esse caráter democrático e diferenciado tem que partir de uma construção coletiva superando a relação utilitarista reproduzida historicamente entre meios de comunicação e sociedade.

Enquanto os governos financiam as grandes redes privadas de rádios e TVs no Brasil, a rede Globo, por ex., tem 70% do seu orçamento financiado pelo governo federal, para às rádios comunitárias não se concede nem o direito de existir. Nesse sentido afirmamos como legítima e necessária a resistência e a disseminação desses meios de comunicação comunitários pelo país mesmo que a sua existência extrapole os marcos da legalidade, pois as mesmas pessoas que fazem as leis no Brasil são as donas de rádios e TVs, por isso legislam em causa própria.

Por isso reivindicamos:

  • Fim da repressão, que não sejam mais tomados das comunidades os seus meios de comunicação através da ação da Polícia Federal, e como medida imediata contra a ilegalidade, a usurpação de nosso direito, a prática sistemática, solidária e militante da desobediência civil e da autodefesa popular contra as investidas da Anatel e suas diligências financiadas pelo oligopólio;

  • Liberdade e anistia as rádios comunitárias, para que todos os equipamentos sejam imediatamente devolvidos e as causas jurídicas contra as associações de comunicação comunitária sejam todas suspensas;

  • O fim do monopólio dos meios de comunicação, o espectro eletromagnético é um espaço público porque pertence ao público, sendo que o Estado usurpa a capacidade organizada do povo, e, através do governo Central, rouba nosso direito à liberdade de expressão e de antena e entrega os meios de comunicação (assim como um meio de produção de sentidos) aos coronéis eletrônicos e recentemente às transnacionais piratas das telecomunicações. Portanto a concessão do seu uso deve ser concedido ao povo e não às empresas, com regulação através de Conselho Popular e não através do Ministério das Comunicações ou da famigerada Anatel;

  • Uma tecnologia que democratize o rádio digital, temos de pressionar o governo para que se desenvolva pesquisa nacional e que se crie um padrão brasileiro de rádio digital evitando a colonização digital. Defendemos a criação de um decreto imediato pelo Sistema Brasileiro de Rádio Digital, espelho do SBTVD e a interrupção tanto dos testes como da implantação do Sistema IBOC.
  • Mudanças na legislação de Rádios comunitárias na qual inclua o aumento da Potência dos transmissores para 300 watts e que o raio de abrangência seja definido de acordo com as realidades sociais e topográficas de cada comunidade. Defendemos que os projetos técnicos sejam referendados nos Conselhos Municipais de Comunicação Comunitária, e com técnicos indicados pelas associações de comunicação comunitárias afiliadas na Abraço.

  • Financiamento público para os meios de comunicação comunitária, exigimos que os governos aloquem 20% da verba publicitária do orçamento destinada aos veículos de comunicação para os veículos de comunicação comunitários (rádios, jornais, revistas e TVs comunitários). Exigimos isto tanto do governo Central, como nos estados e municípios. Que a regulação destas verbas oficiais seja feita através dos Conselhos Municipais de Comunicação Comunitária, e que as rádios presentes nestes conselhos sejam necessariamente afiliadas na Abraço. Assim, o controle dos recursos do Estado retorna para o controle público, através de instância de participação direta e com o veto às picaretárias e/ou rádios “comunitárias” neopentecostais.

  • Mobilização referente ao FNDC:
    1. Primeiro defendemos a capacidade de criação de Comitês Municipais/Regionais a partir de 5 entidades que se afiliem ao FNDC.
    2. Simultaneamente, defendemos a criação de uma pauta única e solidária, uma agenda de lutas através dos diferentes setores que compõem o FNDC, criando um enlace solidário com a defesa da implantação do software livre, das rádios e TVs comunitárias, do aumento dos jornais de bairro, da criação imediata dos Conselhos Municipais de Comunicação Comunitária (com dotação orçamentária e autonomia decisória), da criação de telecentros, da implantação de rede de internet sem-fio com o padrão indicado pela ASL (Associação de Software Livre), do uso e exigência das verbas do Fust e Funtel e todas as demais pautas conjuntas pela democracia na comunicação.
    3. Para isso, defendemos um critério militante de participação, freqüência quinzenal das instâncias dos Comitês do FNDC e deflagração de campanhas públicas com métodos de solidariedade e ação direta co-organizados por todas as entidades afiliadas ao FNDC.

Porque nossa liberdade de expressão é liberdade ou morte!

Porque só o povo em marcha abre seu caminho!

Porque nossos direitos não se negociam!

Porque só a luta popular decide!

Tese 3...

Texto da Tese 3...
Fotos da Marcha de abertura do FSM2007

As duas imagens abaixo sao mulheres carreando instrumentos de trabalho. Essa eh uma manifestacao simbolica do dia-a-dia delas

Comunidade


Comunidade


Comunidade

abaixo podemos ver algumas pessoas do vietna. Certamente no FSM em Porto Alegre nao tivemos a presenca de vietnamistas.
Comunidade
Comunidade
Comunidade
Comunidade
Comunidade
Comunidade
Comunidade
Comunidade
Comunidade
Comunidade

Fotos da Criação da Rede de Comunicação e Articulação Popular

P1140001.JPG
P1140002.JPG
P1140003.JPG
P1140004.JPG
P1140005.JPG
P1140006.JPG
P1140007.JPG
P1140008.JPG
P1140009.JPG
P1140010.JPG
P1140011.JPG
P1140012.JPG
P1140013.JPG
P1140014.JPG
P1140016.JPG
P1140017.JPG
P1140018.JPG
P1140019.JPG
P1140020.JPG
P1140021.JPG
P1140022.JPG
P1140023.JPG
P1140024.JPG
P1140025.JPG
P1140026.JPG
P1140027.JPG
P1140028.JPG
P1140029.JPG
P1140030.JPG
P1140031.JPG
P1140032.JPG
P1140033.JPG
P1140034.JPG
P1140035.JPG
P1150001.JPG
P1150002.JPG
P1150003.JPG
P1150004.JPG
P1150005.JPG
P1150006.JPG
P1150007.JPG
P1150008.JPG
P1150009.JPG
P1150010.JPG
P1150011.JPG
P1150012.JPG
P1150013.JPG
P1150014.JPG
P1150015.JPG
P1150016.JPG
P1150017.JPG
P1150018.JPG
P1150019.JPG
P1150020.JPG
P1150021.JPG
P1150022.JPG

-- EvertonRodrigues - 31 Jan 2006

Por Everton Rodrigues

Dia 18

Fotos do FSM 2007 - Kenia

Relato durante viagem SP x Africa do Sul

Esse é o primeiro texto que escrevo referente a essa viagem para o Fórum Social Mundial 2007 que acontecerá no Kênia.

Como participante da organização de 4 edições dos Acampamentos intercontintais da Juventude e consequentemente do FSM, estou com grande expectativas.

Essas expectativas são evidentemente em conhecer um pedacinho de um continente tão distante de uma latino como eu. E também porque nesse processo do FSM, o Continente Africano ficou bastante distante do processo FSM, devido ao alto nível de pobreza.

Lembro-me que no processo do FSM em Porto Alegre, principalmente no acampamento da juventude, tínhamos a preocupação de ver possibilidades de captar recursos, afim de proporcionar a participação de jovens do continente africano. Mas, todos os nossos esforços resultaram no máximo a viabilização de até 10 jovens.

Através desse caso podemos comparar mais uma vez a realidade da Africa com a América. Mas sem levar em consideração a parte rica da América e sim apenas a parte pobre.

Posso arriscar que de todo o continete africano deve ter participado do processo FSM no Brasil no máximo 30 pessoas, e acho esse número otimista. Agora que o FSM é no continente africano estamos indo com no mínimo 200 pessoas. Posso arriscar que partcipará desse processo mais ou menos 300 brasileiros, e da américa latina pode chegar a um numero de 500 participantes.

Devemos lembrar que esse numero deverá ser da américa pobre.

Nesse momento estou no avião que está indo pra johannnesburg que fica na Africa do Sul. Vamos chegar as 7h (horário de Brasilia) e as 3h (horário local). De lá iremos embarcar em outro avião para o Kenia na cidade de Nairóbi que chegaremos as ....

Desde que cheguei no Aeroporto de SP em Guarulhos, encontrei Rodrigo Nobile que trabalha na Clacso. Desde então estamos trocando idéias sobre o que vamos encontrar e evidentemente sobre software livre e incusão digital.

Como é de praxe apresentei o projeto Casa Brasil e a filosofia do software livre. É importante dizer que Rodrigo está trabalhando no laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro um centro filiado ao Clacso (Conselho Latino Americano de Ciëncias Sociais), que recentemente Emir Sader foi eleito Secretário Executivo. E foi interessante descobrir que esse laboratório está acompanhando os pontos de cultura do programa cultura digital do ministério da cultura.

E como não poderia ser diferente já indaguei a possibilidade de extender esse acompanhamento para o projeto casa brasil.

Esse encontro com Rodrigo soma aos inúmeros encontros nos processo do FSM e outros eventos sociais.

A minha ida pra a Africa se deu através de recursos financeiros patrocinados pela Petrobrás, e com a gestão do Ibase. A petrobras vinanciou 200 passagens. Inscreveram-se 250 pessoas e 50 ficaram de fora. Eu sou uma das 200 previlegiadas. Mas a Petrobras financiou apenas o transporte sp x kenia x sp. Todas as outroas despesas é por conta de cada participante.

No meu caso como faço parte do projeto casa brasil, estou indo com recursos do projeto, e com a ajuda da cooperativa estruturar da qual sou sócio, que trabalha nos telecentros da petrobrás.

Soube também que o custo de vida na Africa é mais caro que no Brasil, portanto, terei de administrar bem os meus recursos financeiros, para não faltar.

Nessa participação assumi um conjunto de tarefas, que acho fundamentais: mandar fotos, textos, imagens e audio para colocar no portal www.softwarelivre.org, no site da Associação Brasileira de Rádios comunitárias www.redeabraco.net, no site da cooperativa estruturar www.estruturar.com.br e no site do projeto Casa Brasil.

Além disso, irei participar de uma atividade inscrita pelo Conselho Livre Metropolitano de Estudantes de Arquitetura - Colmea. O tema será o mesmo que tratamos nos acampamentos em Porto Alegre. Ou seja, Práticas para um outro mundo possível.

Só que dessa vez, depois da nossa rica experiência que tivemos, agora já comparando com o que estamos fazendo posterior ao acampamento e também trabalhar qual a relação entre o que fizemos no acampamento e o que fazemos hoje.

A minha área será a comunicação comunitária, em tempos de revolução digital no Brasil e na América Latina. Dentro disso, trabalhar o que estou fazendo em conjunto com as rádios comunitárias (Rede Abraço), Inclusão Digital (Casa Brasil, Pontos de Cultura e Telecentros Petrobras e Telecentros Serpro), Economia Popular e Solidária.

Além disso, minha tarefa será apresentar o projeto Casa Brasil e o Sofware Livre para o máximo de pessoas e organizações que estiverem presentes no FSM e com isso estabelecer contatos para futuras parcerias e intercâmbios.

O lema da dessa minha viagem é o lema da Casa Brasil: "O Casa Brasil é um espaço de inclusão digital que alia cultura, arte, entretenimento, articulação política e social e economia solidária"

Por sugestão do Rodrigo informamos que nesse exato momento estamos sobrevoando o oceano é 22h horario de Brasilia, estamos a 4.543km de Johannnesburg, altitude 11.255, fala 5h pra chegada em johannnesburg, estamos a uma velocidade de 1.15km/h. E a temperatura externa é 59 graus negativos.

Planejo escrever outro relato depois de chegar na Africa, e enviar no dia 19 a noite já com as primeiros contatos com a Africa.

Um jesuita pela comunicação Comunitária: José Júlio

José Júlio - Irmao Jesuita, 35 anos, nascido em Mocambique, está morando em Nirobi a 3 anos. No mês de setembro provavelmenete irá ao Brasil. Encontrei ele no espaço Brasil.

Perguntei a ele: Porque você está no FSM? Ele responde que no fsm para estudar teologia ligado a ciências sociais. Nunca participou de fóruns mundiais, mas na Africa já participou de 3 foruns locais.

Ele ficou sabendo do evento, através de seus irmãos jesuitas, e tambem através de uma organização chamada AGEND, que luta contra a pobreza.

Ele acha um problema grande fazer o FSM no Kênia que segundo ele é um local rico comparando com tantos outros na Africa, e por isso, ele gostaria que fosse organizado em um lugar pobre. A exepctativa dele é que os Africanos e os pobres aproveitem o evento. E que as organizações não-governamentais que querem ajudar tenham sensibilidade para ajudar realmente a Africa e que não participem desse processo apenas para ajudarem a sim mesmas.

A respeito do preço da incrição do FSM ele diz que está muito caro. Este evento é para pobres e não para ricos. Por isso, esse processo deveria ser aberto. Defende que para os Kenianos o acesso aos debates deveria ser livre. Com isso o risco de articular pessoas para as causas do Fsm seria ainda maiores. Organizar Fórum Social tem que ter mais pobres e menos ricos complementa.

Prguntei a ele: Você já ouviu falar de software livre? Ele responde que não. Mas que em Mocambique, através de uma biblioteca chamada “ Centro Padre Cirilo“ ele e o irmão João Luiz estão organizando uma imprensa alternativa no Kênia. Salienta, ainda que não possuem nenhum apoio mas estão elaborando projeto para arrecadar fundos através de parcerias com entidades brasileiras.

Estrutura do FSM2007

As condições estruturais do FSM não são as melhores, e por isso, me impede de mandar informações com maior freqüêrncia. Na estrutura muita coisa esta dando errado. A programacão saiu somente no dia 21, ou seja, 1 dia de atraso e com alguns erros no jornal da programacão. Ou seja, O FSM comecou no dia 20, mas nenhuma atividade ocorreu no dia 20, por motivos de a atrasos.

Nessa edicão do FSM algumas questões merecem investigação para obtermos maiores informações, mas mesmo assim não consegui descobrir qual é a parceria entre O FSM2007 e a empresa de telecomunicação. Cada inscrito quando recebe um chip SIM com créditos. O valor da incricão é 30 dolares para estrangeiros e 10 dolares para kenianos.

Essa empresa ainda tem a responsabilidade de organizar a infra-estruturato de comunicacão, e isso é a parte mais deficiente do Fórum. A cada 30 minutos cai a rede elétrica, e conseqüêntemente a inernet. A rede wireless que tem vários acess points tem uma instabilidade gigantesca, assim como lenta. A conexão também é ruim, porque inúmeras vezes consigo acessar a rede interna mas a falta de conexao impede de acessar a internet.

Felizmente, o FSM está bastante avancado em relacão ao software livre. Todas as máquinas do fsm2007 estão com software livre, fruto do trabalho que a comunidade software livre fez em porto alegre nos fórum sociais mundiais.

A Petrobrás teve a iniciativa de montar o espaco Brasil no FSM2007. Espaco que mostra um pouco da realidade brasileira, através de mostra de fotografias que a empresa financia. Alem de material de diversas entidades do Brasil. Nesse espaco tem ainda uma sala que roda videos dos projetos que a empresa e o Governo Federal desenvolvem. Além disso, está a disposicão dos participantes uma sala com 7 computadores para acesso público.

Estas máquinas estão para acesso público e com sistema operacional Ruindow$, esse fato pode parecer pouco, mas enquanto fizemos em Porto Alegre um grande esforço, para que, o FSM adotasse o software livre, que tem por princípio a socializacão do conhecimento para o desenvolvimento local. A nossa empresa pública vai para o FSM na contra-mão nesse assunto. A Petrobras já conhece software livre. Seja dentro da empresa que já usa para grandes processamento na pesquisa de petróleo no fundo do mar, e também no projeto casa brasil ao qual financia.

Daqui a pouco irei convensar com um pessoal do software livre da Índia e Kênia. Logo mais mandarei o relato.

Software Livre de Gestão de Eventos

Idealizador e Coordenador Geral do Projeto: Diogo Barros - diogombarros@gmail.com

Em fase de Elaboração:

Envolvidos:

1 - Diogo Barros
2 - Everton Rodrigues

VEJA TAMBÉM

Livro "Aprenda a Organizar um Show" - http://produtorindependente.blogspot.com/2008/01/livro-aprenda-organizar-um-show_30.html

Idéias para o Casa Brasil: http://wiki.casabrasil.gov.br/index.php?title=Midia-radio

Apresentação:

Vivemos um momento de aumento de necessidades de serviços em todas as etapas da produção. A organização de qualquer evento deve superar o limitado ideal de gerar lucros para quem organiza o evento.

Diante do software livre, da economia solidária e da cultura livre o modelo de negócios está se transformando em algo mais solidário e justo. Com isso, um sistema de gestão de eventos solidários deve satisfazer e contemplar todos os envolvidos no evento como o promotor, o organizador, as diferentes prestadoras de serviços para o evento, os patrocinadores, e principalmente os produtores culturais e os desenvolvedores da cultura como as bandas, grupos e teatro, etc.

Esse sistema deve providenciar e facilitar o compartilhamento e consultas de informações, cadastros, e dados de todos os eventos cadastrados no sistema através da internet onde as informações deverão ter níveis de acesso através de usuários e senhas cadastradas.

Justificativa

Além da ES, o software livre e a Internet oferecem grande capacidade de articulação em rede. O uso de tecnologias livres na Internet tem potencializado diversas redes colaborativas de informação e conhecimentos em nossa sociedade. Contudo, a falta de integração entre economia solidária, software livre e Internet favorece a utilização majoritária de tecnologias disponíveis para identificar as formas mais proveitosas de investir, de acordo com as demandas dos mercado, pela economia capitalista.

A Internet e sua interatividade são hoje elementos centrais nas drásticas alterações em curso no mundo do trabalho, como o gerenciamento de informações, o fluxo virtual dos capitais e a enorme produção. Por outro lado, essa nova realidade está contribuindo de forma significativa para o surgimento de diferentes atores sociais e também para construção de novos espaços institucionais. A promoção dessas iniciativas e projetos parte de empreendimentos autogestionários, sindicatos, igrejas, organizações não-governamentais (ONGs), universidades, governos estaduais, governos municipais e outros

Por isso, é necessário que o sistema seja articulado e implementado na internet para facilitar a formação de redes de informações através dos eventos.

Objetivo

Conceber, desenvolver, implementar e testar um projeto de gestão de eventos com todas as funcionalidades de atendimento a logística, além de construir uma agenda pública e integrada de grupos culturais como bandas musicais, grupos de teatro, festivais de bonecos, produtores culturais, etc. Também deverá conter funcionalidades de gerenciamento, tais como de: orçamentos feitos e realizados, fornecedores, pedidos de Compra, notas fiscais, relatórios, cotações, que tudo esteja relacionado ao gerenciamento financeiro. Este sistema deverá ser diponibilizado num portal sob a licença GPL3 (http://gpl3.neoscopio.org/index.php?title=P%C3%A1gina_principal), e deverá ter a possibilidade de customizar-se a critério de quem utiliza, permitindo inclusões e alterações de acordo com as necessidades de cada usuário, grupo, empreendimento solidário, etc..

Ojetivos Específicos

- Criar uma rede virtual de produtores culturais por comunidade, território, cidade, estado e nacional.

- Criar condições para facilitar a organização de eventos culturais em todo o território nacional

- Popularizar o modelo de negócios do software livre no setor da cultura

- Fomentar a utilização de todo os potencial das tecnologias da informação e comunicação pelos agentes da cultura

- Fomentar o desenvolvimento local e territorial através da cultura

- Identificar e relacionar as cadeias produtivas da cultura

Módulos

Orçamentos


Fornecedores
Requisição de Compra, NF de Compra
Relatórios de Entrada
Envio/Retorno Cotação
Orçado X Realizado, Integrado ao Financeiro/ Contabilidade / Faturamento.

Primeiro Módulo


Logística
Dados do Evento
Nome do evento:
Tipo do Evento: (festival de música, festival de cinema, festival de teatro)
Organização Responsável:
Tipo da Organização: (Empresa, ONG, Associação, Empreendimento Solidário,)
CPF/CNPJ
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Telefones:
Correio Eletrônico:
Organização:
Produção Executiva:
Coordenação Artística:
Coordenação de Logística:
Transporte e Recepção

Este item é destinado a organizar as informações sobre o transporte dos grupos desde sua origem até a sua chegada e traslado local na cidade do festival: Dos Participantes


Tipo: Banda / Comerciante / Imprensa / Convidados / Patrocinador / Prestador de Serviço / Outro
Nome do Grupo:
Qtd. de Integrantes:
Nome dos Integrantes:
Local de Origem:
Tipo de Transporte: Particular / Fretado / Apoio / Carreira



Se Fretado ou Apoio
Valor do Contrato de Transporte:
Empresa Responsável:
Motorista Responsável:
Responsável pela Excursão:
Gastos de Viagem:
--------------------------------------

Se Particular:


Gastos de Viagem:



Local de Chegada: Aeroporto, Rodoviária, Hotel, Show, Outro
Dia, Horário de Chegada:
Número do Vôo / Nome da Empresa Rodoviária:
Local de Chegada: Aeroporto, Rodoviária, Hotel, Show, Outro
Dia, Horário de Partida:
Número do Vôo / Nome da Empresa Rodoviária


Dos Prestadores de Serviço:
Motorista: (Caixa de listagem)
Quantidade de Diárias:
Km Extra:

Configurações do Sistema:


Cadastro de Veículos de Traslado Local:
Nome do Motorista:
Telefone do Motorista:
Nome do Responsável da Empresa:
Telefone do Responsável da Empresa:
Valor da Diária: Valor em reais / apoio / patrocínio
Quilometragem Contratada: Valor em reais / Livre
Valor Adicional por KM
Capacidade de Passageiros:
Bagageiro: SIM / NÃO

Opções de Relatório:


Planilha de Traslado Local por Dia e Horário
Planilha de Gastos com Traslado Local
Planilha de Gasto por Motorista c/ opção emitir recibo
Planilha de Gastos com Transporte Fretado c/ opção emtir recibo
Planilha de Gastos com Transporte em Viagem c/ opção emitir recibo
Hospedagem e Administração de Hotel
Organiza as informações de hospedagem e dos valores gastos pela hospedagem do festival. Permitindo à produção do festival prever os seus gastos com hotel
além de localizar informações úteis sobre os hóspedes. A idéia é fornecer formulários e relatórios específicos às necessidades dos festivais.
Campos de Entrada:
Tipo: Banda / Comerciante / Imprensa / Convidados / Patrocinador / Prestador de Serviço / Outro
Nome do Grupo:
Nome dos Integrantes:
Quarto:
* O restante das informações será gerada automaticamente com os dados que foram entrados no formulário de transporte e recepção.

Configuração do Sistema:


Tipos de Hospadagem: Single/Duplo/Triplo/Quádruplo
Valor das Diárias de Hospadagem: Single/Duplo/Triplo/Quádruplo
O Festival Fornece Traslado Local?
O Festival Fornece Quantas Diárias de Hospedagem para a banda?

Opções de Relatório:


Lista de Hospedagem por Quarto
Lista de Hospedagem por Nome
Lista de Hospedagem por Grupo
Gastos Diários de Hospedagem c/ opção emitir recibo
Gastos Totais em Hospedagem c/ opção emitir recibo
Gastos por Grupo de Hospedagem
Gastos por Tipo de Hospedagem
Geração de Room List - para confirmação do grupo
Alimentação
As Informações deste Item servem para Gerenciar os gastos feitos com alimentação durante o festival:
Serão geradas automaticamente pelas informações contidas na na planilha de Trasnporte e Recepção:

Configurações do Sistema:


Fornecedor:
Telefone:
Endereço:
Período do Serviço:
Método: Kilo / à la Carte / por Pessoa


Se Kilo:


Valor fechado Diário:
---------------------
Se à la Carte:
Valor Diária Fechado
Recepção
Passagem de Som
Almoxarifado
Listas de Convidados
Convite
Venda de ingressos pela internet

Orçamento
Fornecedores
Requisição de Compra
NF de Compra
Relatórios de Entrada
Envio/Retorno Cotação
Estimado/Orçado X Realizado, Integrado ao Financeiro/ Contabilidade / Faturamento.

O software ainda precisa trabalhar uma agenda de grupos culturais como bandas musicais, grupos de teatro, festivais de bonecos, produtores culturais, etc. Assim quando uma pessoa for organizar um evento poderá verificar qual é a melhor data, visualizando os eventos próximos a sua a data e ao seu local. Então, poderá ver quais eventos estão programados na sua cidade ou região. Dessa forma poderá aproveitar grupos que estarão num evento próximo ao seu e economizar recursos através de uma articulação que poderá dividir despesas inclusive entre um evento e outro.

Aqui vamos colocar tudo sobre o gt-cultura:

Proposta do Estúdio Livre: http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=ProjetoFISLeEstudioLivre

Proposta da Tango e Lomango: https://twiki.softwarelivre.org/bin/view/Fisl8/ProjetoTangolomango

Reuniões do GT-Cultura

Próxima Reunião:

ainda não marcada

Relatório das Reuniões Passadas:

Reunião 07/11/06 na Casa dos Bancários:

  • Foi criado o grupo CrieiTiveComo? - RS.

Reuniao 25/10/06:

  • Everton encaminhou lista de materiais para Marina da Ong Tangolomango, quanto a possibilidade de inclusão de estúdio para as rádios comunitárias, dentro do Projeto da Tenda Livre (estudio tv, arte, videos e rádios). Marina participará de atividade na Casa dos Bancários e agenda com ASL, no do dia 07/11/06. Foi sugerido convidar o pessoal da Casa de Cinema para essa atividade.

Encontro TARRAFA, dia 18/09 na Palavraria:

  • Nosso segundo, foi bastante produtivo no sentido de conseguirmos enxergar como estamos interligados e de que maneira podemos potencializar nossas ações. Além de discutirmos questões ligadas ao direito autoral e à TV digital foram encaminhadas algumas propostas, entre elas, a de participarmos da Feira do Morro da Cruz, em novembro. Ainda temos de estudar a melhor abordagem mas a sugestão foi dada e aprovada.

Dia 26 de Dezembro às 18hs, na sede da ASL em Porto Alegre.

Conversamos basicamente sobre infra-estrutura para atividades propostas pelo Gt, e também sobre a produção de conteúdo que está no link: http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/RedePopular/GT-CulturaFisl80

Sobre isso, fizemos os seguintes encaminhamentos:

Diante da falta de espaço para essas atividades, Cristina irá ver a possobilidade de usar os seguintes espaços:

1 - espaço que não foi usado na edição anterior, que é a entrada do fisl, próximo ao credenciamento 2 - estacionamento 3 - Espaço vazio ao lado direito do pavilhão

As divisórias para os espaços iremos trabalhar com a idéia de usar material reciclável. Para isso vamos fazer um trabalho com os catadores, e conversar com a petrobras para apoiar isso. Heitor irá elaborar uma proposta mais detalahada.

Everton ficou de ver o financimento do projeto com catadores que a petrobras desenvolve.

Estamos desenvolvendo a idéia de com a música fazer shows antes do fisl, para a divulgação das idéias do fisl. E junto lançar o cd dos pontos de cultura com a presença do Gil: http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=2394

Além disso desenvolver um conjunto de atividades culturais no mês de março.

A lele ficou com a tarefa de fericar essa possibilidade com os pontos de cultura, se é ou não possível lançar esse cd uma semana antes do fisl em porto alegre.

Também, encaminhamos a necessidade de conversar com a tango e lomango para ver quais atividades estão pensando e para verificarmos o que é possivel fazer coletivamente ou não. Esse é um pedido feito a Marina.

Esse é o meu relato, e se alguem tiver mais anotações, por gentileza acrescente...

Reunião online do Estúdio Livre + GT-Cultura

Lista de Discussão

Endereço: http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/gt-cultura

Obs.: A lista é aberta

Sobre Coletivo Tarrafa

Escrevo sobre o TARRAFA pois imagino que será através desse espaço de troca que iremos nos organizar para o Fórum. Tenho pensado sobre que atividades culturais poderíamos propor, quais integrações, etc, etc, imagino meus amigos hackers, suas imagens estereotipadas de garot@s de computador e a necessidade de manter contato com as coisas mais orgânicas da cultura; os tambores, a cerâmica, os causos e a oralidade...

Precisamos ter em vista também a importância de envolvermos a comunidade portoalegrense nas atividades do Fórum, não apenas a classe artística. Verdade que temos tempo para bolar e por em prática nossas idéias mas devemos ter em mente que precisamos avançar de maneira concreta a cada passo dado. Um abraço à todos!

Objetivos do Gt-Cultura do Fisl

O objetivo do GT-Cultura é criar a interface entre o mundo do software livre e mundo da produção cultural.

Idéias para o GT-Cultura

  • Integrar a Comunidade Artística com o SL
  • Realizar apresentações artísticas
  • Estruturar um espaço para um LabLivre
  • Realizar mesas redondas sobre software livre na cultura, e a cultura no software livre
  • Procurar parcerias interessadas em patrocinar discussões sobre cultura livre
  • Criar um programa de rádio a ser veiculado pela web e também em rádios comunitárias
  • Incluir o Coletivo TARRAFA como parceiro no Movimento Software Livre

O Coletivo TARRAFA

O Coletivo TARRAFA (Trabalhadores ARticulados em Redes Alternativas Fazendo Arte) é uma associação de profissionais voltada para prestação de serviços culturais, criação de redes de produção cultural in(ter)dependentes e desenvolvimento da cadeia criativa e produtiva da economia da cultura.

Atividades desenvolvidas:

  • Prestação de serviços para o Grupo Cultural Bataclã FC
  • Organização do encontro público TARRAFA Cultura em Rede
  • Produção da Circular TARRAFA, um informativo de Ensino Livre Orgânico para troca de saberes entre agentes do mercado cultural
  • Apoio ao Movimento Cultura Livre
  • Apoio ao Programa Cultura Viva
  • Apoio ao Movimento Software Livre
  • Apoio ao Radiodifusão Comunitária
  • Pesquisa de manifestações da cultura popular no RS
  • Organização de uma Rede Cultural Universitária no RS

-- AleBarreto - 15 Dec 2006

Lista de Contatos

  • Gt-cultura.ColetivoTarrafa

Proposta de Espaços

As atividades do GT-Cultura para o FISL8.0 são organizadas em oficinas, debates e apresentações. Por isso há a necessidade de um espaço físico adequado para a demonstração de softwares multimídia (som + vídeo) e também a acomodação dos participantes das oficinas.

Por isso propomos a criação de 2 ambientes:

Espaço Lounge

Este espaço é destinado à apreciação de música e vídeo-arte. Vai ser um local de experiência sensorial para os participantes do fórum, objetivando a apreciação de arte multimídia. O pessoal do Estúdio Livre planeja organizar apresentações com VJs, DJs e produtores, além de abrir espaço para os participantes do FISL interessados em mostrar sua arte. O espaço Lounge pode ser vizualizado como um local de imersão multimídia semi-interativa, onde o participante será exposto a um ambiente que contrasta bastante com os outros locais do fórum. O lounge deve possuir almofadas, puffys e carpetes para livre acomodação dos visitantes.

Espaço LabLivre

Este espaço é dedicado a realização de oficinas e debates envolvendo produção cultural e software livre. O local deve possuir computadores para a realização de oficinas práticas, bem como acomodações para a realização de debates temáticos. O número de computadores depende do espaço físico destinado ao LabLivre. Neste espaço poderá operar uma rádio livre, produzindo conteúdo para ser veiculado pela Rede Abraço de Rádios Comunitárias. O LabLivre é o espaço adequado para a oficina do pesquisador Etienne, com proposta descrita mais abaixo.

Espaços Físicos

O Espaço Lounge pode ser um Iglu inflável, ou mesmo uma sala montável. Este ambiente poderá produzir um volume de som mais elevado, por isso sua localização deve ser pensada para acomodar suas características.

O LabLivre pode ser uma sala montável próxima ao Lounge, com capacidade de até 20 pessoas, possuindo bancadas para acomodar desktops, notebooks e outros equipamentos eletronicos.

Orçamentos um Tenda Inflável

Obs: Essa tenda Fica como propriedade da ASL. Podemos usar pra outras atividades, e o outros fisl's. E estamos estudando a possibilidade de colocar os dois espaços dentro dela: ou seja, ficaria dentro dessa iglu o Espaço Lounge e Espaço LabLivre.

Referente: Orçamento de inflável Data de emissão: 13 / 12 / 2006.

Orçamento n°: 003150/12-13 Validade deste orçamento: 10 dias

DESCRIÇÃO DO PRODUTO SOLICITADO

Produto: Inflável. Modelo do inflável: cobertura. Ploter/Pintura: Não incluso Quantidade: 08 peças Medidas: descrito abaixo.

Descrição de matérias primas e componentes utilizados:

Tecido: Nylon com emborrachamento Uretanizado de alta tenacidade, descrição:

Fio de nylon 6.6 100% poliamida Rhodia 240/35 denier pente 12 x 2 ou 24 fios por centímetro / largura pente 1,68 ms total de fios 4.032 / peso 105 g/m linear, com aplicação de Antifungos, e UV-Ultra Violeta.

Motor: motor marca DELTRA modelo VSC 30 voltagem 220 volts 1/3 kva consumo embutido na parte inferior do inflável. (01 ano de garantia contra defeito de fabricação).

Atraque: feito por meio de amarras com argolas de aço cromadas. Instalação: deverá ser feita em qualquer superfície plana amarrando as cordas de atraque. É necessário haver uma tomada 220 volts no local da instalação.

*Itens que acompanham o produto finalizado: Manual de instruções, embalagem, cordas de polipropileno para atraque.

PRAZOS E CUSTOS

Prazo de Entrega: até 25 dias ou a combinar Condições de Pagamento: 20% no pedido – 30% entrega e 50% 15 ddl. Emissão NF. Instalação: não incluso Frete: FOB - Impostos: Inclusos

Produto Medida Quantidade Valor unitário Valor total Cobertura Iglu 6.0 x 3,0 x 0,50mts 01 peça R$ 7.890,00 R$ 7.890,00 Cobertura Iglu 8.0 x 4,0 x 0,50mts 01 peça R$ 9.990,00 R$ 9.990,00

Obs.: as cobertura são sem piso de madeira, forração, ar condicionado, luz, móveis internos. Este material é para ser usado em ambientes fechados, devido a retenção de calor.

Contato:

Oswaldo Garraffa (11) 6255-1274 (11) 9789-8090 oswaldo.garraffa@infla.com.br ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ VISITE NOSSA PÁGINA NA INTERNET WWW.INFLA.COM.BR EM CASO DE DÚVIDAS OU INFORMAÇÕES ESTAMOS SEMPRE A DISPOSIÇÃO PARA QUAISQUER ESCLARECIMENTOS

https://twiki.softwarelivre.org/bin/viewfile/RedePopular/GT-CulturaFisl80?rev=1;filename=catG33.png

Ambition Inflatable Technology Co., Ltd.

Dimensões: 8m (diâmetro) x 4m (altura)
Material: tecido de nylon (high duty)
Preco Unitário: US$981.00 (aproximadamente R$ 2,117)
Tamanho do pacote: 1.1CBM (estimado)
Peso: 195kg (estimado)
(o preco inclui a bomba de ar)

Dimensões: 8m (diâmetro) x 4m (altura)
Material: 18 oz. tecido de vinyl
Preco: US$1690.00 (aproximadamente R$ 3,645)
Tamanho do pacote: 2.0CBM (estimado)
Pesp: 350kg (estimated)
(o preco inclui a bomba de ar - no que diz respeito ao preco de importacao para o Brasil, e' preciso especificar o porto para o qual desejamos que o produto seja entregue).

Contato: Rainy Young
E-mail: export@ambitioninflatableSEMSPAM.com
MSN: muyiruizi@hotmailSEMSPAM.com
Skype: rainy-young

Southern Inflatables

Dimensões: 8m x 8m
Preco: £12,240 (aproximadamente - R$51,859)
(preco inclui bomba elétrica, estojo, kit de reparo e escolha de cores).

Contato: Adrian
E-mail: Adrian@southerninflatables.co.uk

Inflate UK

Dimensões: 5.5m x 4.5x
Preco: £2,400 (aproximadamente - R$10,168)

Contato: Nick Crosbie
E-mail: nick@inflate.co.uk

Construção do Espaço com Material Rreciclável - em parceria com movimento catadores

PROPOSTA DE PROJETO PARA SALA MULTIMÍDIA DO FISL 8.0 (Seria este o nome?)

1. PREMISSA

1.1. O sonho de um mundo melhor que permeia a Cultura Livre deve passar também pela preservação do meio-ambiente e contribuir para que nos livremos, de forma construtiva, dos resíduos poluentes da sociedade de consumo, de tal forma a não escravizarmos a próxima geração em um planeta cada vez mais inabitável e hostil.

1.2. Adotar, nas construções que se fizerem necessárias qualquer empreendimento técnico, econômico, social e cultural, a maior quantidade possível de materiais reciclados, dentro de um processo de reengenharia de suas funções, com participação efetiva daqueles que foram excluídos da sociedade de consumo e cuja cidadania vem sendo resgatada por projetos que também reciclagem a dignidade perdida em algum lugar por parte destas vidas humanas, cientes de que alguns jamais a tiveram dignidade alguma e necessitam construí-la pela primeira vez.

2. OBJETIVO GERAL

Utilizar de materiais disponíveis para reciclagem como garrafas PET, embalagens Tetrapak e outros, de tal forma a fabricar cortinas, biombos, divisórias, paredes, portas, janelas, móveis, pisos, assoalhos, telhados e forros, tanto para construções temporárias, quanto definitivas, comerciais ou residenciais, urbanas ou rurais.

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

3.1. Considerando que haverá um ambiente coberto já existente sob o qual será construído um novo ambiente. Construir divisórias fixas ou móveis (a escolher) para um conjunto quadrado com 15 m de lados, composto de 7 salas laterais de 5 x 5 m2, com uma entrada com esta mesma dimensão, onde estará também uma recepção, secretaria, bebedouro e administração do ambiente. Caso se escolha uma divisão móvel para as peças internas, será possível transformar o espaço em uma grande sala de 15 m x 15 m, quando for conveniente. Tanto a entrada, como as 7 salas terão comunicação com uma sala central, do mesmo tamanho, a ser utilizada com área de descanso ("lounge") ou para atividades de interesse comuns aos participantes eventos das demais (vídeo, áudio, foto, texto, rádio, ???). Considera-se que serão autorizadas perfurações no teto existente para colocação de fixadores (buchas) para suportar as esquadrias onde as divisórias irão correr e serem suportadas. Os furos produzidos serão encobertos com massa corrida ao final do Fisl 8.0, ou como o locador desejar, deixando a estética anterior inalterada.

3.2. Caso contrário ou caso o espaço disponível venha a ser em ambiente aberto, construir a estrutura para suporte das divisórias e do teto para proteção contra sol, chuva e vento, bem como o próprio teto.

3.3. Construir 3 sofás para descanso, utilizando material reciclável no todo ou em parte, cada um com 2 m de comprimento, 3 dos quais ficarão encostados nas divisórias que formarem o quadrado central das salas e uma mesa ou banqueta, a escolher, de 1 m x 1 m, para o centro. Estes móveis deverão ser facilmente deslocáveis para novas posições, de tal forma a atender uma demanda coletiva qualquer no local, como uma projeção multimídia ("data-show").

Proposta de Tendas para O Espaço

Estou listando aqui empresas que alugam tendas de circo para eventos. Caso o espaço do LabLivre seja no Estacionamento da FIERGS, então estas tendas poderão ser utilizadas.

http://www.circoalugueldf.com.br/produtos/produtos_tendas11.htm

http://gold.br.inter.net/circo/pages/tendas.htm

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-52686786-_JM

http://www.ciadastendas.com/

Podemos pedir orçamento assim que decidirmos se ficamos no Estacionamento.

Proposta de Etienne Delacroix

Título da palestra:

Difusão social do software livre e por alguma forma de hardware livre. E uma metodologia do como implementar isso: ATELIER-LABS.

Público alvo

Todo o público do Fisl (engenheiros, artistas, professores, hackers, alunos de toda uma universidade. Centradas no processo de compartilhar, e colocar a mão na massa. Pessoas que vem de uma diversidade cultural. Uma maneira de passar todo um vocabulário que pertence a quem mexe no computador ou com tecnologia, e essa atividade como forma de "meio expressivo bruto" em todos os seus aspectos e como "não" de encontro social entre os participantes.

Apresentacao:

Apoś a apresentaçao da paletra a ser feita no próprio fisl8.0, que apresentará um relatório do trabalho realizado durante o período 2005-2006 na USP em Sao paulo. Usando uma pequena quantidade de máquinas pentium 100/200 que estavam despatrimonizados nos inventários das universidades e das empresas públicas.

Foi montado e testado em vários regiões do brasil, um protótipo de laboratório ultra leve, desmontável, escalável e organizado em malas-kits transportáveis e instaláveis em qualquer lugar, sem pré-requisitos de logística.

Esses laboratórios providenciam o entorno necessário para oferecer, a custo extremamente baixo, disciplinas optativas desenhas para turmas mistas (* ver público alvo)

No coração do processo, um pequeno sistema gnu-linux loopfile (fácil e rápido a copiar e instalar), compilado com as bibliotecas UClibC?, com entorno gráfico simpificado ( fluxbox+ Xfm ), browser Firefox, linguagem de programação leves como Tcl/Tk, Lua, Forth, Python, recursos gráficos como Gimp, e Scribus, dedicado a uma exploraçãoo expressiva da programação, dos elementos do sistema operacional e do controle de dispositivos físicos realizados com componentes de sucata eletro-digital.

Funcionando como acumulador e "pré-processor" de sucata eletro-digital na região onde ele está instalado esse "Atelier-lab" teria como vocação de fornecer uma interface entre os processos de aprendizagem da universidade e as necessidades sociais (alunos e professores da rede escolar publica) e de inclusão digital da região onde está sendo montado o projeto, e em particular de copiar suas estrutras projetando oficinas nas escolas.

Junto a presentacao da palestra, será instalado no espaço público do FISL uma instanca desse "Atelier-lab" que ofecerá durante a totalidade do FISL uma oficina aberta e contínua de exploração dessas modalidades de apropriação do tuple "hardware livre/software livre"

Tamanho do espaço: Ele precisa de uma área aberta com visibilidade, de 8m² com 2 tomadas e 1 ponto de rede.

https://twiki.softwarelivre.org/bin/viewfile/RedePopular/Etienne?rev=1;filename=atlabrecif_3658.jpg https://twiki.softwarelivre.org/bin/viewfile/RedePopular/Etienne?rev=1;filename=atlabrecif_3667.jpg

http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/ana_anna25.html

http://br-linux.org/linux/node/947

http://atelier-labs.incubadora.fapesp.br/wiki/EtienneDelacroix

http://iie.fing.edu.uy/ense/asign/progarte/

PROPOSTA DE EVENTO COMUNITÁRIO DO COLETIVO TARRAFA enviada para eventoscomunitarios2007 EM softwarelivre PONTO org em 22/12/2006

Esta é a proposta de fazermos o encontro TARRAFA de abril/2007, focado na questão do Software Livre. Após esta proposta, iremos apresentar a proposta da música.

Nome da comunidade/projeto/entidade/grupo de usuários que está organizando o evento: Coletivo TARRAFA

Informações sobre o(s) coordenador(es) do Evento Comunitário: Ale Barreto da Independência alebarreto_capta EM yahoo.com.br 51-9215-7970

Tema do evento Cultura em Rede e o Software Livre

Estimativa de público 50 pessoas

Necessidade de tempo 1 sessão

Solicitamos que seja dia 13, pois dia 12 facilitadores não estarão disponíveis e dia 14 o grupo estará envolvido em atividades com o grupo GT de Cultura.

Programa completo do evento

A organização da sociedade na forma de redes As redes culturais Software Livre e a organização da cultura in(ter)dependente O Encontro TARRAFA como prática de organização de redes e disseminação do conhecimento livre

Resumo da programação

Cultura em Rede e o Software Livre será um evento em que o Coletivo TARRAFA, grupo que trabalha a produção da Bataclã FC, irá apresentar aos participantes as metodologias que vem sendo desenvolvidas na cidade de Porto Alegre através do encontro TARRAFA Cultura em Rede.

O encontro TARRAFA Cultura em Rede tem por objetivo:

1) desenvolver ações de Ensino Livre Orgânico para criação, ampliação e articulação de redes de produção cultural interdependentes;

2) fomentar a cultura de colaboração entre organizações, profissionais autônomos e estudantes que produzem arte no Rio Grande do Sul;

3) contribuir para o crescimento e desenvolvimento da cadeia produtiva da economia da cultura através de ações de produção econômica popular solidária, distribuição equilibrada e descentralizada, comércio justo e estímulo ao consumo ético dos produtos e serviços culturais.

Recursos necessários:

Microcomputador com GNU/Linux, aparelhagem de som, projetor.

-- AleBarreto - 22 Dec 2006

PROPOSTA DE ATIVIDADE DE MÚSICA PARA FISL 8.0

O grupo cultural Bataclã FC quer nesta edição do FISL trabalhar: o fortalecimento da parceria com a Associação Software Livre RS e empoderamento de agentes culturais para transformação da sociedade, desenvolvimento e integração de redes.

Para isso, apresentamos o projeto PROMOTORES CULTURAIS POPULARES e o show O CANTO DOS FILHOS DA REDE.

1) PROJETO PROMOTORES CULTURAIS POPULARES

CONCEITO Promotores Culturais Populares é um projeto de desenvolvimento de agentes ativos na produção, comunicação, distribuição, comercialização solidária, reflexão e consumo ético da diversidade cultural brasileira.

OBJETIVOS - Contribuir para a formação de agentes que valorizem o patrimônio cultural brasileiro, contemplando manifestações já inseridas em seus contextos específicos. - Sensibilizar pessoas para o trabalho de resgate, recuperação e organização do acervo material e imaterial da cultura brasileira (priorizando aqueles em situação de risco). - Capacitar pessoas para criação ou ocupação de equipamentos e espaço culturais. - Capacitar pessoas para produção, promoção e difusão de bens e serviços culturais. - Estimular a formação de platéia através da reflexão sobre a cultura e o pensamento brasileiro.

PREMISSAS Promotores Culturais Populares se fundamenta nas seguintes premissas:

Todo e qualquer cidadão pode ser um promotor da cultura, desde que tenha o direito à comunicação e o acesso à informação; Troca de saberes e experimentação como base para o desenvolvimento do potencial criativo e construção da autonomia; Consciência do condicionamento, do inacabamento e de que a mudança é possível (referência ao educador Paulo Freire); Reflexão crítica sobre a prática; O conhecimento é livre; Percepção das redes como a nova forma de associação que garante a sustentabilidade dos diferentes grupos humanos.

Para dar início ao projeto PROMOTORES CULTURAIS POPULARES no FISL 8.0, propomos a criação de duas redes:

- Criação de uma Rede de Produção Audiovisual

A Rede de Produção Audiovisual tem por objetivo conectar pessoas que participam dos Pontos de Cultura e das Casas Brasil, para que comecem a desenvolver uma tecnologia profissional para produção de materiais audiovisuais.

Esta Rede tem por objetivos: troca de tecnologia de produção e edição de vídeo, formação de profissionais para desenvolvimento de produtos culturais, através da linguagem do vídeo.

Se aprovada a proposta, a Rede de Produção Audiovisual começará a ser articulada em janeiro de 2007. Em fevereiro e março será constituída e em abril realizará duas atividades no FISL, na área da cultura: oficina de videoclipe e captação de imagens para elaboração de um videoclipe do grupo cultural Bataclã FC.

A coordenação da Rede de Produção Audiovisual será feita por um grupo de trabalho a ser composto por pessoas do Coletivo TARRAFA, Programa Cultura Viva e Programa Casa Brasil.

O trabalho de articulação e suporte para a coordenação de produção da Rede será coordenado por profissional a ser designado pelo Coletivo TARRAFA. Para direção dos trabalhos da oficina de videoclipe, coordenação da captação e edição de imagens do videoclipe da Bataclã FC a ser gravado no evento, será contratado Pedro Marques, profissional que trabalhou na gravação do clipe "Amigo Frank".

- Criação de uma Rede de Produtores Culturais Comunitários

A Rede de Produção Cultural Comunitária tem por objetivo conectar artistas e produtores iniciantes, ativistas culturais comunitários, pessoas que estão participando dos projetos desenvolvidos nos Pontos de Cultura e Casa Brasil, para que comecem a desenvolver uma tecnologia de produção cultural comunitária.

Para o Coletivo TARRAFA, produção cultural comunitária significa desenvolver um método, um sistema e uma prática que construa uma cadeia produtiva da economia da cultura em vilas, bairros e comunidades, levando em conta a importância da valorização da diversidade cultural, produção econômica popular solidária, distribuição equilibrada e descentralizada, comércio justo e estímulo ao consumo ético dos produtos e serviços culturais.

Se aprovada a proposta, a Rede de Produção Cultural Comunitária será implementada em janeiro de 2007. Em fevereiro e março será constituída e em abril realizará duas atividades no FISL, na área da cultura: organização das atividades da oficina de videoclipe e organização da captação de imagens para elaboração de um videoclipe do grupo cultural Bataclã FC, que será disponibilizado no Creative Commons e Overmundo.

O trabalho de articulação e suporte para a coordenação de produção da Rede será coordenado por profissional a ser designado pelo Coletivo TARRAFA. Para capacitação e coordenação das pessoas que irão trabalhar nas atividades de produção executiva oficinas e produção do videoclipe, será contratado profissional a ser designado pelo Coletivo TARRAFA, com formação acadêmica e experiência na área de produção cultural.

https://twiki.softwarelivre.org/bin/viewfile/RedePopular/GT-CulturaFisl80?rev=1;filename=Batacla_FC_Beira_do_Guaiba_-_crédito_Alê_Barreto.png

2) SHOW O CANTO DOS FILHOS DA REDE

Um espetáculo pela diversidade cultural brasileira

O CANTOS DOS FILHOS DA REDE será apresentado pela primeira vez no dia 14 de abril de 2007. O espetáculo propõem um encontro entre a sonoridade urbana, batucada em feitio de oração, poesia e música regionalista gaúcha.

Propõem-se que o mesmo seja:

- TRANSMITIDO AO VIVO PELA INTERNET; - GRAVAÇÃO DO SHOW PARA DISPONIBILIZAÇÃO DO CONTEÚDO LIVRE; - GRAVAÇÃO E EDIÇÃO DE UM VIDEOCLIPE PARA LICENÇA NO CREATIVE COMMONS E OVERMUNDO.

A PROPOSTA ARTÍSTICA O objetivo fundamental do espetáculo é tecer redes de diálogos lúdico-criativos nos quais o público é o principal protagonista. Para isso, os artistas do grupo cultural Bataclã FC utilizarão sua peculiar linguagem musical fundamentada em signos que retratam o cotidiano dos porto-alegrenses brasileiros-cidadãos-do-mundo.

AS CANÇÕES As canções presentes no repertório do espetáculo dialogam com referenciais da literatura brasileira e universal, primando pela atenção, sensibilidade e pesquisa do gênero “canção”. Procuram equilibrar de forma harmoniosa o texto com a melodia, a fala com a música.

As letras do repertório do espetáculo buscam a interação e a crítica reflexiva por parte dos ouvintes. Registram a diversidade dos aspectos identitários locais à medida que o eu poético nas letras torna-se uma pessoa da periferia que produz arte e cultura, subvertendo assim a lógica da exclusão presente na contemporaneidade.

O CONCEITO ESTÉTICO O conceito estético do CANTO DOS FILHOS DA REDE será a nova forma de associação humana através das REDES. A idéia é trabalhar com projeções, feitas com vídeo montado a partir de materiais produzidos nos Pontos de Cultura.

O FIGURINO O figurino do espetáculo apresenta a diversidade cultural brasileira numa alusão à memória afetiva do povo brasileiro. Trabalhar-se-á com a estética da pesca, presente no imaginário brasileiro. Cada músico utilizará figurinos baseados em pescadores portoalegrense.

O REPERTÓRIO O show terá como idéia central o passeio de um transeunte pela orla do Guaíba, lago que circunda Porto Alegre. O repertório traz composições dos CDs “Armazém de Mantimentos” e “Assim Falou Bataclan”, além de incluir uma homenagem a grandes expoentes da diversidade cultural brasileira: Luiz Gonzaga e Zé Ramalho em versões apresentadas pela banda, além da presença de outros referenciais da música brasileira através dos samplers acionados via DJ. Entre eles Originais do samba, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Giba Giba, com especial destaque para abertura do show com “Deixe seus Olhos Fixos” do grupo Tambo do Bando, tematizando a questão agrária no Brasil.

Primeiro Movimento: O velho Bataclan num Armazém à beira do Guaíba

1 – A BALADA CERTA Música: Bataclã FC Letra: Richard Serraria CD: Armazém de Mantimentos

2 – A BALANÇA DE XANGÔ Música: Bataclã FC Letra: Richard Serraria CD: Armazém de Mantimentos

3 – FESTA DE SINHÁ Música: Bataclã FC Letra: Richard Serraria CD: Armazém de Mantimentos

Segundo Movimento: A Viagem do caminhante pela beira do Guaíba

4 – POUT-PORRY (ADMIRÁVEL GADO NOVO/ASA BRANCA) Uma homenagem ao universo rural brasileiro.

5 – MINUANO NA BOCA DO INFERNO Música: Richard Serraria, Duke Jay e Guilherme do Espírito Santo Letra: Richard Serraria CD: Assim Falou Bataclan

Terceiro Movimento: Correria pelas ruas de Porto Alegre

6 – MENINO PANDEIRO Música: Guilherme do Espírito Santo e Duke Jay Letra: Richard Serraria, Marcelo da Redenção e Sandré Sarreta CD: Assim Falou Bataclan

7 – TEMPO ENCURVADO Música: Duke Jay, Serraria, Guilherme do Espírito Santo e Marcelo da Redenção. Letra: Richard Serraria CD: Assim Falou Bataclan

8 – O ÍNDIO Música: Guilherme do Espírito Santo, Duke Jay e Richard Serraria Letra: Richard Serraria CD: Assim Falou Bataclan

9 – LINHA DE SÃO JORGE Música: Marcelo da Redenção Letra: Marcelo da Redenção e Richard Serraria CD: Assim Falou Bataclan

10 – AMIGO FRANK Versão de “Amigo Punk” – Frank Jorge e Marcelo Birck/ Versão 2005 BFC Letra 2005 (Hip Hop): Richard Serraria e Marcelo da Redenção CD: Assim Falou Bataclan Tempo de show: 1h15min

FICHA TÉCNICA Espetáculo: O Canto dos Filhos da Rede Artistas: Grupo Cultural Bataclã FC Direção Artística: Coletivo TARRAFA Repertório e conteúdo: Bataclã FC e Coletivo TARRAFA Cenário: Rede de Produção Cultural Comunitária Técnico de Som: Marcelo Silva Produção Executiva: Rede de Produção Cultural Comunitária Roadies: Eduardo Cáceres, Felipe Burgdurff e Rede de Produção Cultural Comunitária Direção de captação e edição de vídeo: Pedro Marques

PROPOSTA DE VALORES:

Coordenação da Rede de Produção Audiovisual: R$ 750,00 (R$250,00 por mês, durante os meses de fevereiro, março e abril; acrescentar 17% de impostos de nota fiscal). Neste valor está incluído o valor do serviço do profissional de coordenação.

Coordenação da Rede de Produção Cultural Comunitária: R$ 750,00 (R$250,00 por mês, durante os meses de fevereiro, março e abril; acrescentar 17% de impostos de nota fiscal). Neste valor está incluído o valor do serviço do profissional de coordenação.

Coordençaõ de oficina, captação e edição de imagens: R$ 700,00 (para atividades durante mês de abril; acrescentar 17% de impostos de nota fiscal).

Show

Valor da prestação de serviços artísticos do grupo: R$2.500,00. Técnico de som: R$ 300,00. Transporte van: R$ 300,00.

(Acrescentar 17% de nota fiscal).

IMPORTANTE: aqui não estão incluídos os valores de locação de equipamentos de sonorização e iluminação. Estes poderão ser orçados por nós, desde que saibamos exatamente qual será o local do show. Também poderão ser orçados pela ASL, bastando apenas que mandemos nossas especificações.

https://twiki.softwarelivre.org/bin/viewfile/RedePopular/GT-CulturaFisl80?rev=1;filename=Jornal_do_Com%e9rcio_-_16-05-2006_-_O_sucesso_%e9_resultado_de_g.jpg

Lançamento do Cd da Bataclã "Assim Falou Bataclã" no Fisl

Estamos vendo como fazer da melhor forma

-- AleBarreto - 22 Dec 2006

  • Apresentação no Fórum Social Mundial:
    Forum_Social_Mundial_2002_-_crachá_-_Show_FSM_em_04-02-2002.jpg
objetivos

objetivos gerais

bababababaa

MUDOU

TA VINDO

TA VALENDO

TA VALETA

vamuqvamu

Educação e Inclusão Digital

alterei no dia 23 maio - 18:54

Introdução:

A expressão inclusão digital já é mais usada do que poderia ser útil para a população brasileira. Muito se fala e pouco se faz. Principalmente porque possa existir diferentes entendimentos tanto quanto o número de vezes que foi empregado o termo. Ou seja o entendimento é grande e diversificado, mas basicamente .

Conceito de inclusão digital

Para nós o conceito adequado de inclusão digital é deve compor um projeto de Infra-estrutura baseada numa rede de conectividade, com interfaces entre poder público e cidadãos através de sistemas de informações, desenvolvidos através de fábricas de desenvolvimento de softwares livres, aliado a espaços públicos de capacitação continuada. Essa idéia de inclusão digital deve ser base na construção das cidades digitais e no processo em curso de instalação da televisão digital.

Educação como ferramenta de conquista de novos mercados

"“Galho que nasce torto, torto se conserva.” O nosso testemunho, pelo contrario, se somos progressistas, se sonhamos com uma sociedade menos agressiva, menos injusta, menos violenta, mais humana, deve ser o de quem, dizendo não a qualquer possibilidade em face dos fatos, defende a capacidade do ser humano de avaliar, de comparar, de escolher, de decidir e, finalmente, de intervir no mundo." (FREIRE, PAULO)

Para fazer análise crítica do atual sistema de ensino brasileiro, é preciso necessáriamente observar as teorias freirianas. Imediatamente devemos nos perguntar. Será que as nossas escolas e universidades estão qualificando-se/formando cidadãos críticos, dialéticos e participativos?

O que podemos analizar e constatar é que a educação está históricamente subordinada à conceitos mercantilistas e de conquistas. Não se pensa a educação com interesse de construir uma sociedade justa, mas sim como ferramenta de obter e concentrar riquezas.

A história da educação brasileira começa mantém-se desde a conquista do Brasil feita inicialmente por um país europeu portugues. O primeiro ato dos portugueses na dominação pela educação foi de desconsiderarem toda a realidade dos povos indíginas. Primeiro os colonizadores, depois os representantes da igreja que de forma imposta disseminaram os ideiais cristãos, onde sem levar em consideração a cultura local do povo indígina informaram que todo mundo deveria andar vestidos, e falar a lingua dos invasores.

Essa dominação educacional de adestramento do povo indígina tinha um objetivo: retirar as riquezas que encontraram em território brasileiro, como por exemplo a madeira e o ouro.

Por isso, é importante entender que que educação, economia e política estão sempre interligados.

No período impérial com a cultura européia predominante em nosso país, nossa educação é também controlada e mantém a mesma relação com o povo local. Ou seja a classe dominante determinava como a eduacação deveria funcionar e quais eram as prioridades.

Outro fato importante é enteder quais as dimensão que a independêcia do Brasil. Ao modo que somos educados desde o primário é que o Brasil tornou-se livre com a independência do Brasil instituída por Dom Pedro I, em 22 de abril de 1822. Mas nós devemos nos perguntar: Qual o real interesse de Dom Pedro I em tornar-se imperador? Foi de libertar o Brasil da coroa portuguesa ou também de conquistar seu espaço tornando-se o novo imperador?

Outra questão importante é que com a chegada das concregações religiosas no Brasil, muitas escolas foram instaladas, onde o objetivo principal era de formar lideranças políticas do país.

Nesse sentido a igreja teve/tem papel fundamental no processo educacional brasileiro na medida em que apoia sempre os governos desde a conquista do Brasil. Uma observação importante é de observar que os imponentes prédios das igrejas estão localizados na maioria das vezes ao lado dos palácios dos , que caracteriza o nível da parceria existente.

Com a industrialização surge a educação de adultos, como demanda das empresas que precisavam de trabalhadores alfabetizados que pudessem ser mais produtivos.

E nesse sentido a história se matem. Um poder econômico chega para explorar tudo que o Brasil poderia oferecer e leva para a Europa coordenado pelo portugueses. E hoje com a abertura do capital das universidades nas bolsas de valores, faz com qualquer investidor internacional possa ter também mais controle na educação brasileira.

"O número de alunos apenas no 1S07, subiu 141%. Isso reflete a estratégia de elevar o número de matrículas através da compra de unidades, mesmo incorporando unidades de pequeno porte, ou seja, com 2 mil a 7 mil estudantes. Até julho de 2007, a Anhanguera comprou 1 universidade ao mês. Esse ritmo deve continuar em 2008." (ACIONISTA-2007)

"Os resultados animam outras instituições. O grupo COC, de Ribeirão Preto, que tem escolas e cursos superiores, já deu entrada no processo de abertura de capital. João Carlos Di Gênio declarou publicamente seu interesse em vender ações da Unip. Nesta semana, o jornal Valor Econômico divulgou que o grupo educacional americano DeVry? está no Brasil para comprar instituições de ensino superior." (AFROBRAS)

A abertura das instituições de ensino para o capital financeiro e fusões compra de pequenas universidades por grandes, é a recente estratégia adotada para maximizar os lucros com a justificativa de melhorar a qualidade de ensino. O grupo empresarial Anhanguera Educacional foi o primeiro a lançar 27,8% do seu capital na bolsa de valores em março de 2007 que já na época arrecadou mais de R$ 300 milhões de reais. A empresa "encerrou o primeiro trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 13,9 milhões" (OUL-2008), e com, "139 mil alunos" (OUL-2008).

Aliado a tudo isso, está a precariedade do ensino público, onde professores não são valorizados, escolas danificadas, e a ideologia do estado mínimo tomando força, onde justifica-se a privatização da educação.

http://br.youtube.com/watch?v=g2IbXvmhaMg&feature=related

Avaliaçao da ID urbana

Avaliação da ID rural

Definir nosso entendimento de educação, baseada nas teorias freirianas.

apresetar nosso entendimento da educação brasileira

apresentar os principais elementos da obordagem no texto

1 - tv digital

2 - novos paradigmas de comunicação

3 - Projeto UCA no LEC

4 - pedagogia com ferramentas informacionais

5 - inclusao digital como ferramenta e não como fim

6 - o papel da escola e do educador

7 - projeto controle da internet

Paulo Freite:

Paulo Freire tinha muito a ver com a cultura hacker. Impressionante.

"O “sonho” dos que hoje negam à prática educativa qualquer relação com sonhos e utopias, como o sonho da autonomia do ser, que implica a assunção de sua responsabilidade social e política, o sonho da reinvenção constante do mundo, o sonho da libertação, portanto o sonho de uma sociedade menos feia, menos malvada, é o sonho da adaptação silenciosa dos seres humanos a uma realidade considerada intocável. É tão urgente quanto necessária a compreensão correta da tecnologia, a que recusa entendê- la como obra diabólica ameaçando sempre os seres humanos ou a que a perfila como constantemente a serviço de seu bem estar."

"A compreensão crítica da tecnologia, da qual a educação de que precisamos deve estar infundida, e a que vê nela uma intervenção crescentemente sofisticada no mundo a ser necessariamente submetida a crivo político e ético. Quanto maior vem sendo a importância da tecnologia hoje tanto mais se afirma a necessidade de rigorosa vigilância ética sobre ela. De uma ética a serviço das gentes, de sua vocação ontológica,4 a do ser mais e não de uma ética estreita e malvada, como a do lucro, a do mercado."

"Por isso mesmo a formação técnico-científica de que urgentemente precisamos é muito mais do que puro treinamento ou adestramento para o uso de procedimentos tecnológicos. No fundo, a educação de adultos hoje como a educação em geral não podem prescindir do exercício de pensar criticamente a própria técnica. O convívio com as técnicas a que não falte a vigilância ética implica uma reflexão radical, jamais cavilosa, sobre o ser humano, sobre sua presença no mundo e com o mundo. Filosofar, assim, se impõe não como puro encanto mas como espanto diante do mundo, diante das coisas, da História que precisa ser compreendida ao ser vivida no jogo em que, ao fazê-la, somos por ela feitos e refeitos. O exercício de pensar o tempo, de pensar a técnica, de pensar o conhecimento enquanto se conhece, de pensar o quê das coisas, o para quê, o como , o em favor de quê, de quem, o contra quê, o contra quem são exigências fundamentais de uma educação democrática à altura dos desafios do nosso tempo."

FREIRE, PAULO. Pedagogia da indignação: Cartas pedagógicas e outros escritos. 3° reimpressão. Editora Unesp. 2000.

Educacional, Anhanguera. http://unianhanguera.edu.br/informativo/InfoAnhanguera7.pdf. (consulta em 22/maio/2008)

VALOR, Uol. Lucro da Anhanguera Educacional soma R$ 13,9 milhões no trimestre: http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2008/05/16/ult1913u88745.jhtm (consulta em 22/maio/2008)

ACIONISTA. http://www.acionista.com.br/empresa_em_foco/120907_empresa_em_foco_anhanguera.htm (consulta em 22/maio/2008)

AFROBRAS. http://www.afrobras.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2936&Itemid=2 (consulta em 22/maio/2008)

Economia Solidária, Software Livre, Inclusão Digital e Desenvolvimento Sustentável.

Mais uma reunião das maiores potências do planeta se aproxima. O G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Rússia e Reino Unido) deverão se reunir nos dias 6 a 8 de junho em Heiligendamm na Alemanha. Esse grupo é criticado por muitos países sub-desenvolvidos e por uma grande número de movimentos sociais ao redor do planeta. As discordâncias em relação ao G8, parte da constatação e crítica, de que o grupo é o responsável por “decidir uma grande parte das políticas globais, social e ecologicamente destrutivas, sem qualquer legitimidade nem transparência” http://pt.wikipedia.org/wiki/G8. Mais uma vez, o movimento global que defende “uma outra globalização” possível , http://pt.wikipedia.org/wiki/Antiglobaliza%C3%A7%C3%A3o - que pensa, o global junto ao local de forma sustentável, prepara-se para mais uma articulação/ação de protestos autogestionários, organizados em rede. http://www.youtube.com/watch?v=EwHlbBbZNT4

Esses protestos contra a globalização capitalista e de mercado em curso, tendem a se ampliar de uma forma crítica e radical a cada novo dia. Essa globalização nevasta, simboliza-se no fato de que uma ínfima parcela da população, detém a maior parte da riqueza produzida por toda a humanidade. Se de um lado as grandes potências se organizam para aumentar sua capacidade de manter o mundo sob seu controle. De outro, existe a reação de parte das populações, que de diferentes maneiras, fazem seus protestos - “pressões por autonomia local”, alertando que estamos a caminho de uma situação internacional política, social e econômica insustentável para a vida humana. A seguir nessa cultura de saque e violência ao planeta, as outras espécies e a grandes parcelas mais vulneráveis da sociedade humana – inevitavelmente, o planeta e a nossa espécie, tende a sucumbir num curto espaço de tempo.

Do ponto de vista ambiental por exemplo, a cada dia que passa, mais e mais presenciamos desequilíbrios globais assustadores, e nos perguntamos, de quem é a responsabilidade pelo aquecimento global e o efeito estufa? http://www.youtube.com/watch?v=JD6rbme7Ihk . “O aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão ― um aumento da temperatura média da superfície da Terra que vem acontecendo nos últimos 150 anos http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global .

Sabemos quem são os responsáveis pelas terríveis desigualdades sociais e pelos danos irreversíveis ao ambiente. Sabemos que a sede de poder e a ganância do G8 gera cada vez mais miséria, desequilíbrio ambiental, injustiças, violência, guerras, etc., negando direitos fundamentais a milhões de seres humanos.

Do ponto de vista ambiental de acordo com dados da própria Organização das Nações Unidas (ONU), de 1990 a 2002, metade dos países do G8 aumentaram suas emissões de gases de efeito estufa. O Canadá aumentou em 20%, os Estados Unidos aumentou em 13%, Japão em 12% e a Itália em 8%. Os países participantes do grupo representam somente 13% da população mundial, no entanto são responsáveis por 45% das emissões globais de gases de efeito estufa. (Fonte:Sindijus-PR )

As desigualdades sociais se multiplicam cada vez mais. Em minha participação no Fórum Social na África tive a oportunidade de presenciar a dura realidade do povo africano. Se a realidade brasileira nos causa indignação devido a miséria, as injustiças e a violência convivendo com a concentração de riquezas e a indiferença de parte da sociedade, no Quênia tive a triste experiência de ver seres humanos tentando sobreviver às condições mais brutais que já vivenciei.

Caminhando pela Favela Korogocho presenciei as pessoas lutando de maneira sub-humana pela manutenção da vida. No Quênia, pude presenciar a dura realidade de que não tem água tratada, de quem não tem tratamento de esgoto e nem energia elétrica - inclusive está sendo colocado agora um poste de energia bem no meio da favela. Apenas um. Os índices de Aids são assustadores. Os índices de estrupro de mulheres de todas as idades (crianças, jovens e senhoras) são de arrepiar. A ausência absoluta de direitos básicos como: moradia, alimentação, saúde, educação, trabalho, cultura fazem parte do cotidiano daquelas mulheres, homens, crianças, jovens e idosos.

Durante minha caminhada na favela, vi as pessoas vendendo alimentos em frente aos barracos. Vi as pessoas transportando alimentos em saquinhos plásticos, depois comendo direto nesses mesmos saquinhos, sendo esses, logo após usados para guardar seus próprios excrementos, que serão jogados em qualquer lugar da rua.

O cheiro de fezes humanas é algo muito presente naquela favela. E eu já havia sido avisado dessas condições e portanto, optei por ir sem me alimentar pela manhã. Acho que o motivo dá para imaginar... Sabemos quem são os responsáveis por essas mazelas da sociedade atual. Sabemos quem concentra em seus cofres a riqueza e o conhecimento. Sabemos que isso necessariamente precisa mudar. E sabemos ainda, que estamos nos dirigindo para nos chocar em algo grande e se continuarmos nessa direção não teremos como desviar.

O que fazer diante de tanta injustiça? Como lutar contra essa perversa realidade? Eram perguntas que não se calavam em minha mente...Senti naquelas pessoas a existência de sonhos, de esperança e a força em favor da vida, da luta pela mudança dessa realidade.

O que aquelas e aqueles que querem, desejam e lutam por uma outra sociedade, um outro mundo, uma nova cultura de diversidade, solidariedade e sustentabilidade - uma nova estrutura de relações de trabalho, com novas relações econômicas e novas formas de gestão irão fazer? Eu quero aqui iniciar um diálogo sobre uma proposta que vem sido debatida num movimento chamado Economia Popular e Solidária.

Em vários espaços de debates e reflexões como no Fórum Internacional de Software Livre por exemplo, alguns agentes do movimento de Economia Popular e Solidária e do Software Livre dedicaram tempo a pensar como podemos construir um projeto para a Economia Popular e Solidária, o Software Livre e a Inclusão Digital, com alcance pró-desenvolvimento sustentável.

A inclusão digital é uma oportunidade de articular capacitação continuada e inserção crítica de cidadãos na sociedade da informação. Projetando a Inclusão Digital, aliada com a integração da Economia Solidária e do Software Livre, exemplificada por exemplo, no comércio eletrônico justo e solidário e nas cooperativas de jovens para produção e desenvolvimento de soluções de TI e produção visual, conseguiremos contribuir, de maneira propositiva e qualificada, para a democratização das comunicações e produção de conteúdos para a TV Pública.

Trabalhar junto às ações de inclusão digital, como base para o desenvolvimento de um "Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário" no meio digital, para os produtos da Economia Solidária, bem como, a formação de cooperativas tecnológicas livres, a exemplo: da Solis, Sintectus, Colivre, Coperjovem, TecnoLivre? e Pirambu Digital, serão formas concretas de promover a economia solidária, o software livre, reencantando uma enorme parcela da juventude (o setor que apresenta os maiores índices de desemprego no Brasil) brasileira recém incluída digitalmente, na articulação e formação, de uma rede colaborativa capaz de oferecer suporte tecnológico a usuários de programas como o Computador para Todos. Além disso, é preciso trabalhar na nossa capacitação e educação para o consumo consciente e solidário.

“O consumismo é, certamente, um dos problemas centrais da juventude atual. A publicidade aposta nos jovens para vender seus produtos. Muitos já não encontram sentido na vida por não poderem consumir, enquanto outros descobrem um "sentido" consumindo compulsivamente. Parece que não existe saída. De fato, consumir para o bem-viver e para a solidariedade é andar na contramão desta “roda viva”. São propostas que estão surgindo e ganhando força nas redes de economia solidária".( Viver para consumir ou Consumir para Viver em http://www.milenio.com.br/mance/.

A origem dos produtos deve ser questionada. Se tem grande impacto ambiental. Se tem exploração de mão-de-obra infantil. Se quem produz um determinado produto explora os trabalhares e as trabalhadoras. E tendo tudo isso, então, nós devemos ter a consciência de não comprar esses produtos.

São inúmeros os movimentos sociais e instituições que lutam pela transformação das condições de opressão. Cada movimento social e/ou instituição possui sua identidade, bandeiras de luta centrais, são lutas específicas contra: a exploração do trabalho, o machismo, a homofobia, a xenofobia, o racismo, o latifúndio, a destruição dos ecossistemas, o monopólio do conhecimento, etc., estas lutas específicas possuem um eixo comum: a transformação social, a superação do capitalismo.

Uma questão fundamental ao longo da história das lutas dos trabalhadores, dos diversos movimentos sociais, tem sido a necessidade da união de todos e de todas em ações estratégicas tendo em vista seu fortalecimento e a intervenção concreta na realidade gerando transformações.

No atual estágio do capitalismo – globalizado - a necessidade da união dos diversos movimentos, instituições e pessoas em eixos de lutas comum é questão de inteligência e força, nos desafiando a lutar juntos, vivenciando a diversidade de ações, de concepções e de práticas. (ver: Eixos de Luta e a Central de Movimentos Populares em www.milenio.com.br/mance).

Nesta perspectiva, na busca de respostas a pergunta: o que fazer?, é interessante a estratégia de organização em redes de colaboração solidária, conectando horizontalmente ações econômicas, políticas, educativas e culturias podendo significar a “diferença” na superação do capitalismo (Mance, Euclides A. A Revolução das Redes, Editora Vozes, 2000.)

O que essa reflexão pode contribuir para o movimento Software Livre?

Tive a satisfação de organizar no Fisl 8.0 uma palestra com Paul Singer (SENAES/MTE) e Edgard Piccino (Casa Brasil) com o tema: Economia Solidária, o Software Livre e a Inclusão Digital podem convergir na construção de práticas, técnicas e tecnologias para um Mundo Sustentável http://www.softwarelivre.org/news/8860. Após essa palestra aconteceu animado pela ONG Ates (http://www.ates-ong.blogspot.com/) e outros agentes, o Evento Comunitário Economia Solidária, Software Livre, Inclusão Digital, Comunicação e Cultura na construção de Práticas, Técnicas e Tecnologias para um Mundo Sustentável”. Esse evento Comunitário também contou com a participação de Paul Singer e Edgard Piccino, Marcelo Branco (Secretaria de Telecomunicações e Sociedade da Informação do Governo da Catalunia da Espanha), Eudes Xavier (Deputado Federal do PT do Ceará) e Vicente Silva Diretor da Cooperativa Coolivre (http://www.colivre.coop.br/) da Bahia. Sendo a mesa coordenada por Luciano Lima – Diretor da ATES.

Já em 2005 durante o fisl6.0 Paul Singer falava que software livre é um exemplo de Economia Solidária (http://www.softwarelivre.org/news/4080), e no fisl7.0 e fisl8.0 já trabalhamos com a perspectivas de ações concretas para essa integração dos temas.

Frente algumas críticas ao Fórum Internacional de Software Livre, de que o evento está elitizado, de que as grandes corporações estão dominando o fisl, de que a comunidade software livre está sendo deixada de lado, quero aqui destacar:

A crítica ainda aponta que as grandes corporações e governos estão ganhando mais espaço no Fisl.

As grandes empresas estão vendo uma forma de ganhar dinheiro com o software livre. E isso não é necessariamente ruim. O problema está em qual a quantidade e quanto vão acumular. Se isso terá uma divisão justa ou não. (poderia repensar algumas coisas aqui, poderia uma grande coorporação ter uma divisão justa? como medir essas quantidades? Como reinvestir os “lucros” de forma solidária gerando novos postos de trabalho e se contrapondo a lógica capitalista?)

As empresas querem mesmo no Fisl buscar o melhores desenvolvedores e estão usando também a comunidade de software livre para baratear suas soluções e gerar mais e mais lucros a favor do capital. E eles estão no seu direito? Talvez sim. Talvez não. Mas nós não podemos reclamar e pouco fazer com relação a isso. Temos sim, de sermos mais propositivos.

A saída é Economia Popular e Solidária, em algumas regiões do Brasil conhecida como Economia Solidária ou Socioeconomia Solidária. Chega de trabalho alienado não criativo! Chega de sermos comprados por salários que não nos permite ter uma qualidade de vida necessária.

Vamos discutir a economia. A gestão das nossas empresas. Nós temos e podemos que fazer isso de forma colaborativa. Onde todos devemos saber o que acontece em nossas instituições, entidades, empresas e governos. Precisamos alterar as relações de poder. Para despertar na sociedade o seu papel fundamental e construir a idéia de que todas e todos nós devemos, precisamos e podemos ser sujeitos de nossa própria história.

Devemos construir e espraiar através de nossos instrumentos coletivos e colaborativos um sonho que pode ser transformado em realidade - não devemos mais permitir que milhões de pessoas vivam em meio a miséria. Que milhares de pessoas se aglomerem nas favelas, sem água, sem luz, e sem tratamento de esgoto somente para que alguns possam viver em meio ao luxo absoluto.

A economia solidária pode fortalecer-se muito com a tecnologia de comunicação e informação. Com o comércio eletrônico e com a certificação digital. Temos potentes mecanismos de construção do conhecimento colaborativamente. E é disso que os empreendimentos solidários devem se apropriar. Devemos trabalhar para buscar a igualdade entre homens e mulheres. Onde possamos gozar dos avanços das tecnologias inventadas através do acumulo do conhecimento ao longo da existência da humanidade. Onde possamos ter tempo para o lazer e a cultura e não haja mais escravos assalariados de patrões mesquinhos. Devemos também nos apropriar dos meios de produção. Onde os produtores poderão se relacionar livremente ou através de simples troca ou por moedas sociais. Devemos fortalecer comunidades para se associarem com liberdade.

Para terminar quero mencionar o vídeo da Fabiane Borges da g2g (http://g2g.sarava.org/) onde ela fala no fisl sobre software livre. Acho que as dúvidas dela são importantes. E devemos buscar respostas. Eu arrisquei nesse artigo uma resposta, mesmo que incompleta. Vejam o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=lIxxDf1u_-o

Estamos mudando para o wiki brasildigital.softwarelivre.org

Olá! Para usar a tecnologia twiki, basta voce se cadastrar AQUI e Posteriormente acesse o texto que deseja alterar, incluir ou anexar. Para isso, Informe seu Usuário e Senha exatamente como voce mesmo cadastrou.

Para criar um novo topico como o da "Carta de Porto Alegre - Por um compromisso com a Inclusão Digital no Brasil", basta usar esse parametro - [ [Aqui informe o nome da pasta][Aqui informe a descrição do tópico]]

Para editar basta, clicar no botão "editar" no canto superior direito da tela. Mas antes é preciso estar visualizando o que desejas editar...

Coloque seu texto, artigo, pensamento e não se preocupe que qualquer proposta é bem vinda. Mas se voce não tem tanta certeza do que está propondo não altere os textos existentes, e sim crie um novo tópico.

Se alguem tiver dúvida de como usar o wiki, mande email para: everton @ softwarelivre.org

Textos:

* Propostas de Tics para as Prefeituras

* Compartilho com vocês algumas propostas do Fórum para nosso Plano de Inclusão Digital

* Aqui podemos fazer uma proposta coletiva, onde cada um tem a liberdade de mexer em qualquer ponto do texto

* Carta de Porto Alegre - Por um compromisso com a Inclusão Digital no Brasil

* Economia Solidária e Software Livre

* Especificação de Equipamentos

* Especificação de Sistema Operacional e Aplicativos

No dia 4 de julho aconteceu reunião do Cgi, e que o relato pode oficial pode ser acessado aqui: http://www.cgi.br/acoes/2008/rea-2008-07.htm

Entre os diversos temas que foi tratado, me envolvi na defesa da realização de um Congresso da Internet no Brasi, que o conselheiro titular Mário Teza já defendia), e apresentei o Fórum Social Mundial, que defendi o apoio do Cgi no evento.

O congresso de internet não aconteceu, e também não foi debatido após a reunião que inclusive criou um gt para a demanda. O apoio financeiro solicitado pela organização do FSM de Belém foi negado, e foi aprovado a cedência de um técnico para colaborar no FSM durante o evento.

Olá Companheira(o),

Como havia informado anteriormente, que no dia 17/01 às 15h iria acontecer a reunião com os novos conselheiros e que posteriormente eu iria enviar um relato, portanto, segue o relato ainda em construção.

Acesse aqui uma das apresentações que foi feita durante a reunião: https://twiki.softwarelivre.org/bin/viewfile/RedePopular/Relatos?rev=1;filename=Apresentacao-CERTbr-2008-01-17.pdf e quando eu tiver acesso as outras postarei aqui.

Estiveram presentes:

Jaime Barreiro Wagner Nivaldo Cleto Flávio Rech Wagner Everton dos Santos Rodrigues Ana Maria Drummond Chicarino Maria do Amaro Araújo Túlio Lima Vianna Carlos Afonso

A pauta da Reunião foi Informativa e recebemos dados sobre a operação do NIC.br. O NIC.br é a personalidade jurídica do cgibr. É quem recebe todos os recursos do Cgibr e é quem administra esses recursos financeiros, entre outros. Acesse http://www.nic.br/sobre-nic/index.htm para saber mais sobre a Entidade Nic.br.

Os pontos da pauta foram os seguintes:

Introdução e Histórico Recursos do CGI/NIC/FAPESP O software do Registro; evolução das ferramentas internas, plataforma aberta usada, distribuição gratuita do sistema de registro, etc. Operação do Centro de Processamento de Dados. Centros de Estudos sob o NIC. CERT -- Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança. CEPTRO -- Centro de Estudos e Projetos em Tecnologia de Redes e Operações (PTT -- Pontos de Troca de Tráfego). NTP - Network Time Protocol *(*Protocolo de Tempo para Redes). CETIC - Centro de Estudos sobre Tecnologias de Informação e de Comunicação. Situação regional: LACNIC Formas de funcionamento das reuniões do CGI, o caso dos projetos, prestação de contas, auditoria, etc. Entrada do IPv6, espelhos de raíz e assuntos técnicos de relevância. ICANN e questões jurídicas (Jan Struiving, Senic, outros).

Como podem perceber a reunião foi bastante técnica, e para compreender melhor os temas técnicos é preciso maior participação em atividades do cgibr ou relacionados.

A reunião foi muito interessante. O novos conselheiros tiveram a oportunidade de conhecer as atividades do cgibr. Além de conhecer alguns conselheiros antigos e pessoas especialistas na internet como o Demi, Marcelo e Glaser.

Tive a oportunidade de rapidamente conversar com Demi Getschko, sobre a Universidade Aberta do Brasil. A página eletrônica é: http://www.uab.mec.gov.br/

A Universidade aberta do Brasil é uma rede universitária com mais de 500 polos em todo o pais, e cada pólo terá de criar sua página eletrônica, como por exemplo: www.jandira.uab.br

O atual domínio (http://www.uab.mec.gov.br/) é provisório, e o Secretário de EAD do MEC, Carlos Biel, e a União Nacional de Estudantes querem criar o domínio www.uab.br. A UNE me pediu ajuda nesse processo. Já coloquei a questão para o Cgibr e estamos no aguardo de uma resposta.

Para criar o domínio www.uab.br é preciso que o Cgibr crie o DPN (Domínio de Primeiro Nível) para esse domínio desejado, que ainda não existe. Quando tenta-se registrar o domínio surge a resposta: Domínio não disponível para registro. Motivo: DPN (dominio de primeiro nivel) inválido

O Sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB foi criado com o intuito principal de qualificar professores de educação básica, também podem participar, qualquer cidadão que tenha concluído a educação básica, e que, tenha sido aprovado em processo seletivo, atendendo aos requisitos exigidos pela instituição pública vinculada ao Sistema Universidade Aberta do Brasil.

Além disso, na reunião levantei o tema da participação dos suplentes nas reuniões do Cgibr. Na verdade pelo que entendi os suplentes são impedidos de participar das reuniões dos cgibr, e que os suplentes da gestão anterior participaram apenas da reunião de apresentação do Cgibr.

A minha justificativa para a participação dos suplentes em todas as reuniões seria que essa participação poderia ampliar a participação no processo de debate da gestão da internet no Brasil. Além, de fazer com que se algum suplente tiver que substituir algum titular, terá plenas condições de se integrar ao debate, e não ficar “boiando” nos assuntos por falta de informação. A participação dos suplentes deveria fazer parte do programa do Cgibr de capacitação de pessoas para os assuntos da inernet em nosso País.

Então, foi esclarecido que os titulares resolveram impedir que os suplentes participem, porque, em alguns casos o titular e suplente possuem opiniões completamente diferente, então, o titular em caso de sua ausência teria seu suplente desfazendo o que ele supostamente teria defendido.

Bom, essa parte me pareceu bem interessante... Vamos impedir a participação dos suplentes, porque em alguns casos titulares e suplentes pensam diferente.

Será que suplente e titular, mesmo que tiverem opiniões diferentes não podem ter um acordo de funcionamento?

Será que ainda permanece essa questão de alguns titulares e suplentes terem divergências tão graves a ponto de ser impedido a participação dos suplentes?

Será que os suplentes não podem participar das reuniões do Cgibr, com direito a voz? Para poder entender melhor o processo do Cgibr?

Eu pessoalmente tenho interesse de participar das reuniões do Cgibr para entender melhor os temas da gestão da internet no brasil. E quando entender melhor essas questões quero passar esse conhecimento para outras pessoas, entidades e movimentos sociais.

Pedi para os atuais conselheiros titulares que tenham a compreensão de ampliar essa participação. E até o momento não sei a opinião de nenhum conselheiro titular, que representa o terceiro setor lá.

Seria fundamental que os conselheiros titulares do terceiro setor enviassem a suas opiniões sobre esse tema.

Reunião da CT- Conteúdos Projeto de Conteúdos Audiovisuais

* Resposta a esse relato - Sem retorno pelos membros do Ct-conteúdos

Data : 18/06/2008 Local: NIC.br

Participantes: Henrique Faulhaber - Conselheiro do CGI.br e Coordenador da CT- Conteúdos Hartmut Glaser - Diretor Administrativo e Financeiro do NIC.br Carlos Alberto Afonso - Representante do Terceiro Setor do CGI.br Everton Rodrigues - Representante do Terceiro Setor do CGI.br Fabrício Tamusiunas - Analista de Projetos do NIC.br Ailton Rocha - Analista de Projetos do NIC.br Milton Kashiwakura - Gerente Geral de Projetos (responsável pelo CEPTRO) Gustavo Dahl - Gerente do CTAV(Centro Técnico Audiovisual) SAV/ MinC? Mauricio Hirata - Coordenação Geral de Televisão e Novas Mídias do MinC? Paulo Alcofarado - SAV/ MinC? Claudio Prado - MinC? Angeline Monteiro Prata - Coordenação Geral de Direito Autoral do MinC? José Murilo Jr - Gerente de Informações Estratégicas do MinC? Álvaro Malaguti – Políticas Culturais do MinC? Regina Melo Silveira - LARC/USP Reinaldo Matushima - LARC/USP Vera Braz - Secretária Executiva do NIC.br

Abertura: A pauta da reunião foi sugerida pelo Sr. Henrique Faulhaber, coordenador da CT-Conteúdos, havendo inversão na ordem dos itens, devido ausência de alguns convidados, vindos de Brasília no período da manhã. Henrique Faulhaber relembrou que o objetivo do encontro é dar continuidade aos assuntos discutidos durante dois Seminários (SP e RJ), realizados em 2007, sobre temas relacionados aos conteúdos culturais digitais. Henrique Faulhaber observou que deverá ser discutida a plataforma de disponibilização de acervos audiovisuais e suas implicações de um modo geral, destacando a cooperação entre os representantes do MinC? e do CGI.br nesse projeto. Em seguida todos se apresentaram.

Apresentação da plataforma de gestão e disponibilizaçao de conteúdo audiovisual Henrique Faulhaber comentou que surgiu há 2 anos, uma plataforma para armazenamento de vídeos desenvolvida no laboratório da USP, com a colaboração do Conselheiro do CGI.br - Nelson Simões, utilizada na RNP (Rede Nacional de Pesquisa), e na USP para armazenar e disponibilizar as informações dessas entidades.

Henrique afirmou que a proposta em se obter uma plataforma de software Internet para apresentar os conteúdos culturais nacionais em formato digital, deverá, através do trabalho da CT- Conteúdos Digitais, ser adaptada inicialmente com acervos da TV Tupi e Arquivo Nacional e posteriormente a adesão de outras instituições (acordo com a Cinemateca em andamento). Henrique distribuiu o material impresso: “Memorando de Intenções e de cooperação em projetos de Conteúdos Digitais” e o “Projeto: Conteúdo de vídeo em Português na Internet”. Em seguida passou-se a apresentação de Milton Kashiwakura, com informações gerais sobre os serviços do NIC.br. e do CGI.br, evidenciando que cabe ao CEPTRO (Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações) desenvolver estudos que permitam a inovação e a melhoria do nível de qualidade técnica no uso da Internet, bem como pesquisar tecnologias de redes que estimulem a disseminação da Internet no País, buscando constantemente oportunidades para agregar valor a bens e serviços vinculados à Internet. Na sequência, Ailton Rocha explicou a plataforma desenvolvida pelo LARC (Laboratório Nacional de Redes de Computadores) feita inicialmente para rede privada, e que hoje é utilizada pela RNP http://www.video.rnp.br/overmedia/home.jsp e pela USP- http://iptv.usp.br/overmedia/home.jsp explicando que o sistema suporta vídeos sob demanda e/ou ao vivo desde que programado, apresentando também o projeto - http://200.160.10.20/overmedia/home.jsp onde Henrique Faulhaber observou que a nova plataforma estará interligada no conteúdo da RNP/USP (modelo GPL). Henrique Faulhaber salientou que esse projeto deve contar com recursos de investimento do CGI.br, mas que deve ter um efeito de demonstração para induzir o ingresso de novos investimentos de outras fontes , visando sua auto sustentabilidade independentemente dos recurso do CGI.Br a médio e longo prazo. Claudio Prado disse que na questão de conteúdo, é preciso avaliar possíveis parceiros de maneira mais ampla, para maior integração. Gustavo Dahl citou o exemplo do Encontro de Ouro Preto que está ocorrendo nesta semana onde aproximadamente 30 entidades de preservação da Memória AudioVisual? se encontraram para discutir encaminhamentos que poderiam ser envolvidos nessa articulação. Sobre direitos autorais, Angeline Prata comentou que diversas modalidades, quando não de domínio público, precisam de autorização, mesmo as administradas pela Cinemateca. Seguiu-se discussão sobre domínio público, Henrique Faulhaber disse que indubitavelmente o projeto deverá abranger conteúdo contemporâneo e de memória e discutiu comentou também, que o nome do projeto ainda não foi definido. Mauricio Hirata elogiou a iniciativa do CGI.br observando que a sistemática sobre o âmbito jurídico deverá ser considerada e que esse processo poderá levar algum tempo, devendo-se criar um modelo de négocios para sustentabilidade envolvendo conteúdo, direito autoral, inclusive o acervo considerado histórico, que ao seu ver é o que requer mais atenção. Henrique Faulhaber disse que é importante identificar o material já disponibilizado na Internet, que esteja pronto para tal (já existem alguns arquivos digitalizados) proposta que de acordo com ele, cabe no escopo da Comissão e que a questão do direito autoral deverá ser sempre observada. Angeline Prata salientou que o item 13 do Memorando de Intenções está equivocado, que os conteúdos (acervo) mesmo em poder do Governo, ainda assim pertencem ao autor, mas que de certa forma as instituições públicas possam utilizá-los para fins institucionais. Angeline Prata acrescentou que o direito autoral deve ser equilibrado, porém existe o direito constitucional do cidadão.

Quanto à questão operacional, Ailton Rocha disse que o sistema suporta qualquer resolução, dependendo do arquivo compactado. Mauricio Hirata observou que a definição faz toda a diferença para o sucesso do projeto. Henrique Faulhaber concluiu que no momento do armazenamento dos arquivos será definida a resolução, e ressaltou que o próximo passo seria identificar os acervos de memória. Mauricio Hirata disse o projeto deverá ser formatado, através de um mecanismo precisamente elaborado, para posterior apresentação ao CGI.br. Paulo Alcoforado disse que a Secretaria do Audiovisual está incorporando entre outras atividades , artes e programação. Hartmut Glaser explicou que o projeto final deverá ser adaptado à linguagem da FAPESP e orientou que o Milton Kashiwakura é o responsável por essa coordenação junto aos redatores do projeto. Seqüencialmente foi comentada uma possível parceria com os países lusófonos, inclusive sendo citado por Paulo Alcoforado à questão da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - aonde futuramente pode-se encontrar os “interlocutores” de cada país para que o conteúdo não se concentre apenas no Brasil. Harmut Glaser acha importante que esse assunto seja aprofundado, inclusive levando proposta à reunião em Portugal, assim que houver oportunidade.

Discussões técnicas sobre implementação do projeto incluindo: Player Flash em software livre Portal do projeto Desenvolvimento de mecanismo de busca e integração com buscadores Site da comissão de trabalho.

A Profa. Regina Silveira/USP explicou brevemente o sistema, acentuando que a proposta é utilizar a plataforma de “gerência de distribuição de vídeo” (desenvolvida com apoio da RNP) adaptada às necessidades do projeto da CT-Conteúdos em discussão, desde seu planejamento até a transmissão do conteúdo dos vídeos em rede. A Profa. Regina comentou que na USP o sistema experimental é denominado IPTV (Internet Protocol Television). José Murilo questionou como ficaria questão do “player” (plug-in do flash) sendo que a configuração do sistema no primeiro momento não permitiria esse mecanismo. Regina observou que inicialmente a idéia é utilizar o software livre, por isso a não utilização de flash (por várias implicações técnicas), mas afirmou que a opção tecnológica deverá ser definida futuramente. Mauricio Hirata disse que a ferramenta de acesso deverá ser a mais simples possível pois a sofisticação pode limitar o seu uso. Henrique Faulhaber finalizou esse tema solicitando que o mesmo seja tratado através de lista.

Discussão do programa de cooperação entre o Ministério da Cultura e o CGI.br Álvaro Malaguti fez comentários a respeito do paper “Memorando de Intenções “, afirmando não ser um documento administrativamente reconhecido por não ter sido analisado pela Consultoria Jurídica do Ministério. Álvaro Malaguti argumentou que, para resolver essa exigência formal, o Memorando deverá ser submetido a uma consultoria jurídica para avaliação e posterior ajuste no que for necessário, evidenciando que as propostas direcionadas à cultura digital se encontram em andamento e isso é muito importante.

Interface e serviços que devem ser desenvolvidos para lançamento do projeto Claudio Prado disse que a interface gráfica não se resume ao formato que aparece na tela mas que o principal é toda sua concepção para que reflita a facilidade, a compreensão que o usuário final necessita. José Murilo comentou que pela sua experiência no Ministério, a interface tem evolução constante sempre há novos formatos de interação, funcionalidade.

José Murilo questionou se para a interface proposta ao projeto em pauta será necessário utilizar novas bases, outras camadas, e até sugeriu o uso da ferramenta da ferramenta Wordpress. A Profa. Regina disse que deverá ser criado para esse projeto um grupo para criação de interface e outro para sua integração (nesse último ela faria parte) então ela atenderia a questão de José Murilo somente relacionada às ferramentas interativas. Reinaldo Matushima disse que o processo será simplificado quanto à sua funcionalidade. Henrique Faulhaber observou que a interface exigirá um bom tempo para ser equacionada mas inicialmente deverá ser formulado um projeto simplificado para uma apresentação prévia (ainda em 2008) aproveitando a estrutura já implementada. Hartmut Glaser acredita que desde a primeira versão a ser apresentada deverão ser citados os objetivos a longo prazo, transparecendo credibilidade, facilitando assim a sua tramitação. Hartmut Glaser sugeriu que fosse apresentado documento com as idéias concisas (elaborado pelo Milton em parceria com a Profa. Regina) para não haver dúvidas no meio do processo. Hartmut Glaser observou que o relatório e a proposta macro deverão ser apresentados preferencialmente até dia 04 de Julho. De acordo com Henrique Faulhaber, a questão da interface deverá ser discutida em grupos específicos os quais irão trabalhar separadamente para posterior apresentação das propostas consolidadas. Foram formados os grupos: Técnico (servidores, armazenamento): Milton Kashiwakura, Fabrício Tamusiunas, Ailton Rocha, Regina Silveira, Reinaldo Matushima, José Murilo, Everton Rodrigues e Henrique Faulhaber - Interface: José Murilo, Claudio Prado, Álvaro Malaguti, Fabrício Tamusiunas e Regina Silveira.

Outros sites relacionados ao conteúdo da ata: http://nic.br/index.shtml http://cgi.br http://www.cultura.gov.br/site/ http://www.cultura.gov.br/site/2008/03/10/forum-nacional-de-direito-autoral-3/ http://www.portacurtas.com.br/index.asp http://www.cinemateca.com.br

Nada mais havendo a registrar, foi encerrada a reunião.

Olá Companheira(o),

Como havia informado anteriormente, que no dia 17/01 às 15h iria acontecer a reunião com os novos conselheiros e que posteriormente eu iria enviar um relato, portanto, segue o relato ainda em construção.

Acesse aqui uma das apresentações que foi feita durante a reunião: https://twiki.softwarelivre.org/bin/viewfile/RedePopular/Relatos?rev=1;filename=Apresentacao-CERTbr-2008-01-17.pdf e quando eu tiver acesso as outras postarei aqui.

Estiveram presentes:

Jaime Barreiro Wagner
Nivaldo Cleto
Flávio Rech Wagner
Everton dos Santos Rodrigues
Ana Maria Drummond Chicarino
Maria do Amaro Araújo
Túlio Lima Vianna
Carlos Afonso

A pauta da Reunião foi Informativa e recebemos dados sobre a operação do NIC.br. O NIC.br é a personalidade jurídica do cgibr. É quem recebe todos os recursos do Cgibr e é quem administra esses recursos financeiros, entre outros. Acesse http://www.nic.br/sobre-nic/index.htm para saber mais sobre a Entidade Nic.br.

Os pontos da pauta foram os seguintes:


Introdução e Histórico
Recursos do CGI/NIC/FAPESP
O software do Registro; evolução das ferramentas internas, plataforma aberta usada, distribuição gratuita do sistema de registro, etc.
Operação do Centro de Processamento de Dados.
Centros de Estudos sob o NIC.
CERT -- Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança.
CEPTRO -- Centro de Estudos e Projetos em Tecnologia de Redes e Operações (PTT -- Pontos de Troca de Tráfego).
NTP - Network Time Protocol *(*Protocolo de Tempo para Redes).
CETIC - Centro de Estudos sobre Tecnologias de Informação e de Comunicação.
Situação regional: LACNIC
Formas de funcionamento das reuniões do CGI, o caso dos projetos, prestação de contas, auditoria, etc.
Entrada do IPv6, espelhos de raíz e assuntos técnicos de relevância.
ICANN e questões jurídicas (Jan Struiving, Senic, outros).

Como podem perceber a reunião foi bastante técnica, e para compreender melhor os temas técnicos é preciso maior participação em atividades do cgibr ou relacionados.

A reunião foi muito interessante. O novos conselheiros tiveram a oportunidade de conhecer as atividades do cgibr. Além de conhecer alguns conselheiros antigos e pessoas especialistas na internet como o Demi, Marcelo e Glaser.

Tive a oportunidade de rapidamente conversar com Demi Getschko, sobre a Universidade Aberta do Brasil. A página eletrônica é: http://www.uab.mec.gov.br/

A Universidade aberta do Brasil é uma rede universitária com mais de 500 polos em todo o pais, e cada pólo terá de criar sua página eletrônica, como por exemplo: www.jandira.uab.br

O atual domínio (http://www.uab.mec.gov.br/) é provisório, e o Secretário de EAD do MEC, Carlos Biel, e a União Nacional de Estudantes querem criar o domínio www.uab.br. A UNE me pediu ajuda nesse processo. Já coloquei a questão para o Cgibr e estamos no aguardo de uma resposta.

Para criar o domínio www.uab.br é preciso que o Cgibr crie o DPN (Domínio de Primeiro Nível) para esse domínio desejado, que ainda não existe. Quando tenta-se registrar o domínio surge a resposta: Domínio não disponível para registro. Motivo: DPN (dominio de primeiro nivel) inválido

O Sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB foi criado com o intuito principal de qualificar professores de educação básica, também podem participar, qualquer cidadão que tenha concluído a educação básica, e que, tenha sido aprovado em processo seletivo, atendendo aos requisitos exigidos pela instituição pública vinculada ao Sistema Universidade Aberta do Brasil.

Além disso, na reunião levantei o tema da participação dos suplentes nas reuniões do Cgibr. Na verdade pelo que entendi os suplentes são impedidos de participar das reuniões dos cgibr, e que os suplentes da gestão anterior participaram apenas da reunião de apresentação do Cgibr.

A minha justificativa para a participação dos suplentes em todas as reuniões seria que essa participação poderia ampliar a participação no processo de debate da gestão da internet no Brasil. Além, de fazer com que se algum suplente tiver que substituir algum titular, terá plenas condições de se integrar ao debate, e não ficar “boiando” nos assuntos por falta de informação. A participação dos suplentes deveria fazer parte do programa do Cgibr de capacitação de pessoas para os assuntos da inernet em nosso País.

Então, foi esclarecido que os titulares resolveram impedir que os suplentes participem, porque, em alguns casos o titular e suplente possuem opiniões completamente diferente, então, o titular em caso de sua ausência teria seu suplente desfazendo o que ele supostamente teria defendido.

Bom, essa parte me pareceu bem interessante... Vamos impedir a participação dos suplentes, porque em alguns casos titulares e suplentes pensam diferente.

Será que suplente e titular, mesmo que tiverem opiniões diferentes não podem ter um acordo de funcionamento?

Será que ainda permanece essa questão de alguns titulares e suplentes terem divergências tão graves a ponto de ser impedido a participação dos suplentes?

Será que os suplentes não podem participar das reuniões do Cgibr, com direito a voz? Para poder entender melhor o processo do Cgibr?

Eu pessoalmente tenho interesse de participar das reuniões do Cgibr para entender melhor os temas da gestão da internet no brasil. E quando entender melhor essas questões quero passar esse conhecimento para outras pessoas, entidades e movimentos sociais.

Pedi para os atuais conselheiros titulares que tenham a compreensão de ampliar essa participação. E até o momento não sei a opinião de nenhum conselheiro titular, que representa o terceiro setor lá.

Seria fundamental que os conselheiros titulares do terceiro setor enviassem a suas opiniões sobre esse tema.

-- EvertonRodrigues - 22 May 2007

Oficina de software livre para o intervozes

Data: 26 de junho

Horário: 14h

Local: Sede do intervozes

O que é linux? http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux

O que é o projeto GNU? http://www.gnu.org/gnu/thegnuproject.es.html

O que é o Software Livre? http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt.html

O que é uma Distribuição Gnu/Linux

Uma distribuição de Linux é um sistema operacional formado pelo conjunto do kernel Linux e outros softwares de aplicação. Distribuições mantidas por organizações comerciais, como a Red Hat, Ubuntu, SUSE e Mandriva, bem como projetos comunitários como Debian e Gentoo montam e testam seus conjuntos de software antes de disponibilizá-los ao público.

Como o Linux e a maior parte dos softwares incluídos em distribuições são livres, qualquer organização ou indivíduo suficientemente motivado podem criar e disponibilizar (comercialmente ou não) a sua própria distribuição. Isso faz com que hoje haja registro de mais de 300 distribuições ativamente mantidas, embora menos de 20 delas sejam largamente conhecidas.

Algumas distribuições populares oferecem (como opção ou como seu único modo de operação) a possibilidade de execução em modo Live CD, que permite o uso integral do Linux sem instalação ou alteração dos dados armazenados no disco rígido do computador: o sistema roda integralmente a partir de um CD-ROM desde o momento em que o computador é ligado.

Lista de distribuições Gnu/Linux: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_distribui%C3%A7%C3%B5es_de_Linux

O que é Kernel? http://pt.wikipedia.org/wiki/Kernel

O que é a Interface Gnu/Linux:

-- EvertonRodrigues - 15 Aug 2006 oi jake....oi Pâmela

Comunidade

-- KosmoMaharish - 17 Aug 2006 0iuh,98yuh97yhm8u

Laboratório de Cultura Livre

Parcerias:

Estúdio Livre

I Libre Graphics Meeting - Brasil

G2G

Projeto para captação de recursos:

Eu até queria editar por aqui, mas não rola permissão para minha conta de usuária criar uma nova página. Então o projeto fica mesmo aqui: http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=ProjetoFISLeEstudioLivre e o orçamento aqui: http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=OrcamentoLabLivreFISL8

Proposta de Atividades:

(vejam um exemplo de proposta similar de LabLivre realizado na Espanha em 2006)

Desenvolvimento de Softwares para Produção Cultural

Conversas sobre desenvolvimento de softwares para produção multimídia. Mostrar o uso que já está sendo feito, as principais demandas, os planos, projetos e idéias.

Rodas de bate papo

As rodas de bate papo têm o propósito de fomentar a discussão e a livre circulação de idéias acerca da produção multimídia com software livre, a publicação e a circulação desse conteúdo pela Internet e outros meios, assim como questões éticas e estéticas relacionadas ao processo.

Oficinas e 'Trabalhos em processo'

Ambiente de imersão prática em produção multimídia com software livre.

  • Jardim de Volts
  • Música Livre - netlabels, acervo livre, produção, distribuição
  • Rádio Livre - conceito, micro-transmissores, web radio livre
  • TV Livre - gravação, stream e edição

Mostras e apresentações

Apresentações e intervenções multimídia.

  • Mostra de Vídeos Livres
  • Apresentação livre: Vjays x/+ Vjays
  • Livre P.A. (apresentação músical + vídeo)

Documentação e publicação

A documentação e a publicação de todas as atividades desenvolvidas irá beneficiar a toda a comunidade, não só a quem compareceu ao evento. Por isto, é muito importante que os participantes desta iniciativa não esqueçam de fazer relatos diários, nem que se resumam a pequenos sumários. Esta tarefa é trabalhosa e exige uma certa disciplina, mas é também uma das mais importantes, pois arremata as costuras feitas no local.

-- LucasSantos - 13 Dec 2006

-- FabianneBalvedi - 15 Jan 2007

Encontro de Conhecimentos Livres


[, ]

[, ]


-- FelipeSantosDaSilva - 05 Sep 2006



11a Edição da Marcha dos Sem - Porto Alegre, RS
A manifestação popular recebeu um expressivo público na sua décima primeira edição, marcada pela apresentação de propostas diante da instatisfação com as políticas que vem sendo implantadas no estado.

Texto e fotos: Nômade Nordestino



A conteceu na última sexta-feira, dia 25 de agosto, a 11a Marcha dos Sem? reunindo diversos movimentos sociais e setores da sociedade civil que se uniram nas ruas da cidade para marchar e protestar exigindo mudanças nas politicas aplicadas atualmente no estado.
A Coordenação dos Movimentos Populares? (CMP), uma das organizadoras da marcha, apresentou uma Plataforma de Ação desenvolvida pelos trabalhadores gaúchos em contraponto ao pífio Pacto pelo Rio Grande?, sugerido e arquitetado para beneficiar os grandes e tão comemorado na Assembéia Legislativa. Essa plataforma é resultado de debates realizados em 14 plenárias regionais e foi entitulada de "Um outro Rio Grande é Possível e Necessário?" e devido a sua relevância tornou-se o tema da Marcha dos Sem desse ano. A Plataforma de Ação dos movimentos populares é ancorada em dez pontos norteadores nos quais constam a recuperação das finanças públicas do estado, a retomada da democratização da gestão pública com participação popular?, as políticas raciais? e as reformas agrária? e urbana.
Com o objetivo de apoiar essa proposta e exibir a desaprovação das camadas populares na forma em que o estado vem sendo gerido, cerca de 15 mil manifestantes se concentraram na praça Princesa Isabel , próximo ao Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). O orgão virou símbolo da vitória popular na luta contra as políticas mercantilistas da atual gestão municipal, devido as fracassadas tentativas de privatização realizadas neste curto tempo do novo governo. Iniciativas assim demonstram a linha de conduta dessa gestão que defende o monópolio privado de um serviço público essencial a população como é o caso do recolhimento de lixo.


marchaSemNN.jpg
11a Marcha dos Sem percorrendo o centro de Porto Alegre


A partir da praça, a marcha seguiu pela av. Princesa Isabel, virando e marchando pela av. João Pessoa onde ocorreu, na frente do Palácio da Polícia?, um protesto criticando a maneira em que a polícia gaúcha vem intervindo nas ações populares, principalmente no campo. Os manifestantes continuaram na João Pessoa interrompendo o tráfego nas avenidas Ipiranga e Venancio Aires, onde, entre buzinas de revolta e manifestações de apoio, os motoristas eram conscientizados pelo carro de som do motivo daquela manifestação. Após a João Pessoa a marcha seguiu pela Salgado Filho, cruzou a Borges de Medeiros até chegar na Praça da Matriz, onde os manifestantes se dirigiram ao Palácio Piratini?. Em frente ao Palácio a plataforma foi oficialmente apresentada ao governo. Diferente de outros tempos quando governantes enxergavam nesses eventos uma oportunidade de dialogar com a população, este ano foi marcado por mais um monólogo popular. Enquanto o povo apresentava propostas, o lado institucional permanecia em silêncio como se nada acontecesse em frente ao palácio. O monólogo prosseguia enquanto o batalhão de choque, previamente acionado, bloqueva os cidadãos de se aproximarem mais dos seus governantes.
A postura indiferente do governo atual apenas reforça a importância da gestão pública com participação popular?, um dos principais norteadores da plataforma apresentada. O fato da gestão atual ignorar as alternativas e virar as costas para as críticas e sugestões da população reforçam o quanto longe estamos de atingirmos a tão desejada democracia popular participativa. Entretanto o fortalecimento de manifestações tradicionais como a Marcha dos Sem, que vem conseguindo agregar cada vez mais movimentos sociais, coletivos, grupos da sociedade cívil e cidadãos para juntos debaterem e criarem alternativas e tracarem planos de ação mostram que apesar da tormenta a nossa luta por mudanças está cada vez mais forte.

Cidades Digitais construindo a Metrópole Solidária

Em almoço realizado no dia 03, no Mercado Público em Porto Algre, Miguel Rossetto reuniu pré-candidatos do PT que concorrerão para as prefeituras de cidades da região metropolitana. Na reunião a proposta de "Metrópole Solidária" foi apresentada por Miguel Rossetto, como uma iniciativa coletiva dos municípios da região, para combinar ações no território para enfrentar problemas comuns.

Temas como a segurança, transporte, educação, saúde pública e infância e juventude, atingem comunidades de vários municípios e poderiam ser tratados conjuntamente, e de maneira mais eficaz, através de ações integradas entre as prefeituras. Além destas questões, segundo a proposta de Miguel Rossetto a Metrópole Solidária pode dar conta de pautas importantes como a integração dos sistemas de transporte, incluindo a construção do metrô, meio ambiente, a habitação e o sistema viário.

A integração de ações na Metrópole Solidária é fundamental para a solução de diversos problemas sociais, que são resultantes de uma cultura capitalista que valoriza o indivíduo e o lucro em detrimento do coletivo e da solidariedade, na qual a violência e a falta de trabalho são banalizadas como naturais da sociedade globalizada, e que os governos convivem de maneira apática, como é o caso do Governo do Prefeito José Fogaça e da Governadora Yeda Crucius.

Para viabilizar a construção de uma ação conjunta entre os municípios é necessária a existência de um sistema de informação capaz de articular secretarias, departamentos e instituições dos diversos municípios, bem como com os órgãos estaduais e federais. A adoção de softwares livres e padrões abertos facilita a interconexão e a interoperabilidade entre os diversos atores envolvidos no processo, por isso se constitui na opção tecnológica mais adequada para este tipo de iniciativa.

Além disso, se faz necessário criar um conselho da metrópole solidária onde cada cidade tenha seu conselho de orçamento participativo, e que estes tenham dispositivos onde os delegados de uma cidade possam ter a oportunidade de conhecer a realidade, projetos e necessidades de outra ciadade. Dessa forma é possível que os delegados compreendam as demandas globais da metrópole. Essa compreesão é possível através da conscientização dos delegados.

Normalmente a inclusão digital é sinônimo de doação de computadores e montagem de telecentros. No entanto a inclusão digital é mais ampla, pois além do acesso, envolve a preparação da população para participar da sociedade em rede de maneira crítica e coletiva, e não somente como indivíduos isolados, consumindo produtos e informações. Mas quando o poder público e a população estão integrados através de interfaces em uma mesma rede de comunicação, com a garantia da universalização do acesso as novas tecnologias e a internet em banda larga, acompanhados de uma intensa oferta e utilização de serviços públicos on-line, podemos dizer que temos uma Cidade Digital. Cidade Digital é um termo recente, mas que cada vez mais se insere na agenda política local, regional, nacional e internacional.

São dimensões da Cidade Digital:

1 - acesso universal;
2 - apropriação tecnológica pela comunidade;
3 - interconexão de redes com padrões abertos;
4 - alta disponibilidade de informações;
5 - ampla oferta de serviços de governo eletrônico;

O objetivo é utilizar as tecnologias da informação para:

1 - promover a emancipação, em especial da população de baixa renda;
2 - gerar trabalho e renda através da economia solidária;
3 - articular as redes sociais de colaboração;
4 - tornar os governos mais eficientes e mais próximos da população;
5 - proporcionar um ambiente propício para os negócios;

São fundamentais para promoção da cidadania digital:

1 - valorização da cultura local;
2 - valorização da diversidade étnica e de orientação sexual;
3 - valorização do espaço da mulher no processo tecnológico;
4 - utilização e desenvolvimento de softwares livres e padrões abertos;
5 - gestão compartilhada e participação popular;

Para implementar um projeto de Cidade Digital é necessária a definição de uma política pública, que envolve:

1 - institucionalização de um canal de diálogo direto com a população para coletivamente sociedade civil e governo definirem um conceito o modelo de negócios da Cidade Digital que será adotado. O conceito de cidade digital não pode ser apenas de oferecer conectividade ou apenas acesso a internet. Para o modelo de negócios da cidade digital que construirá a metrópole solidária o lucro exagerado e a qualquer preço onde vale qualquer artíficio é algo a ser superado.

2 - Elaborar um projeto de Infra-estrutura baseada numa estrutura de rede sem fio onde deverá ser usado a tecnologia wimax e wireless, mas que pode ser usado tambem uma rede mista, por rádio e cabos de fibra-ótica. Essa infra-estrutura de conectividade tem que oferecer internet banda larga para escolas, instituições públicas, empresas, organizações da sociedade civil e a população em geral;

3 - Para oferecer interfaces entre poder público e cidadãos é necessário sistemas de informações. Para isso, é preciso criar na cidade pólos ou fábricas de desenvolvimento de softwares, que atendam as demandas das instituições públicas, das empresas, das comunidades e das cidadãs e cidadãos. Essas interfaces facilitam o fluxo de informações entre estado e sociedade civil, e com isso, constrói o bom funcionamento da administração pública. É isso que que determina a eficiência e transparência da administração no gerenciamento dos serviços oferecidos à população, financiados com o dinheiro público de impostos. Sem um sistema público de informações não é possível administrar, e isto aumenta os índices de corrupção terminando na falta de controle público sobre os bens públicos. Além disso a relação entre integrantes da sociedade civil para obter acesso a informação e ao conhecimento, gerados em outras comunidades. Com isso, a autodeterminação de comunidades é facilitada, pois o uso destas tecnologias facilita a formação de redes virtuais de comunidades de interesse comum.

4 - Através de uma Rede de Formação e Capacitação construir estruturas de suporte para a formação continuada para os cidadãos nas tecnologias livres. A Rede deve oferecer estrutura operacional para viabilizar, de maneira coordenada, iniciativas que podem se valer das modalidades educacionais abaixo, compondo conteúdos gerais ou específicos:

a - Cursos e oficinas a distância.
b - Encontros presenciais: oficinas, articulação de redes, ações e formações específicas.
c - Comunidades de prática virtuais.
d - Material didático: para RH do telecentro, unidades ou centros de atendimento da iniciativa oferecer oficinas à comunidade.

5 - Estimular a produção de conteúdos através das tecnologias livres criando assim um rede de comunicação cidadã.

estabelecimento de um marco legal; observância do pacto federativo; fortalecimento das entidades e ações da sociedade civil; definição de programas e projetos de governo para a área;

*

A internet é o principal elemento da inclusão digital, e cidade digital é o principal fator para o desenvolvimento do software livre, assim como o software livre é o principal instrumento para o desenvolvimento da Internet. Neste sentido, a internet e sua interatividade são hoje também elementos centrais nas drásticas alterações em curso no mundo do trabalho, como o gerenciamento de informações, o fluxo virtual dos capitais e a enorme aumento da produção. Por outro lado, esta nova realidade também está contribuindo de forma significativa para o surgimento de novos atores sociais, e para a construção de novos espaços institucionais.

A promoção dessas iniciativas e projetos parte dos mais diversos atores, tais como: empreendimentos autogestionários, sindicatos, igrejas, organizações não-governamentais (ONGs), universidades, governos estaduais, governos municipais dentre outros. É visível a importância da internet como meio de disseminação de mídias e conteúdos digitais. A internet vem a cada dia influenciando as relações no mundo trabalho e as comunicações interpessoais. Ela é hoje um dos principais meios de acesso ao conhecimento e a informação, favorecendo um novo processo, onde são socializadas todas as criações que nela estão disponíveis de forma imaterial. Diante disso é preciso lutar para transformar as cidades digitais, e o uso do software livre, em políticas públicas, porque este investimento proporciona vantagens sociais superiores às vantagens individuais.

A inclusão digital através das cidades digitais deve ser desenvolvida de forma integrada com os diversos setores da sociedade: governo, comunidades, movimentos, educação, e empresas.

Qualquer projeto de cidade digital deve considerar que o software livre e a internet demonstram grande capacidade de articulação em rede como eixo estratégico. O uso de tecnologias livres na internet tem potencializado diversas redes colaborativas de informação e conhecimentos em nossa sociedade. O objetivo central é viabilizar o uso e a apropriação das novas tecnologias livres pela sociedade, propiciando o atendimento das necessidades das comunidades, a formulação de políticas públicas, a disseminação de conhecimentos, a difusão da cultura local e regional, e o fortalecimento das capacidades das pessoas e das redes comunitárias.

Diante disso é que os governos com visão de desenvolvimento investem recursos públicos na construção de portais onde disponibilizam serviços on-line para facilitar o acesso. O problema é que esse investimento tem ocorrido apenas de uma lado, na medida em que investe-se apenas na disponibilização de tais serviços e não no acesso. E por isso, é necessário que os projetos da inclusão digital devem ser ampliados para o conceito de cidade digital. É importante frisar que essa cultura da liberdade é antagônica à do capitalismo, o qual se sustenta na exploração do homem pelo homem, onde o dinheiro é a única forma de recompensa e satisfação. Em face disto, para aqueles que acreditam numa sociedade mais justa e igualitária, cada vez mais é importante o investimento nas tecnologias livres.

Lista de discussão: http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/fmpb

Agenda

ENCAMINHAMENTOS (pontos de partida)

FISL:

- Fazer debates no âmbito do fisl e estar na programação

- Articular oficinas nos pontos de cultura como parte da programação

ESTRUTURA:

- Os shows devem ser em espaços que tenham referencia para a juventude (Largo Zumbi dos Palmares, Cais do Porto, UFGRS ou Bar Ocidente)

- O espaço deve permitir o comércio de bebidas e deve permitir dançar;

PROJETO:

- Usar o wiki para construir o projeto (aqui!!)

- Verificar editais de passagens

Pessoas que irão escrevê-lo:

Everton Rodrigues - mpb

Ana Paula - gt-cultura

Deivi - mpb

Ramirez - mpb

Marcelo inacio

Ricardo - gt-cultura

Pc - rede mocambos

felipe - gt-cultura

Marcelo Cougo = Colorado e amigo dos caras

Gustavo Anitelli - Teatro Mágico

Richard Serraria - MPB e Vila Brasil

Projeto

Apresentação

O Festival Música para Baixar - FMPB acontecerá concomitante com o Fórum Internacional Software Livre, que está na sua 10ª edição, em Porto Alegre, conectando diversas áreas relacionadas como: cinema, vídeo, música, arte tecnologia e comunicação colaborativa e espalhar suas propostas para o ambito da cidade, levando suas propostas para o maior numero de pessoas, estrapolando os limites do FISL.

O FMPB nasce da necessidade de envolver economicamente mais grupos culturais desse país, não com a lógica do mercado excludente, mas com uma nova relação capital e trabalho apontando para os conceitos e práticas da economia solidária. Atualmente há uma grande demanda de diferentes agentes culturais no sentido da geração de renda à partir daquilo que criam. Necessidade, também, de rever a prática do jabá nos veiculos de comunicacao, que corrompe e impede as manifestacoes culturais em nosso pais.

Outro ponto de debate sera a questao dos direitos autorais, as entidades representativas dos diversos agentes culturais e sua relacao com as novas tecnologias.

O FMPB tem como objetivo debater e questionar o projeto de controle da internet (já aprovado no senado federal e em debate na Camara Federal), perspectiva entendida enquanto reflexão à criação de ferramentas visando a democratização do acesso à comunicação, elemento indispensável à diversidade cultural.

O FMPB entende que não basta apenas fazer shows mas sim promover um debate que permita que os agentes desse processo, de uma forma mais ampla pois é participativa, sejam artífices de um movimento para mudar a persepcao da realidade da indústria cultural.

Artistas e pessoas que atuam no âmbito cultural não são integrantes de uma classe superior, mas trabalhadores e trabalhadoras que possuem os mesmos direitos dos demais. A arte nao deve ser tratada como se fosse semente transgenica, passível de sere propriedade de alguns.

O FMPB pretende debater a economia da cultura em sua complexidade, desde a distribuição dos produtos, o preço justo, a produção cultural, o consumo consciente, o espaço das mulheres na cultura, o software livre, a cultura livre, as redes sociais, a gestão da internet, a democratização da comunicação, o direito autoral e seus mecanismos de controle por entidades que se colocam como representativas dos artistas.

Por isso é um movimento que visa trabalhar os espacos possiveis decorrentes da promocao de eventos em espaços públicos e privados, âmbito universitário, pontos de cultura com presença dos artistas e agentes que estarão envolvidos com a execução dos shows, além de oficinas e rodas de criação coletivas. A ideia é de que isso tudo culmine em discussões pelo país acerca da cultura livre em que tudo poderá se acessado e disponibilizado na internet de forma colaborativa. Ao mesmo tempo criando mecanismos de geração de renda balizados pelos princípios da economia solidária.

Essa proposta vem sendo articulada por diferentes atores de áreas distintas da cena cultural brasileira como músicos, VJs, ativistas do software livre, produtores culturais, acadêmicos, agentes públicos. movimentos sociais, etc. O FMPB entende que cultura hoje é esse amalgama humano composto por diferentes segmentos aglutinados numa rede colaborativa e propositiva de parâmetros mais igualitários de distribuição de renda.

Em 2008, o fisl9.0 contou com 7.417 participantes, 20 países, 402 palestrantes,58 empresas expositoras, sendo que mais de 19 mil pessoas acompanharam o evento pela internet, através da TV Software Livre.

O FISL é um espaço de referência, consolidado por sua sistemática ampliação de participantes e mídia. Sendo assim, o fisl, à medida que é marca conhecida tanto de militantes do software livre como também da cultura livre, torna-se o momento adequado para lançamento desse projeto já que o evento historicamente integra um público eclético e raro de se ver junto como músicos, produtores culturais, programadores, advogados, sociólogos, estudantes, artistas digitais, dentre outros. Em suma: o público reflete a proposta inovadora apresentada, a saber, através do FMPB discutir os fundamentos e a economia da cultura contemporânea. Economia essa tão impactada já que a internet é o meio de comunicação mais importante já criado pela humanidade de forma coletiva e colaborativa.

Objetivo Geral

Constituir um espaço presencial de diálogo, reflexo de ações que vem sendo desenvolvidas de forma processual e organizada pelos agentes acima citados. Criação de eventos e exposição, divulgação e criação compartilhada de diferentes elementos de arte brasileira, além de relacionar, a cultura livre e compartilhada com o software livre, discutindo o controle da internet, a defesa da democratização da comunicação, o papel das gravadoras e editoras públicas.

Objetivo Específicos –

* Realizacao de um show com os seguintes artistas envolvidos no bebate do FMPB: Teatro Magico, Gogh, Coyote Guará, Richard Serraria e demais artistas locais e convidados, em espaco público e/ou gratuito.

*Promocao de espaco de criação coletiva e aberta, como oficina, e posterior divulgação pelos canais livres da internet.

* Discutir o controle e repasse do direito autoral no Brasil; envolvendo artistas, gravadoras, rádios comerciais e comunitárias, sociedades arrecadadoras e fiscalizadoras;

* Refletir sobre novas formas de comercialização e distribuição de conteúdo cultural na internet; e também sobre os impactos da rede mundial de computadores na cadeia produtiva da cultura;

* Conscientizar os artistas sobre a complexidade do seu papel na atualidade, enxergando que ação cultural é diferente de ação eventual.

* Promover a possibilidade de cada artista participante do movimento seja um militante do mesmo.

* Especificar projetos para desenvolver ferramentas na internet que possibilitem um maior intercâmbio de informações, contatos, empreendimentos de marketing digital, agendas, ações dos agentes culturais e trocas solidárias advindas dessas dinâmicas;

* Promover debates que compreendam a relação entre o meio de produção de cultura e outros modelos produtivos, como por exemplo na questão das sementes transgênicas patenteadas pela Monsanto; estabelecendo analogias procurando entender melhor tais processos extremamente dinâmicos e carentes de reflexões mais aprofundadas por hora. Em suma, pensando acerca do software proprietário e sobre a propriedade intelectual na cultura, dentre outras coisas.

Atividades

Shows

Oficinas nos Pontos de Cultura Articular a ida dos artistas e conferencistas envolvidos no FMPB a alguns pontos de cultura (Quilombo do Sopapo, Odomodê, etc)

Debates no Local do Fisl 1-Mesas Redonda sobre Rádios Comunitárias e distribuição de conteúdos culturais alternativos (discutir eventual reprodução da grande mídia, ou seja rádio comunitária agindo como rádio comercial 2-Mesa Redonda sobre Direito Autoral, ECAD e Creative Commons Mesa redonda com CTS/FGV + SAmadeu + MBranco + eventualmente ABRANET etc etc sobre 1. novo projeto de lei de dir. autoral e, principalmente, 2. PL de cibercrime e nova regulação civil dos provedores de internet. 3-Mesa para discussão de um portal de produtores com dados públicos e livres (rede de agentes culturais nacionais) composto por produtores, músicos, radialistas, pessoal universitário (Departamentos de Difusão Cultural, Pr´Reitorias de Extensão, DAs e DCEs), etc

Roda de cultura criativa Criação coletiva envolvendo artistas do FMPB Fazendo Música Para Baixar

Fazer na hora: quem sabe faz online!

Tudo transmitido via streaming: processo de criação online e disponibilização dos conteúdos em Mp3 ap fim da roda de criação

Necessidades: orçar os custos dos itens citados acima.

Cronograma de realizacoes

Marco: formatacao e aprovacao do projeto

Marco/Abril: producao dos eventos, contatos e divulgacao.

Maio: Producao dos eventos, contatos e divulgacao.

Junho: Producao, divulgacao e realizacao dos eventos.

Julho: Divulgacao dos resultados e liberacao dos conteudos.

O texto desta página está sob a GNU Free Documentation License (http://www.gnu.org/licenses/licenses.pt-br.html#FDL)

Sustentabilidade e envolvimento econômico: TIC's, software livre e economia solidária - uma construção em rede

Sustentabilidade e envolvimento econômico: TIC's, software livre e economia solidária - uma construção em rede

Área temática: 4 - Tecnologia e Sustentabilidade

Analine Specht – Abesol - analine.ana@gmail.com

Everton Rodrigues – Abesol - everton@softwarelivre.org

Lucio Uberdan – Abesol - luciouberdan@gmail.com

Resumo

Pensamentos e reflexões sobre as novas relações no mundo do trabalho protagonizadas por dois recentes movimentos: a economia solidária e o software livre. O elemento central da análise diz respeito à relação entre os princípios destas temáticas que, juntas, complementam-se em uma rede para a superação do capitalismo, e o potencial aumento do envolvimento econômico dos(as) trabalhadores(as) através da utilização das tecnologias de informação e comunicação livres e do trabalho em rede.

O debate gira em torno da nossa sociedade contemporânea que, baseada nos conceitos da economia capitalista, utiliza de forma privada, concentrando riqueza com extrema velocidade, todos os conhecimentos disponíveis, frutos do trabalho dos(as) trabalhadores(as). O resultado é uma sociedade consumista com milhões de pessoas sem trabalho, um aumento gradativo da violência e uma acelaração da degradação ambiental, cenário que muitos ainda defendem como de desenvolvimento. Palavras-chave: Economia Solidária, Software, Cooperação, Tecnologias

1. Introdução

Esse artigo tem o objetivo de apresentar a economia solidária (ecosol) e o software livre a partir de seus inúmeros elementos possíveis de superação do modo de produção capitalista e de (trans)formar consciências na perspectiva da construção de uma sociedade socialista e democrática. Entendemos que esse processo perpassa pela ruptura com os paradigmas culturais dominantes de nossa sociedade, baseados na competição, alta produtividade, consumismo e pela afirmação dos princípios de cooperação, autonomia e equidade, tendo como centralidade o ser humano e não o capital.

Nesse sentido, os elementos fundantes da ecosol e do software livre apresentam os instrumentos capazes de construir novos paradigmas e um outro modelo de sociedade com base em suas práxis, respectivamente, o trabalho coletivo e autogestionário, e a liberdade de criação e de conhecimento coletivo.

A difusão livre do conhecimento está a cada dia ganhando terreno. A influência do modelo do software livre já contempla diferentes setores da sociedade. Diversos projetos governamentais trabalham profundamente o compartilhamento de conhecimentos e adotam diretrizes contrárias aos princípios da propriedade intelectual do modelo comercial rentista. Esse compartilhamento é a base da produção, inovação e derivações de novas obras. As tecnologias de informação e comunicação já disponíveis propiciam instrumentos inovadores para a livre troca de conhecimentos em tempo real e em diferentes partes do planeta.

O Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento é um programa do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) que trabalha em parceria com inúmeras universidades brasileiras. Com sede em Brasília, a missão do programa é oferecer cursos livres a distância a qualquer cidadão brasileiro que possua um endereço de correio eletrônico contendo “.br”. De acordo com dados da página do projeto, atualmente existem 20.155 usuários cadastrados e 3.291 vagas ocupadas em cursos. Ao total, 71.922 vagas já foram concluídas em cursos. (CDTC)

O projeto utiliza e difunde somente o software livre e todos os cursos oferecidos estão lincenciados pela Licença de Documentação Livre GNU (GNU LDL), que “faz com que um manual, livro-texto, ou outro documento funcional e útil seja livre, garantindo a todos a liberdade efetiva de copiá-lo e redistribui-lo, com ou sem modificações, tanto comercialmente como não comercialmente.” (ROMAN, Norton Trevisan)

Outro exemplo é o Casa Brasil, projeto do governo federal que atualmente conta com 73 unidades instaladas no país. O projeto possui uma estrutura modular e conta com um telecentro, uma biblioteca, uma sala multimídia, uma oficina de rádio, um auditório, uma sala de leitura, e ainda em algumas unidades, uma oficina de metareciclagem ou oficina de divulgação de ciências.

O projeto também trabalha os conceitos do software livre em todas as formações presenciais e a distância. O Casa Brasil não desenvolve ou executa apenas oficinas a distância, mas também presenciais.

Todos os conteúdos do projeto Casa Brasil estão sob a licença Creative Commons (criatividade comum), Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil. (COMMONS, Creative)

No meio acadêmico, um dos reflexos dessa mudança é o movimento pela disponibilização gratuita e sem quaisquer restrições da produção científica na Internet, conhecido como Open Access (Acesso Aberto). Livros, músicas, softwares, filmes e imagens se disseminam rapidamente pela rede. Uma vez disponível na Internet, o proprietário da obra não tem mais como evitar sua disseminação. Em uma dinâmica de redes, qualquer restrição de acesso é vista como uma anomalia que deve ser “contornada”. (ALBERTO S. MACHADO, Jorge)

2. Novos paradigmas nas relações sócio-culturais, econômicas e políticas

As novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's), vêm de forma crescente cumprindo um papel estratégico na tensão entre capital x trabalho. A contribuição das TIC's na contemporaneidade vem acarretando inúmeras alterações nesta relação. Ainda assim, para além das aparências verdadeiras e pontuais que instrumentalizam o discurso de um novo cenário de possibilidades econômicas a partir das novas tecnologias, podemos afirmar que as contradições permanecem.

A essência das alterações do sistema são estruturais e drásticas e, de maneira simplificada, podemos elencar da seguinte forma: 1) cenário propício para a ampliação das taxas de lucro com o aumento do trabalho morto e a produtividade hora/trabalho da(o) trabalhador(a); 2) abrangência geográfica do capital com a globalização de produtos, símbolos e forma de produção “sem fronteiras” das grandes corporações; 3) capacidade histórica única das empresas para a reconversão de produção, constituição de novos produtos e construção de novas matrizes de produção; 4) aumento desenfreado do consumo; 5) a conflituosa financeirização; 6) ampliação do desemprego e do trabalho informal e 7) índices alarmantes de destruição ambiental.

O software livre complementa-se com a economia solidária não apenas porque se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software, mas também porque a gestão na tomada das decisões é semelhante. (PSL-Brasil)

Todas as decisões do Debian, organização constituída exclusivamente por voluntários dedicada ao desenvolvimento de software livre e a promoção dos ideais da comunidade de software livre, são resultado de um sistema de votação onde cada membro tem o mesmo poder de participação e todos, de forma coletiva, podem rever decisões individuais ou do grupo (DEBIAN), da mesma maneira como ocorre na gestão dos empreendimentos de economia solidária.

A partir do software livre e da internet surge a metareciclagem que também configura-se como uma rede com a proposta de apropriação tecnológica. Essa apropriação de tecnologias novas ou consideradas ultrapassadas pelo mercado deve acontecer para a transformação social. Muitas vezes o descarte de equipamentos deve-se ao desejo de obter versões de ultima geração, mesmo que estas não sejam necessárias ao tipo de tarefa a ser desenvolvida por um determinado indivíduo, mas porque o consumismo constrói essa necessidade irreal. Então, a metareciclagem permite resignificar o "velho" ou reutilizar equipamentos porque é o software livre que adapta-se aos equipamentos, não o contrário.

Por isso, além de relacionar a economia solidária com o software livre para o desenvolvimento no sentido mais amplo da palavra, notamos que outras relações de trabalho já praticadas entre as duas inicitivas diferenciam-se e complementam-se na prática e na teoria. Esses dois conceitos de práticas, que contribuem para um maior envolvimento dos indivíduos , foram iniciados e são ampliados através da colaboração de milhares de pessoas em todo o mundo.

É nessa perspectiva que o trabalho mantém-se e torna-se mais importante na construção desse novo mundo e, ao mesmo tempo e inversamente proporcional, o trabalhador torna-se uma peça de fácil substituição pela falta de amparo legal e pela flexibilização das leis trabalhistas promovidas pela globalização.

Em 1865, Karl Marx verificou a situação na inglaterra e escreveu a obra Salário, Preço e Lucro, em que constata: “A força de trabalho de um homem consiste, pura e simplesmente, na sua individualidade viva. Para poder crescer e manter-se, um homem precisa consumir uma determinada quantidade de meios de subsistência, o homem como a máquina, se gasta e tem que ser substituído por outro homem. Além da soma de artigos de primeira necessidade exigidos para o seu próprio sustento, ele precisa de outra quantidade dos mesmos artigos para criar determinado número de filhos, que hão de substituí-lo no mercado de trabalho e perpetuar a raça dos trabalhadores. Ademais, tem que gastar outra soma de valores no desenvolvimento de sua força de trabalho e na aquisição de uma certa habilidade. Para o nosso objetivo bastar-nos-á considerar o trabalho médio, cujos gastos de educação e aperfeiçoamento são grandezas insignificantes. Devo, sem embargo, aproveitar a ocasião para constatar que, assim como diferem os custos de produção de força de trabalho de diferente qualidade, assim têm que diferir, também, os valores das forças de trabalho aplicadas nas diferentes indústrias. Por conseqüência, o grito pela igualdade de salários assenta num erro, é um desejo oco, que jamais se realizará.” (MARX, Karl - 1865)

Esse princípio marxista mais uma vez é reforçado com a reestruturação do capitalismo através das tecnologias da informação e comunicação na teoria do “exército de reserva do trabalho”, o que antes era o que Marx chamou de “excedente relativo”, e consistia na substituição dos trabalhadores pelas máquinas com o objetivo de gerar mais lucro. Com as atuais transformações, temos mais uma vez além da substituição dos trabalhadores pelas máquinas, a troca de um trabalhador por outro, caso o que ocupa o posto de trabalho não produza o exigido pelo empregador. No entanto, no atual contexto, a velocidade com que esse processo ocorre é ainda maior.

Outro fator importante a ser considerado é a flexibilização das leis do trabalho que facilitam a rotatividade de trabalhadores nos postos disponíveis, além de exigirem que estes desempenhem mais de uma função em seus empregos. Dessa maneira, o trabalhador ideal é aquele que exerce o maior número de funções com o menor salário.

“Valorizar o trabalho, valorizar o mundo do trabalho, valorizar os trabalhadores – são os grandes ideais humanistas do nosso século. A desumanização do trabalho é a desumanização do homem, da sua capacidade criativa, imaginativa, humanizadora do mundo. Um mundo à imagem e semelhança dos nossos melhores sonhos só poderá ser construído pelo trabalho livre, desalienado, escolhido pelos homens” (SADER, Emir). No qual exista liberdade de homens e mulheres gozarem de tempo livre para estudarem, dedicarem-se às artes, à política, ao descanso, e ao entretenimento etc.).

A partir das décadas de 1960 e 1970, com o surgimento das tecnologias da informação e comunicação, a sociedade começou a se redesenhar. Países onde os setores industriais não investiram nestas tecnologias ampliaram o índice de desemprego, enquanto que os países que investiram nas TIC's empregaram mais.

“A inovação tecnológica e a transformação organizacional com enfoque na flexibilidade e na adaptabilidade foram absolutamente cruciais para garantir a velocidade e eficiência da reestruturação. Pode-se afirmar que, sem a nova tecnologia da informação, o capitalismo global teria sido uma realidade muito limitada: o gerenciamento flexível teria sido limitado à redução de pessoal, e a nova rodada de gastos, tanto em bens de capital quanto em novos produtos para o consumidor, não teria sido suficiente para compensar a redução de gastos públicos. Portanto, o informacionalismo está ligado à expansão e ao rejuvenescimento do capitalismo, como o industrialismo estava ligado a sua constituição como modo de produção” (CASTELLS, Manuel - 2007).

“[...] dados mostram para o período 1983-1998 que, em termos de criação de emprego (emprego por população em idade de trabalhar), houve uma expressiva diferença entre EUA e Europa. No caso americano, a taxa média de criação de emprego/população ativa atingiu quase 0,9% ao ano, enquanto o mesmo indicador para a União Européia foi de 0,16% negativos”. (MATTOS, Fernando Augusto) É importante frisar que as TIC's surgiram nos EUA e por isso, o país beneficou-se com maior velocidade. Portanto, as tecnologias da informação geram mais trabalho remunerado e informal. Por isso, é preciso expressar que as condições de trabalho são instáveis e flexíveis. Essa flexibilidade impõem aos trabalhadores(as) uma circulação por vários tipos de trabalho, o que nos mostra que, constantemente, os assalariados estão ora com trabalho ora sem trabalho.

“Estudo do Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc), sugere que a globalização está levando a um aumento do setor informal, ou seja, o "Relatório sobre a Situação Social do Mundo" revela que empregadores e governos estão tornando o mercado de trabalho mais flexível com o objetivo de aumentar a competitividade.(GRAYLEY, Mônica Valéria)”

“A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em rede. [...] As mudanças sociais são tão drásticas quanto os processos de transformação tecnológica e econômica”. (CASTELLS, Manuel)

A questão que devemos observar é: estar em rede para que? A rede que Manuel Castells analisa é promovida pela revolução da tecnologia da informação, sendo a Internet o maior exemplo. Todavia, essa rede tem promovido apenas a economia capitalista. Outro aspecto importante é que esse benefício contempla uma pequena parte da população. Na esfera global contempla os países ricos, e nas esferas nacionais beneficia regiões mais desenvolvidas. Essa promoção da economia capitalista é resultado da falta de apropriação das TIC's por parte dos desenvolvedores da economia solidária.

O Fórum Social Mundial (FSM) é atualmente o maior exemplo de movimento construído também através da Internet desde as manifestações de 1994, quando o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) ocupou Chiapas e o mundo conheceu o movimento através das denúncias sobre os acordos do Nafta (México, Canadá e EUA) que foram feitas pela rede. O FSM como resistência à globalização a serviço do capital, possibilitou que nesse espaço surgissem fóruns de articulação de economia solidária no Brasil.

Hoje existe no país uma articulação que está no interior dos movimentos de economia solidária e software livre que propõe a inter-relação dessas duas iniciativas e através da qual pretende-se promover a construção de um envolvimento econômico com preservação ambiental através da democratização do conhecimento, de modo que todas as pessoas sejam capazes de reproduzir sua própria vida e história de forma digna e emancipada.

2.1 O trabalho e a sociedade capitalista

A formação de monopólios e oligopólios de grupos econômicos internacionais contam com forte apoio dos governos regionais. As empresas procuram instalar-se em locais onde conseguem generosos benefícios fiscais e apoio estrutural, mas pouco beneficiam as comunidades onde se instalam, e assim que percebem uma possibilidade de prejuízo, rapidamente abandonam o local sem qualquer preocupação social.

“[...]As prefeituras ofereceram benefícios como isenção de impostos e de taxas municipais, doação de terrenos, realização de obras de terraplanagem e de águas pluviais e criação de distritos industriais[...]. (RICCI, Fabio-2007)”

O estudo foi feito nas cidades de Jacareí e Taubaté, e concluiu que “[...] a instalação de unidades industriais na região foi efetivida com o apoio dos poderes municipais. No início do processo destacou-se Jacareí, cuja administração municipal era ocupada por pessoas ligadas aos setores urbanos, tendo como principais fatores de atração a proximidade dos principais mercados consumidores, a disponibilidade de mão-de-obra e as facilidades de transporte [...]”. Essas facilidades são históricas, e ocorrem desde o início do século. No entanto, o perfil das empresas muda, ou seja, o que antes eram empresas pioneiras da indústria local, hoje são “[...] a política de atração de investimentos prioriza o capital industrial transnacional [...].” (RICCI , Fabio/2007)

“Precisamos caminhar para uma sociedade onde o trabalho seja instrumento de emancipação, onde o conhecimento seja instrumento de desalienação e onde os homens vivam através do trabalho que realizam de forma solidária e cooperativa e não mais para serem explorados, ofendidos, humilhados e oprimidos.” (SADER, Emir) Pelas teorias marxistas, o trabalho é condição de existência da condição humana e das sociedades humanas. Independente da sociedade em questão, é pelo trabalho que se interfere no meio em que se vive e interage-se de forma emancipada enquanto espécie consigo mesmo e em relação às demais. Pelo trabalho, cria-se e satisfaz-se as necessidades, sejam estas materiais ou simbólicas, e ao criá-las e satisfazê-las transforma-se o mundo em que se vive, nós mesmos e a visão sobre o(a) “outro(a)”. Ao transformar o mundo que habitam, mulheres e homens transformam a si mesmos em novos(as) homens e mulheres.

O trabalho, produto humano, é então ao mesmo tempo o produtor da condição humana, das relações e das sociedades humanas. Mas perguntamos: em que homens e mulheres estamos nos transformando quando o trabalho é desumanizado e executado em prol da face atual do capital, o capitalismo neoliberal?

Na sociedade contemporânea, prossegue atual a histórica tensão capital x trabalho da sociedade capitalista. Nesta, o trabalho, ação potencializadora da condição humana, prossegue aceleradamente diminuindo enquanto quantidade e qualidade humanizadora. O número de trabalhadores no cenário da fábrica diminuiu, a globalização espalhou os trabalhadores por um sem número de lugares, ao lado do trabalhador(a) formal, não temos mais outro trabalhador(a), mas sim uma máquina (trabalho morto).

Nosso enxuto trabalhador(a) formal, está a cada dia mais especializado e sem companheiros de trabalho. Sua vida social é desqualificada, pois não consegue mais financeiramente mantê-la e igualmente pelo fato desta estar potencializada na condição primeira: O trabalho na sociedade capitalista aprofunda cada vez mais sua condição alienante, angustiante e exploradora. Sendo assim, a sociabilidade constituída tende a repetir a mesma condição: trabalho alienado, sociabilidades alienantes.

A exploração da mais-valia do trabalhador (que vende sua força física e conhecimento) como elemento de acumulação de capital pelo capitalista que detém o meio de produção (e acúmulo científico) prossegue. Com o crescente da tecnologia, o(a) trabalhador(a) informal cresce, parecendo encenar atualmente partes do romance A Mãe, do russo Máximo Gorki: trabalhadores(as) com longas jornadas de trabalho; recursos financeiros insuficientes para reprodução das necessidades mínimas materiais; nenhuma segurança financeira e de trabalho e uma vida social e familiar (sociabilidade) em constante crise.

Milhões de trabalhadores(as) são excluídos de seus empregos, ampliando cada vez mais o trabalho precário, sem garantias de direitos. Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que: “O trabalho informal atinge 58,1% dos ocupados no Brasil - ou 38,1 milhões de pessoas. A partir de dados do Censo Demográfico de 2000, que abrange 556 microrregiões do país, o Instituto de Economia da UFRJ fez um retrato do trabalho informal no Brasil” (FERNANDES, Fátima) Isso significa que as(os) trabalhadoras(es) estão sobrevivendo sob outras formas de organização do trabalho que não a relação tradicional da carteira assinada, fato esse que aumenta as taxas de lucro dos capitalistas.

2.2 Consumo consciente e responsável

A viabilização de um empreendimento da economia solidária dá-se em última instância se há ou não consumo de seus produtos. Na teoria do valor de Marx, podemos compreender que o capitalismo desenvolve um valor de uso e outro valor para a troca. O valor de uso é subjetivo para cada indivíduo. Já o valor de troca tem um valor subjetivo, mas soma-se o tempo de trabalho na produção. Ou seja, o mesmo produto tem valores diferentes se produzido para o consumo próprio ou para o consumo de terceiros. Para o capital, o “Valor de Uso” representa a utilidade que o bem proporciona à pessoa que o possui e o “Valor de Troca” exige um valor de uso, mas não depende dele.

Nesse sentido, é importante salientar que o consumo está ao alcance de cada pessoa. Todos os cidadãos consomem produtos, e em sua maioria sem nenhuma preocupação se no processo de produção houve ou não impacto ambiental, exploração de mão-de-obra alienada, utilização de trabalho infantil ou ainda exploração de mão-de-obra escrava.

Se o indivíduo cede a um comportamento consumista sem saber a origem do produto, e sem perceber que esse desejo é construído por campanhas publicitárias, ele está na verdade contribuindo para o aumento do lucro de quem detém os meios de produção.

O software livre é uma das primeiras experiências relevantes de inversão de apoio das TIC's para o trabalho e a classe que vive do trabalho. Ainda que seja possível a sua apropriação parcial pelo capitalismo, é provável que o GNU/Linux, um dos principais produtos criados pelo trabalho coletivo na era da informação, seja o primeiro produto moderno e competitivo criado de forma não-capitalista.

Com a permissão de acesso ao código-fonte, a livre distribuição, e o direito de alterar o programa, o GNU/Linux traz em sua prática novas relações na produção das tecnologias e conhecimentos: a colaboratividade livre sem propriedade privada. Ainda que possamos explicar muito do seu sucesso pelo fato da sua imaterialidade enquanto produto, o software livre agrega hoje experiências possíveis de articulação com a economia solidária, sejam essas através do aporte tecnológico ou através da apropriação e disseminação do conhecimento livre.

São semelhantes as dificuldades de implementar o software livre e a economia solidária. Antes de mais nada, ambos são decisões políticas e necessitam e exigem militância, caso contrário, existem desistências diante das dificuldades. O que faz-se necessário é permitir-se uma mudança cultural profunda, passando de uma cultura individualista para uma coletiva. Nesse sentido a falta de participação popular também é um fator para não se proporcionar o desenvolvimento da ecosol e do software livre. Outro aspecto é que a maioria das políticas públicas beneficiam apenas empresas de economia capitalista e empresas de software proprietário, estando esses modelos em constante vantagem.

A corrupção de agentes do estado e a força dos lobbies de empresas capitalistas direcionam escolhas de produtos de forma injusta, em que, na maioria das vezes, ainda no processo de licitação, os contatos que as empresas possuem no governo possibilitem o acesso a dados sigilosos de forma privilegiada.

“Uma das mais importantes formas de corrupção é praticada durante as aquisições de produtos e serviços por parte do setor público. Abusando de seu poder discricionário, agentes públicos podem favorecer determinadas empresas, que aproveitam as vantagens obtidas para realizar lucros extraordinários. O resultado desse processo é uma perda significativa de eficiência no uso dos recursos públicos, em prejuízo de toda a sociedade. (CASTRO, Luciano)”

Um exemplo: todos os anos a empresa Microsoft reúne representantes de governos do mundo inteiro para uma reunião em Miami, onde a própria empresa arca com todas as depesas dos convidados, e ao final uma série de acordos são firmados. Esse ano o destaque foi para o Governo da Bahia, que contou com a participação do Governador Jacques Wagner e o resultado disso é a assinatura de uma conjunto de protocolos de cooperações técnicas entre a micrisoft e o Governo da Bahia.

No entanto, o movimento software livre reagiu e durante a realização de uma audiência pública, articulou um manifesto intitulado “Instituições se únem para desenvolver setor de tecnologia da informação,” e saíram em defesa do software livre.

2.3 Comércio justo eletrônico e solidário

A maior enciclopédia livre do mundo, a Wikipédia, define comércio eletrônico ou e-commerce, ou ainda comércio virtual como um tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento eletrônico, como por exemplo, um computador. (Wikipédia)

O comércio eletrônico deve fomentar e facilitar transações comerciais eletrônicas de produtos entre organizações e entre produtores e consumidores. Dados da wikipédia apontam que o comércio eletrônico movimentou:

Em 2005: R$ 12,5 bilhões; (+ 32% ref. 2004); Em 2004: R$ 9,9 bilhões; Em

2003, 2004, 2005 = crescimento anual médio: 35%. (Wikipédia)

Estudo da E-Consulting e da camara-e.net mostram que no Brasil as compras pela internet de CD's , DVD's, livros e outros bens de consumo, somadas à aquisição de automóveis e serviços ligados ao turismo, totalizaram R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2007. (ANFAC)

O Grupo de Trabalho (GT) Brasileiro de Comércio Justo e Solidário (CJS) define, na proposta em elaboração, que o CJS é entendido como o fluxo comercial diferenciado, baseado no cumprimento de critérios de justiça, solidariedade e transparência que resulta no fortalecimento dos empreendimentos econômicos solidários no território nacional. (SENAES)

Diante disso, a idéia de aliar o consumo solidário ao comércio eletrônico pode fomentar o aumento do consumo de produtos da economia solidária que tiverem valor agregado pelos conceitos do consumo consciente e responsável. Esse é um dos grandes desafios da ecosol: apropriar-se das TIC's para tornar seus produtos competitivos no mercado capitalista.

Entre os principais entraves que dificultam o desenvolvimento do setor, estão: a inexistêcnia de um projeto de capacitação de apropriação tecnológica direcionado para o setor da economia solidária, em que os empreendimentos possam conhecer o potencial das TIC's; a falta de infra-estrutura de comércio eletrônico e gestão financeira, bem como de sitemas voltados para emprendimentos de economia solidária que tenham mecanismos de instalação simplificados e a impossibilidade dos empreendimentos participarem de licitações públicas, uma vez que seu marco jurídico é tido como inadequado.

3. Economia solidária e os empreendimentos econômicos solidários

Economia solidária é um conceito que define atividades econômicas desenvolvidas coletivamente por trabalhadores(as) em inúmeros ramos da produção, do serviço, do consumo (compra e trocas), da comercialização e do crédito, organizados em empreendimentos econômicos e autogestionários, ou seja:

1.Empreendimentos econômicos são grupos de pessoas que, de alguma maneira, cooperam “formalmente” com o intuito de gerar trabalho e renda para seus participantes;

2.Autogestionários porque o empreendimento econômico é administrado por seus participantes em regime de democracia direta. Na autogestão, não há a figura do proprietário e do patrão (a propriedade não é pessoal, mas sim coletiva). No empreendimento solidário todos(as) “participantes formais” envolvem-se nas decisões administrativas em igualdade de condições. A cada um(a), um voto. Toda a informação é informação para todos(as).

Tendo como base uma economia mista como a do Brasil, onde convivem a economia solidária (ex: empreendimentos solidários), a economia simples (ex: profissionais liberais individuais) e a economia capitalista (ex: propriedade privada e assalariada), isto tudo não está permeado pela economia capitalista? Percebemos que o trabalho assalariado e as empresas de economia capitalista vêm propondo e sofrendo de forma acentuada inúmeras reestruturações nas últimas duas décadas, principalmente em três frentes:

1) O avanço tecnológico na produção, o que aumenta a produção com maquinário pesado; 2) O aumento da concorrência com a globalização dos produtos e com seus respectivos fabricantes; 3) Por outro lado, a monopolização/oligopolização, que torna a concorrência impossível. Quando uma gigantesca empresa quebra as demais pequenas empresas do mesmo ramo, ocorre um processo de monopolização, e não de concorrência.

Tem-se hoje portanto, uma tendência em diminuir o trabalho vivo (humano) e aumentar o trabalho morto (máquinas) na produção de bens. Essa alteração, que vem acontecendo de forma constante, busca desesperadamente nada mais do que a produtividade para a manutenção das taxas de lucro (um desespero consciente). A tônica é manter ou aumentar a produção (igual ou maior numero de peças/hora) com menor ou igual fator de produção (trabalho vivo, matéria-prima, máquina, etc). Essa reestruturação é ainda mais acentuada na economia capitalista, mas sem dúvida, afeta a totalidade produtiva, forçando os setores populares a construírem politicamente suas alternativas.

A economia solidária é uma resposta da dinâmica social dos coletivos que encontram-se marginalizados, em contraposição à construção e reestruturação proposta à economia e ao trabalho pela essência capitalista no último período. Sentindo um aumento constante do vetor da produtividade, o desemprego transitório transforma-se em uma situação estrutural e permanente que afeta a sociedade como um todo, mais diretamente a parcela mais pobre “e sem qualificação”, e todos(as) os(as) demais trabalhadores(as) baixando salários, redirecionando políticas públicas e aumentando o trabalho informal.

Frente a necessidade de manter a reprodução da vida, milhares de trabalhadores(as) constroem coletivamente experiências de geração de trabalho e renda de forma solidária, organizando empreendimentos de economia solidária (EES), em primeira instância como alternativa momentânea e/ou complementação de renda, até o tão sonhado emprego assalariado voltar, mas logo transforma-se em permanente, visto que a volta ao emprego torna-se contraditória com a essência proposta pelo sistema que pede, a cada dia mais produtividade e competitividade.

O conceito descrito da ecosol no início do tópico, é um conceito máximo, em sua materialidade no dia-a-dia, nem sempre os empreendimentos de economia solidária refletem a máxima descrita. Na maioria das vezes, situam-se:

1. Em um nível inicial do ponto de vista da geração de renda;

2. Em um nível intermediário em relação a autogestão administrativa, fluxo da informação e geração de trabalho;

3. Em um nível avançado do ponto de vista da propriedade do “meio-produtivo” (prédio, máquinas, matéria-prima, etc), seja ele de produção, de serviço, de consumo (compra e trocas), de comercialização ou de crédito.

A Economia Solidária e o Software Livre são um processo em construção, seja ele do ponto de vista econômico, político ou cultural de forma mais ampla.

Nesse cenário devastador, os(as) trabalhadores(as) e suas históricas e geográficas lutas operam “alternativas inteligentes não-capitalistas”: a economia solidária e o software livre são resultados e experiências do trabalho em que se busca a autonomia e a emancipação de forma inteligente. A economia solidária é um conjunto de atividades econômicas desenvolvidas coletivamente por trabalhadores(as) em inúmeros ramos da produção, prestação de serviço, consumo, crédito e distribuição, com um modelo administrativo autogestionário, conceitos e práticas fundantes na emancipação, sustentabilidade e democracia radical a partir da solidariedade.

Visa-se com a economia solidária não apenas gerar renda e trabalho, mas uma experiência local exemplar para um projeto de sociedade com qualidade de vida mais ampla e sustentável. A economia solidária, movimento que recebe diferentes nomes em todo o mundo, faz parte das lutas dos(as) trabalhadores(as) contra a exploração do trabalho humano. A atual crise do trabalho assalariado revela que o capitalismo tende a acentuar a exploração e a reduzir as oportunidades de trabalho (inclusive o alienado), contribuindo também, pela sua matriz esquizofrênica, para uma degradação ambiental, social e espiritual capaz exterminar nossa espécie.

4. Modelo econômico em rede

Na década de 90 surgiram os primeiros resultados dos investimentos feitos nas TIC's no final da década de 60 e início de 70. A partir daí podemos verificar o surgimento de novas formas de relações econômicas.

TIC's é o conjunto composto pelos seguintes elementos: equipamentos, softwares e telecomunicações para transmitir, produzir e armazenar informações. A partir disso, temos o produto mais conhecido: a Internet.

É importante destacar que todos os protocolos que conectam os equipamentos e os softwares para a rede mundial de computadores funcionar não foram criados por empresas ou governos. Alguns exemplos disso são: TCP (Transmission Control Protocol) que é o núcleo da internet, o SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) usado para enviar mensagens por correios eletrônicos, e o POP3 (Post Office Protocol) usado para acessar uma caixa de correio eletrônico e guardar as mensagens em um computador local. Esses protocolos e muitos outros foram desenvolvidos pelos próprios usuários e criadores da rede. Em primeiro lugar pela academia, para em seguida ser desenvolvido também pelos cidadãos.

A Internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas. Esta afirmação nos coloca mais questões: (Este foi o lema da Campus Party Brasil 2008.) A internet é uma ferramenta de trabalhado da atualidade. De acordo com o Relatório sobre o Uso e Posse do Computador e Internet, Barreiras de Acesso, Uso do Celular e Intenção de Aquisição do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CgiBr?), o acesso à internet cresce a cada ano no Brasil. Veja o quadro.

Esse relatório mostra ainda que o uso da internet é mais freqüente, respectivamente, para os seguintes fins: comunicação, lazer e informações, serviços online, educação e movimentação financeiras. Veja o quadro abaixo:

Portanto, hoje a busca de soluções integradas para problemas comuns enfrentados pelos governos são boas práticas da administração pública que devem ser adotadas por todos, pois aumentam o alcance e a amplitude das soluções, a eficácia na utilização dos recursos públicos e a melhoria da qualidade de vida da população.

Temas complexos como meio ambiente, segurança, transportes, educação, saúde, infância e juventude, entre outros, podem ser tratados de maneira coletiva através da associação entre todas as esferas do estado para a criação de consórcios públicos, fazendo uso moderno da legislação recentemente regulamentada sobre o assunto. Um exemplo disso é o Ato n.º 66.198, de 27 de julho de 2007 do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que permite as prefeituras oferecerem acesso à Internet de forma gratuita aos cidadãos.

Para viabilizar a integração das ações entre os municípios é necessário, além da figura jurídica, a existência de sistemas de informação capazes de articular secretarias, departamentos e instituições dos diversos municípios, bem como com os órgãos estaduais e federais. Para facilitar a integração entre os diversos atores envolvidos e permitir a interoperabilidade de sistemas e a interconexão de redes, é estratégica a adoção de softwares livres e padrões abertos, o que se constitui como a opção tecnológica mais adequada para este tipo de iniciativa, uma vez que requer constantes reconfigurações de diversos atores.

O termo “Cidade Digital” é recente, mas cada vez mais se insere na agenda política local, regional, nacional e internacional. Quando o poder público e a população estão integrados através de interfaces em uma mesma rede de comunicação, com a garantia da universalização do acesso às novas tecnologias e à Internet em banda larga, acompanhados de uma intensa oferta e utilização de serviços públicos on-line, podemos dizer que temos uma Cidade Digital e que nessa idéia, esforços estão sendo investidos.

Quando o setor público investe dessa maneira, contribui de forma eficiente para o desenvolvimento de novas práticas econômicas, políticas e culturais adequadas ao envolvimento econômico de seus cidadãos.

O investimento por parte do setor público nas tecnologias da informação e comunicação cria condições para maiores possibilidades de envolvimento econômico sustentável, para além das empresas de economia capitalista, mas também para os empreendimentos de economia solidária.

Para isso, a economia solidária deve se apropriar das TIC's. Uma vez que os empreendimentos solidários estiverem disponíveis na rede através da internet, estes poderão aumentar sua capacidade de competividade com as empresas capitalistas, que no momento são as únicas que beneficiam-se com essa possibilidade.

Uma rede de empreendimentos solidários auto-gestionados pode trabalhar de forma colaborativa na produção e comercialização de um mesmo produto, sendo este material ou imaterial. Cada membro da rede pode atuar localmente para a expansão do consumo do produto, podendo comercializá-lo no próprio local de produção e na Internet.

Para o comércio de produtos materiais, cada membro atua como um nó da rede e também como um ponto de referência, onde essa associação de empreendimentos poderá estar em diversos locais: em uma cidade, em uma região ou em um país. Com isso, por exemplo, o atendimento a um pedido feito pela Internet pode ser realizado a partir do ponto de referência mais próximo, reduzindo com isso os custos de transporte. Essa gestão deve ser automatizada para facilitar o atendimento às demandas.

Para o comércio de produtos imateriais, as facilidades são ainda maiores porque o transporte é feito virtualmente. Podemos citar como exemplo o desenvolvimento do software livre, em que pela Internet cada membro da rede pode trabalhar e gerar renda na prestação de serviços de instalação, consultoria, capacitação e suporte ao software. A associação de empreendimentos coletivamente atuando no desenvolvimento pode baixar custos no desenvolvimento de ferramentas, ainda que robustas. Além disso, a rede facilita a troca de experiências na implementação fazendo com que cada membro possa trabalhar com agilidade.

Essas redes também contribuem para a identificação e inter-relação de cadeias produtivas, além de colaborar para localizar possíveis falhas, para assim fomentar a criação de novos empreendimentos que fechem as cadeias de produção.

Propostas como a Alternativa Bolivariana para a América Latina e Caribe (ALBA)“[...] se colocam como uma nova iniciativa para nosso continente num momento social histórico. Esta alternativa de integração busca reverter o significativo aumento na taxa de dependência tecnológica latino-americana e a tendência declinante (dos últimos dez anos) no gasto em ciência e tecnologia por parte dos países da região. [...]”(MACCHIAVELLO, Fiorella)

Essa alternativa constrói politicamente uma rede internacional entre governos, o que contribui para a formação de redes sociais entre países, a cultura do fomento e a troca de experiências.

Considerações finais

Precisa-se de um despertar da necessidade de superar solidariamente as mazelas sociais promovidas visivelmente pelo sistema capitalista, requalificando os trabalhadores(as) para o novo mundo do trabalho, constituindo assim, um universo mais criativo e emancipador na vida concreta de todos(as), gerando trabalho, renda, liberdade e um projeto de sociedade.

Ampliando e promovendo experiências de desenvolvimento local sustentável, empoderado tecnologicamente, onde o trabalho, humanizador, seja visto como uma dádiva e não como um fardo. Pode-se pensar o envolvimento econômico das pessoas com apoio mútuo através dos princípios do software livre e da economia solidária. Analisando essas duas iniciativas podemos observar que é possível promover um modelo de desenvolvimento local para uma sociedade mais saudável a todos(as).

Observamos que já está em prática e sendo articulado o envolvimento pleno das pessoas de uma forma justa e solidária entre as mesmas, com o meio ambiente e com as demais espécies. O desenvolvimento local e sustentável é a organização, compreensão e ação coletiva por uma, e em uma determinada “comunidade”, para o desenrolar e o desenvolver de potencialidades que resultem em crescimento econômico, social e cultural, articulado à preservação ambiental.

Ambos somente existem pelo trabalho em rede, e nas suas próprias redes se fortalecem. Se as redes de economia solidária integrarem as redes do software livre e vice-versa, uma nova rede agregadora surgirá onde a colaboração poderá superar o individualismo, já que, dessa forma, a revolução da tecnologia da informação estará também a serviço da economia solidária, do comércio justo eletrônico e solidário e do consumo consciente e responsável.

Referência Bibliográfica:

ALBERTO S. MACHADO, Jorge. Difusão do conhecimento e inovação - o Acesso Aberto a publicações científicas”. Gestão de Políticas Públicas - EACH/USP. Disponível em: http://www.uspleste.usp.br/machado/t_05/acesso_aberto_machado.pdf (acesso em 13/maio/2008)

ANFAC. Segurança na Internet. 2007. Disponível em: http://www.anfac.com.br/servlet/ServletConteudo?acao=consultarConteudo&txtCodiCont=1126 (acesso em 13/maio/2008)

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: A era da informação: economia, sociedade e cultura; Volume 1, São Paulo: Editora Paz e Terra, 10a. ed., 2007

CASTRO, Luciano. Combate à Corrupção em Licitações Públicas. Univesidad Carlos III de Madrid. 2007. Disponível em: http://e-archivo.uc3m.es:080/dspace/bitstream/10016/719/1/we070302.pdf (acesso em 13/maio/2008)

CDTC. Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, Disponível em: http://comunidade.cdtc.org.br - (acesso em 13/maio/2008)

Commons, Creative. Disponível em: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ (acesso em 13/maio/2008)

GRAYLEY, Mônica Valéria. Globalização gera mais trabalho informal. Rádio ONU em Nova York. 2007. Disponível em: http://radio.un.org/por/detail/4601.html . (acesso em 13/maio/2008)

FERNANDES, FÁTIMA. Informalidade atinge 38,1 milhões de trabalhadores no país. 2004. Disponível em: http://www.sindicatomercosul.com.br/noticia02.asp?noticia=11197 (acesso em 13/maio/2008)

MACCHIAVELLO, Fiorella. A Alternativa Bolivariana para América Latina e Caribe (ALBA) e o fomento e proteção ao desenvolvimento científico – tecnológico. 2007. Disponível em: http://www.iela.ufsc.br/?page=latino_americano_artigo&id=266 (acesso em 13/maio/2008)

MARX, Karl. SALÁRIO, PREÇO E LUCRO. Conselho Geral da Associação internacional dos Trabalhadores. Londres. 1865. Disponível em: http://www.vermelho.org.br/img/obras/salario_lucro.doc (acesso em 13/maio/2008)

MATTOS, Fernando Augusto. Decomposição da taxa de crescimento do nível de emprego dos EUA e União Européia desde o pós-guerra. Doutor em Economia pelo IE/UNICAMP. Disponível em: http://www.anpec.org.br/encontro2001/artigos/200106111.pdf (acesso em 13/maio/2008)

PSL-Brasil. Disponível em: http://www.softwarelivre.org/whatisit.php (acesso em 13/maio/2008)

RICCI, Fabio. Um Século de Benefícios Fiscais: Políticas Públicas de Atração de Investimentos e Desenvolvimento Dependente no Vale do Paraíba Paulista. G&DR • v. 3, n. 4 (número especial), p. 140-149, Taubaté, SP, nov/2007. Disponível em: http://www.rbgdr.net/extra_n01/artigo8.pdf (acesso em 13/maio/2008)

ROMAN, Norton Trevisan. Disponível em: http://www.ic.unicamp.br/~norton/fdl.html - (acesso em 13/maio/2008)

SADER, Emir. REDUÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO: Trabalhemos menos, trabalhemos todos. Disponível em: http://www.fitert.org.br/artigos/220108-red-jor.htm (acesso em 13/maio/2008)

SENAES. Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário. Disponível em: http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/prog_organizacao_sistema.asp (acesso em 13/maio/2008) Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_eletr%C3%B4nico (acesso em 13/maio/2008)

O texto desta página está sob a GNU Free Documentation License (http://www.gnu.org/licenses/licenses.pt-br.html#FDL)

COMENTÁRIOS

De HEITOR REIS

1. Andrés Biaggi comentou comigo a possibilidade de uma moeda social, que retribuisse o trabalho e produtos das pessoas, especialmente de quem nãoi tem trabalho formal, nem dinheiro tradicional para pagar pelo que precisa. Isto poderia ser feito pelo telefone celular, como uma empresa vem anunciando na mídia para atividades ,

2. O ensino doméstico, como consta na Wikipedia (homeschooling) pode ser uma forma de reduzir ou interromper a reprodução do conhecimento, voltada para perpetuar a utilização meramente capitalista do trabalhador, cidadão, contribuinte e eleitor.

3. Elaborar um manual das possibilidades da comunicação para prefeitos, vereadores, associações comunitárias, etc., poderá acelerar todo este processo.

4. As Rádios Comunitárias podem participar também desta rede e tornarem-se divulgadoras e vendedoras dos produtos da economia solidária, como defende José Guilherme Castro.

Inscrição Encontro de Conhecimentos Livres

Para fazer sua inscrição, primeiro se registre no Wiki do Projeto Software Livre Brasil.

Em seguida, preencha o formulário abaixo. Não esqueça de adicionar informações adicionais no tópico Wiki criado, e salvar o tópico. smile

Inscrição Encontro de Conhecimentos Livres
Cidade De que cidade é o Ponto de Cultura.
Estado De que estado é o Ponto de Cultura.
Nome Nome do participante.
E-mail e-mail do participante.
Jabber ID Jabber do participante.
Converse nome no converse do participante.
MSN E-mail MSN do participante.
Telefone Telefone do participante.
ponto de cultura qual o ponto de cultura participa.

Veja também:

-- FelipeSantosDaSilva - 04 Sep 2006

-- FelipeSantosDaSilva - 04 Sep 2006

-- EvertonRodrigues - 21 Aug 2006

A partir dessa página, será onde faremos todas as oficinas, e aqui permanecerá os testes que os oficinando fizerem.

Sempre que for ministrado uma oficina deverá ser criano uma página com o nome da oficina.

Exemplo. 1ª Oficina de Wiki. Campo da Tuca - Oficineiro Everton Rodrigues

Projeto Casa Brasil

Evento Comunitário Casa Brasil - Fisl8.0

O Projeto Casa Brasil é uma iniciativa do Governo Federal que reúne esforços de diversos ministérios, órgãos públicos, bancos e empresas estatais para levar inclusão digital, cidadania, cultura e lazer às comunidades de baixa renda.

O objetivo é criar um equipamento público com diversos módulos em que se realizam atividades em torno dos temas "Inclusão Digital e Sociedade da Informação". Nesse espaço, as pessoas podem fazer uso intensivo das tecnologias da informação e da comunicação. Isso irá capacitar os segmentos excluídos da população para a inserção crítica na Sociedade do Conhecimento, buscando superar e romper a cadeia de reprodução da pobreza.

Veja mais detalhes em: http://www.iti.br/twiki/bin/view/Main/CasaBrasil

O que é Economia Solidária ?



A Economia Solidária é um jeito bem diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para se viver. Sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, sem destruir o meio ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, sem patrão nem empregado, cada um pensando no bem de todas/os e no seu próprio bem. Dessa forma, a economia Solidária é uma prática social regida pelos valores da autogestão, democracia, cooperação, solidariedade, respeito à natureza, promoção da dignidade e valorização do trabalho humano, tendo em vista um projeto de desenvolvimento sustentável global e coletivo. Também é entendida como uma estratégia de enfrentamento e superação da exclusão social e da precarização da relações de trabalho, sustentadas em formas coletivas, justas e solidárias de geração de trabalho e renda.


De onde vem essa idéia?

Trabalhadores.jpg

A economia solidária não é algo que aconteceu por decreto, nem é fruto de uma cabeça privilegiada que, em um momento inspirado, se deu conta de que, assim como estamos as coisas só irão de mal a pior. A economia Solidária é então um movimento social amplo e profundo, cujas raízes históricas se encontram nas ações lutas de organizações de trabalhadores como o cooperativismo, de movimentos populares, de grupos engajados nas universidades e nas igrejas. Um movimento vivo, dinâmico, que se fortalece e organiza cada vez mais e que começa também a contar com o apoio dos governos.

Assim, pessoas do mundo inteiro estão se unindo para fazer e vivenciar essa economia solidária porque sabem que os frutos da economia capitalista dominante, como exclusão social, desemprego e degradação do meio ambiente, são muito amargos e sacrificantes. Rompendo com a lógica do lucro a qualquer custo, na economia solidária o mais importante é a vida. Para tanto, essa economia funciona à partir de empreendimentos onde todo mundo decide em conjunto, cooperando sem hierarquias ou patrões. Ou seja, onde não existe o “trabalho-proprietário” (assalariado) que separa aquelas/es que produzem do fruto do seu trabalho, tirando a sua liberdade de uso e distribuição sobre o que se produz. Pratica-se, nessa outra economia, a autogestão, um processo democrático de decisão em que todas/os são livres e responsáveis pelo que fazem no grupo econômico do qual participam.

Como isso acontece na prática?

A economia solidária não é um sonho distante. Ela está acontecendo aqui e agora. E está crescendo rapidamente, se espalhando em todo o planeta, em milhares de empreendimentos econômicos como por exemplo:

1. Empresas Autogestionárias

Empresas autogestionárias são empresas que passaram a ser autogeridas pelos próprios trabalhadores, normalmente, após os antigos donos terem decretado falência. Neste caso, a nova administração passa à ser constituída pelos próprios empregados, organizados em sociedade cooperativa ou análoga.

A recuperação de empresas pelos trabalhadores é experiência histórica da qual se dispõem registros desde pelo menos o século XIX. No Brasil, eventos desta natureza vêm se multiplicando desde a última década do século passado. Empresas recuperadas pelos trabalhadores são praticamente sempre antigas, com uma alta proporção de empregados velhos, que se encontram na firma há muito tempo. A longa convivência permite que fortes laços de confiança e solidariedade se desenvolvam entre os trabalhadores, reforçados pela participação comum em lutas de classe. A confiança mútua é elemento essencial para que os empregados da empresa em crise se unam para salvar seus postos de trabalho por meio da assunção da mesma. Em geral, os trabalhadores se organizam em algum tipo de sociedade e solicitam o arrendamento da massa falida ao juiz encarregado da falência.

Desta forma, muitas tentativas de recuperação empresarial pelos trabalhadores acabam dando certo. Os trabalhadores passam por um processo de capacitação em gestão empresarial e de prática de autogestão e após um período de sacrifícios, conseguem reabilitar a empresa. Na recente experiência brasileira, a quase totalidade das empresas recuperadas o foram pelos seus ex-empregados organizados de forma cooperativa. Isto significa que todos eles se tornam possuidores do empreendimento por igual, cada indivíduo dispondo de um voto numa administração em que os responsáveis são escolhidos pelo conjunto e as decisões de alguma importância são tomadas por voto, em reuniões gerais.

Os benefícios derivados da recuperação duma empresa vão além dos que resultam da fundação duma empresa nova, com as mesmas características. É que a nova empresa teria de passar por um período de aprendizagem, que em geral leva anos, até que seu pessoal adquira as habilidades e a capacidade de colaborar e trabalhar em conjunto que constituem o capital invisível duma empresa que já está no mercado há muito tempo. É por razões como estas que a legislação dos Estados Unidos oferece proteção às empresas em crise contra seus credores, tendo em vista dar-lhes chance de serem recuperadas, e que nossa própria legislação de falência está sendo reformulada.

Mas, aos benefícios de qualquer recuperação de empresas, acima delineados, acrescem-se outros que decorrem do fato de que a recuperação seja protagonizada pelos próprios trabalhadores das empresas em questão. A autogestão, em contraposição à gestão heterônoma (capitalista), distribui a renda gerada pela atividade empresarial de maneira aproximadamente igualitária entre todos que a realizam, em lugar de concentrar grande parte dela nas mãos dos proprietários do capital. Da mesma forma, a autogestão distribui o conhecimento e a competência gerencial entre todos que integram a sociedade, que possui e opera a firma, em vez de concentrá-los numa delgada camada de diretores e dirigentes. Em outras palavras, a autogestão torna a atividade econômica mais democrática e – à medida que se difunde – torna a sociedade inclusiva também mais democrática. Ou menos desigual e plutocrática do que seria se todos empreendimentos fossem dominados e explorados por uma pequena minoria proprietária da maior parte do capital. (Fonte: Artigo de Paul Singer)


2. Associações e cooperativas de produção e serviços

(Em construção...)


3. Finanças solidárias

O enfrentamento da perversidade sistêmica da globalização acontece por meio do desenvolvimento de uma consciência crítica ao sistema, pela conformação de grupos de pressão política contrários aos ditames da atual ordem sócio-política e econnômica e pelo desabrochar de práticas sociais contra-hegemônicas. Assim, por exemplo, o desenvolvimento de práticas de democracia direta e participativa para enriquecer e questionar os limites da democracia representativa. Do mesmo modo, na economia, pelo crescimento das formas autogestinárias e cooperativas de produção, pelo consumo consciente, ambiental e socialmente justo. E no campo das finanças, pelo surgimento das experiências e ações das finanças solidárias. Novos tratamentos da temática da poupança, novas finalidades para ela, novos tramentos das opções de investimento, novos tratamentos para o problema dos riscos do crédito, e portanto para o desenvolvimento de formas de garantir operações de financiamento, que permitam aos pobres acessar os recursos disponíveis para alavancar novos padrões de desenvolvimento humano. Resgatar a moeda como ferramenta de convivialidade e não como mecanismo de espoliação. Tais são alguns dos desafios para um sistema de finanças solidárias.

3.1 Organizações das finanças solidárias

Apesar de relativamente pouco conhecido, o movimento de finanças solidárias possui já um lastro histórico de cerca de dois séculos, se buscarmos suas origens no cooperativismo de crédito inspirado nos movimentos de Rochdale. Ao longo deste período, foi assumindo diversas formas organizacionais e diversificando as modalidades de sua intervenção.

Nos anos recentes, principalmente a partir dos anos de 1970, especialmente com a repercussão da experiência do desenvolvimento do microcrédito em Bangladesh, de constituição do Graemen Bank, sob a liderança do prof. Mohammed Yunus, este tipo de movimento passou a ser mais conhecido e estudado.

Dentre os tipos das organizações de finanças solidárias, deste modo, podemos citar:

  1. cooperativismo de crédito;
  2. organizações de microcrédito e microfinanças;
  3. bancos comunais;
  4. fundos solidários;
  5. moedas sociais;
  6. bancos alternativos;
  7. sociedades de garantia;


4. Clubes de troca e moeda social

Pampa_050.png

Clubes de Troca são espaços onde a gente leva coisas para trocar e não precisa levar nenhum real, só o dinheiro do clube. É uma pequena feira, um mercado de tipo diferente. As pessoas levam para essa feira o que produzem e que poderiam vender e também anunciam em cartazes o que sabem fazer.

O princípio do clube de trocas é o seguinte: todos nós sabemos fazer alguma coisa: cortar cabelo, consertar um carro, pintar uma parede, tomar conta de crianças, dar aula de reforço escolar etc. E muitas vezes no terreno da casa da gente dá para plantar algum tomate, ou alface, ou até para ter umas galinhas botando ovos. A gente também tem muitas vezes em casa coisas que não usa mais, mas que ainda estão em um muito bom estado. Mas não temos como vender essas coisas. Não temos licença para vender na feira, ou no mercado, não temos escritório nem oficina montada, nem salão de cabeleireiro e nem temos onde dizer que sabemos ou que fazemos isto ou aquilo. O clube de trocas cria essa possibilidade usando uma moeda social em vez de dinheiro.

A grande descoberta desse sistema é que a gente pode trocar as coisas que leva para a feira por outras coisas que a gente precisa, sem usar nenhum real. Cada clube de trocas cria sua própria moeda3 . Ela pode ter qualquer nome que os participantes do clube escolham. No Rio de Janeiro chama "Tupi", no Ceará chama "Palmas", no Rio Grande do Sul tem o "Pampa Vivo", num bairro de São Paulo chama "Lua", em outro chama simplesmente "Bônus".

Essa moeda só serve no clube. Lá dentro ela é usada como se fosse dinheiro. Ela possibilita que todos troquem com todos coisas de diferentes valores. Ela vai permitir, por exemplo, que eu ofereça sabão e aulas de ginástica para obter de várias pessoas arroz, feijão e a pintura da minha cozinha.

Mas fora do clube ela não pode ser trocada por dinheiro e nem substitui o dinheiro. Por isso eu não posso usar um bônus para tomar condução, para comprar leite na padaria, e nem adianta eu querer economizar juntando um monte de bônus. Mas eu posso propor para minha vizinha cuidar do meu nenê enquanto vou ao dentista e pagá-la com bônus, pois ela freqüenta o mesmo clube de trocas que eu. Portanto os bônus serão úteis para ela como se fosse dinheiro.

Desta forma, pode-se dizer que a moeda social não é um sistema alternativo e sim complementar à economia. Ela é produzida, distribuída e controlada por seus usuários. Por isso, o valor dela não está nela própria, mas no trabalho que pode fazer para produzir bens, serviços, saberes. Esta moeda não tem valor até que se comece a trocar o produto pelo produto, o serviço pelo serviço, o produto pelo serviço ou o serviço pelo produto. A moeda começa a servir como mediadora destas trocas. Ela é diferente também porque não está ligada nenhuma taxa de juros, por isso não interessa a ninguém guardá-la, mas trocá-la continuamente por bens e serviços que venham responder às nossas necessidades. Ela é livre!

4.1. Quando surgiram os Clubes de Troca?

Em diversos países, nos últimos vinte anos, começaram a aparecer diferentes formas de fazer transações sem moeda, seja por um sistema de contas, no qual cada pessoa tem direito a certa quantidade de débito (dívidas) e certa quantidade de crédito (poupança), seja pela utilização de alguma forma de vales e bonus feitos, distribuídos e controlados pelos mesmos. As experiências pioneiras foram os LETS (Let’s play significa “joguemos”) iniciados por Michael Linton em Vancouver (Canadá) em 1983, disseminados na Inglaterra, Escócia, Noruega, Finlândia, Bélgica, Holanda, França e Austrália.

Apareceram então, a partir de 1992, os Talentos de Aarau (Suíça) e os sistemas SHARE e as HORAS de Ithaca (Estados Unidos) que, impulsionadas por Paul Glover como formas de moeda destinadas a promover o desenvolvimento local, contam hoje com mais de 700 iniciativas, somente neste país. No México, a partir de 1995, no âmbito de PDP (Promoción del Desarrollo Popular) desenvolveram- se os “tianguis” com suas moedas denominadas Tlaloc e tequios, impulsados por Luis Lopezllera e Cristina Lavalle.

Na Argentina, a partir de 1995, apareceu um sistema que combinou ambas as formas e hoje funciona, principalmente, com vales emitidos em forma descentralizada pelos grupos de usuários. A estratégia teve um resultado extraordinariamente fértil, pois que em cinco anos passou de um grupo pequeno de vinte pessoas para mais de um milhão! Hoje é conhecida como Rede de Trocas e é considerada uma forma de economia solidária, já que nela todos colaboram entre si, sejam produtores e consumidores: todos tomam da rede na mesma medida que oferecem, a moeda nela utilizada não pode ser acumulada nem utilizada no mercado formal. Ademais, a adoção de doze princípios (mais éticos que organizacionais), como orientação das práticas da rede, garante certa homogeneidade, e , se observada, a transparência e igualdade requeridas pela socioeconomia solidária. (Fonte: Cartilha REDLASES)

  • Click AQUI e saiba de algumas dicas sobre como montar um clube de trocas!


5. Comércio Justo e Solidário

(Em construção...)


6. Cooperativas de consumo e grupos de compras coletivas

(Em construção...)


7. Redes de Colaboração Solidária (pro-consumidores).

A Rede de Colaboração Solidária integra grupos de consumidores, de produtores e de prestadores de serviço em uma mesma organização. Todos se propõem a praticar o consumo solidário, isto é, comprar produtos e serviços da própria Rede para garantir trabalho e renda aos seus membros e para preservar o meio ambiente. Por outro lado, uma parte do excedente obtido pelos produtores e prestadores de serviços com a venda de seus produtos e serviços na rede é reinvestido na própria rede para gerar mais cooperativas, grupos de produção e microempresas, a fim de criar novos postos de trabalho e aumentar a oferta solidária de produtos e serviços. Isso permite incrementar o consumo de todos, ao mesmo tempo em que diminui volume e o número de itens que a rede ainda compra no mercado capitalista, evitando com isso que a riqueza produzida na Rede seja acumulada pelos capitalistas. O objetivo da Rede é produzir tudo o que as pessoas necessitam para realizar o bem viver de cada um.

Quando os consumidores práticam o consumo solidário, consumindo os produtos de uma empresa (uma padaria comunitária, p. ex.) que não explora os trabalhadores e protege o meio ambiente, essa empresa vende toda a sua produção e gera um excedente, que na lógica capitalista seria lucro. Esse excedente, entretanto, na lógica da solidariedade é reinvestido na construção de novas empresas (granja, fábrica de macarrão, produção de sabão, confecções, etc.) gerando novos postos de trabalho, diversificando a produção e melhorando o padrão de consumo de todos os que participam da Rede. (Fonte: cartilha das Redes Colaboracao Solidária)

Veja também:

Acesse: http://www.redeabraco.org/

Proposta da Abraço para o Estúdio de Rádio do Fisl8.0

Propostas relacionadas:

Palestra Técnica Casa Brasil

Montar o módulo um Telecentro da Casa Brasil no Fisl8.0

Evento Comunitário de Integração de Projetos de Inclusão Digital no Brasil - Essa atividade deve ser iniciativa de vários atores

Proposta de evento comunitário dos pontos de cultura

Evento Comunitário no 8º FISL Economia Solidária, Software Livre, Inclusão Digital, Comunicação e Cultura na construção de práticas, técnicas e tecnologias para um Mundo Sustentável

Comunidade
Apresentação da entidade proponente

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária é uma organização que surgiu em 1996, da necessidade de unificar a luta das rádios comunitárias na defesa pela liberdade de expressão e para fortalecer a resistência à opressão imposta pelas forças repressoras do Estado brasileiro.

A ABRAÇO é uma organização de classe porque surge no enfrentamento ao monopólio dos meios de comunicação deste país, através da manifestação radiofônica das comunidades das cidades, periferias e do campo. Essas comunidades apropriaram-se tecnologicamente desses instrumentos de comunicação, saindo de uma posição de receptores passivos, para criadores, elaboradores e gestores do seu próprio meio de comunicação. Para tanto, estão enfrentando todos os desafios e obstáculos resultantes dessa atividade, numa perspectiva de superação dos fatores que aniquilam a capacidade crítica de nosso povo, utilizados pelos meios de comunicação de massa.

A ABRAÇO tem o entendimento que as rádios comunitárias não são meios de comunicação isolados no cenário político, tendo em vista que elas só fazem sentido quando são, de fato, instrumentos por onde escoam as notícias, os debates, as principais discussões do interesse das localidades onde estão inseridas, bem como dos movimentos sociais e das organizações que não encontram espaço e o respeito que merecem nos meios tradicionais de informação. Portanto esse caráter democrático e diferenciado deve partir de uma construção coletiva, superando a relação utilitarista reproduzida historicamente entre meios de comunicação e sociedade. Enquanto os governos financiam as grandes redes privadas de rádios e TVs no Brasil, como, por exemplo, a Rede Globo, que tem 70% do seu orçamento financiado pelo governo federal, às rádios comunitárias não é concedido sequer o direito de existir. Nesse sentido, afirmamos como legítima e necessária à resistência e a pulverização desses meios de comunicação comunitários pelo país, mesmo que a sua existência extrapole os marcos da legalidade, pois as mesmas pessoas que fazem as leis no Brasil são as donas de rádios e TVs, legislando, assim, em causa própria.

Por isso a Abraço reivindica:

O fim da repressão: Que não seja mais tomado das comunidades os seus meios de comunicação, adquiridos com grande esforço pela poupança popular, através da articulação existente entre o oligopólio da mídia, Abert - Associação Brasileira de Rádio e TV, Anatel - Agência Nacional de Telecomunicação, Justiça Federal e da ação truculenta e desnecessária da Polícia Federal contra cidadãos de bem, como se fossem bandidos de alta periculosidade, conforme registrado em documento entregue á ONU - Organização das Nações Unidas e OEA - Organização dos Estados Americanos. Liberdade e anistia as rádios comunitárias, para que os R$ 100 milhões em equipamentos seqüestrados sejam devolvidos;

O fim do monopólio dos meios de comunicação: O espectro eletromagnético é um espaço público porque pertence à União. Portanto, a concessão do seu uso deve ser dada ao povo e não às empresas; Um rádio digital democrático: Para isso devemos pressionar o governo para que se desenvolva pesquisa nacional e que se crie um padrão brasileiro de rádio, evitando a colonização digital. A racionalidade tecnológica deve ser popular e não de mercado.

Proposta de gestão e programação de estúdio de áudio durante o FISL 8.0

A Abraço-RS contará com oito rádios comunitárias da região metropolitana e estará aberta a outras rádios que tiverem interesse em fazer produção compartilhada.

O conteúdo desta produção será distribuído para 300 rádios comunitárias em todo o país e ficará disponível na internet, no sitio da Rede Abraço, acessível pelo endereço www.redeabraco.org. Utilizaremos dois canais de áudio na internet, assim discriminados:

Um, para transmitir, ao vivo, as principais atividades do FISL 8.0.

Outro, para entrevistas, boletins, comentários e outras atividades não programadas e espontâneas, onde os presentes ao evento serão estimulados a assumir nossos microfones e deixarem sua mensagem registrada e veiculada, tanto na internet, quanto em uma emissora com sinal eletromagnético (Rádio Comunitária FISL 8.0) que funcionará no local.

Ela servirá de interação com os participantes, os quais devem ser alertados para este fato, nas peças publicitárias a serem produzidas, estimulando-os a trazerem receptores de rádio FM.

A coordenação do FISL 8.0 deverá indicar para a coordenação da Abraço-RS, quem são as pessoas mais habilitadas para comunicar, em linguagem popular, o conteúdo das atividades mais relevantes, tendo em vista tratar-se de um tema que está muito acima da compreensão média do brasileiro.

Cada emissora interessada poderá enviar representantes para participar de oficinas em que tomarão contato com programas não proprietários, bem como oficinas de rádio convencional e na internet, utilizando-se de programas como XMMS, em telecentro a ser instalado e administrado pela coordenação do evento.

A Abraço-RS ministrará oficinas sobre rádio eletromagnético para os interessados, seja da parte das rádios comunitárias ou do público presente.

A gravação da cobertura radiofônica estará disponibilizada na página da Rede Abraço ou onde a organização do evento determinar.

Josué Lopes Coordenador da Rede Abraço de Rádios (51) 3227 0096, 8144 7010

O que é Software Livre?


Índice

Histórico

pinguin-ensinando.png

O que é um software? Como surgiu o Software Livre? O que o diferencia do software proprietário? Como o Software Livre evoluiu até os dias de hoje? Por que os movimento pela disseminação do Software Livre crescem tanto em nosso país? Por que encontramos nele a solução para tantos problemas?

Este breve histórico não pretente responder a todas essas perguntas em tão pouco espaço. Esforça-se, contudo, em ser o pontapé inicial que dará impulso aos novos navegantes de um universo ainda pouco difundido, criado sobre uma perspectiva que preza pela colaboração e pela liberdade da informação. Sejam bem-vindos!

O Software

Software é o nome dado a qualquer programa de computador.

Ao contrário do hardware (monitores, impressoras, mouses, placas, memórias etc) o software não é algo físico e por isso não sofre desgaste ao longo do tempo.

Um software é, portanto, uma estrutura lógica, um programa que realiza funções dentro de um sistema computacional. E é, geralmente, desenvolvido por programadores que utilizam linguagens de programação para construí-lo. Softwares correspondem aos sistemas operacionais (Windows, Linux, Mac OS etc), drivers que controlam o comportamento de alguns hardwares (driver de modem, de impressora, de placa de vídeo etc) e todos os aplicativos utilizados pelos usuários finais, como editores de texto (Winword, Notepad, Gedit, OpenOffice.org Writer), planilhas eletrônicas (Excel, OpenOffice.org Impress, Gnumeric), navegadores internet (Mozilla, Internet Explorer, Opera), processadores de imagem (Gimp, Paint, CorelDraw, Adobe PhotoPaint), dentre outros.

O software, por não ser físico e sim lógico, pode ser duplicado e armazenado em disquetes, cds, discos rídigos (HD). Sua cópia pode ser transportada de um computador para o outro, desde que estejam conectados em rede.

Como surgiu o Software Livre?

Para entendermos o surgimento do Software Livre, é válido compreendermos, primeiro, o que é o software proprietário e o papel das grandes empresas de software na monopolização do conhecimento.

Como mencionado, um software é uma estrutura lógica desenvolvida por programadores. Essa estrutura lógica, isto é, os tijolos que compõem um software, correspondem aos bits: 0's e 1's. Porém, um programador não pode desenvolver um programa utilizando-se de 0's e 1's, que é uma linguagem somente compreensível pela máquina --- e não por seres humanos. Para tanto, os programadores utilizam linguagens de programação que possuem palavras chaves e estruturas que permitem enxergar um programa como uma receita de bolo, isto é, um conjunto ordenado de instruções, denominado código-fonte. Por exemplo:

  1. Programa pede que o usuário digite sua idade e tecle Enter
  2. Programa recebe a informação (idade)
  3. Se idade for maior ou igual a 18 mostra mensagem na tela: "Você já é um adulto!"
  4. Se idade for menor que 18 mostra mensagem na tela: "Você ainda é um adolescente"

O código-fonte seria a representação desses passos em uma linguagem de programação (C, C++, Perl, Pyhton, Pascal etc). Esse código-fonte, ao ser processado por um outro programa, denominado compilador, transforma-se em 0's e 1's para que possa ser entendido pela máquina. Quem quiser modificar o programa precisa ter o código-fonte, já que 0's e 1's não são compreendidos pelo homem.

Antigamente, os programadores compartilhavam seus códigos-fontes uns com os outros e, assim, todos podiam modificar o programa e também partilhavam as mudanças. Este hábito era bastante difundido nas grandes universidades estadunidenses das décadas de 60 e 70 e sempre foi bastante condizente com o espírito acadêmico, cujos princípios de liberdade e cooperação se assemelham aos da cultura hacker.

O Software Proprietário

Quando o computador se mostrou viável como produto de distribuição massiva, as coisas começaram a mudar de rumo. As pesquisas em desenvolvimento de novas soluções cresceram, e muitas empresas adotaram como estratégia comercial a não-divulgação dos códigos-fonte dos programas.

As empresas vendiam seus softwares, mas não disponibilizavam seus códigos-fonte. O usuário só recebia o programa na linguagem de máquina (0's e1's), o que tornava possível a sua utilização, mas não mais possibilitava o estudo e a modificação. Isso era estrategicamente interessante para as empresas: com o conhecimento sobre o software restrito a elas, cresciam as barreiras à entrada de novas empresas, menores, no mercado.

Diversos artifícios foram utilizados para manter restrito o conhecimento nos softwares: os programadores dessas empresas assinavam termos de compromisso de não divulgação dos segredos da programação; e os softwares vendidos possuíam licenças que inpunham diversas restrições: além de impossibilitados de modificar o programa, não poderiam fazer cópias dos programas que eles adquiriam, e muito menos distribuir essas cópias. Alguns programas também só poderiam ser utilizados para fins específicos. Resumindo, o cliente não tinha controle sobre o software executado em seu equipamento. Ele podia somente comprar uma licença de uso, que permitia o uso daquele programa em apenas um computador.

Como estratégia para garantia dessas vantagens advindas da restrição do uso do conhecimento humano, a indústria de software proprietário associou o ato de compartilhar programas de computador ao de abordar navios, matar seus tripulantes e saquear a sua carga: a cópia não autorizada de software proprietário foi denominada de pirataria.

É importante ressaltar que o software distribuído pelas empresas contém, embutido, o conhecimento de milhares de programadores brilhantes, que por sua vez se valeram do conhecimento de várias pessoas que vieram antes deles, que desenvolveram teorias e conhecimento deixados para a humanidade. Estas empresas agora se apropriam de todo esse conhecimento acumulado, que poderia ser compartilhado com outras pessoas.

A Reação: Uma Licença para a Liberdade

Tudo permaneceu assim até que um grupo de hackers programadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets, nos EUA) perceberam que podiam fazer a diferença.

Os hackers, diferentemente de como são conhecidos e tratados pela mídia, são pessoas com princípios éticos, defensores da cooperação e da disseminação do conhecimento através da liberdade da informação. São caracterizados como pessoas de elevado conhecimento técnico, que amam o que fazem, e que sentem prazer em compartilhar seu saber com os outros. Os hackers, ao contrário dos crackers e dos defacers, não são criminosos digitais e possuem uma estrutura hierárquica implícita baseada na cultura da dádiva (Gift Culture), e definida apenas pelo mérito. Quanto mais contribuições um hacker oferece para a sua comunidade, mais status ele possui dentro dela. Os hackers também são chamados de geeks.

Essa reação começou pequena, com poucos colaboradores. Um dos programadores do MIT, Richard Stallman, enfurecido pela comercialização do conhecimento, fundou o Projeto GNU visando criar uma plataforma de software totalmente livre. Ou seja, no GNU qualquer pessoa poderia:
GNUVA.png

  1. Utilizar o software para qualquer fim
  2. Estudar o código do software
  3. Modificar o código do software
  4. Redistribuir cópias do software

Esses quatro direitos ficaram conhecidos como as quatro liberdades do Software Livre. Baseado nelas, o Projeto GNU redigiu uma nova licença de uso chamada GNU GPL (GNU General Public Licence). Dessa forma, todo software distribuído com tal licença estava "livre". De acordo com a GNU GPL, a única condição para que alguém pudesse usufruir desses direitos era que passasse para as outras pessoas os mesmos direitos dos quais usufruiu. Vale lembrar que esta licença não proíbe a venda do Software Livre, somente garante que conterá as quatro liberdades mencionadas e que estas nunca poderão ser retiradas do software. Dessa forma, o software já nasce livre e permanecerá livre.

O projeto GNU também foi o responsável pelo desenvolvimento de inúmeros softwares livres. Para cada software proprietário existente, os desenvolvedores buscavam construir um outro similar, livre. Um dos softwares mais essenciais foi proposto pelo finlandês Linus Torvalds, que por conta própria desenvolveu o núcleo (kernel) de um sistema operacional, batizado de Linux. O Linux e os softwares desenvolvidos pelo Projeto GNU formaram o primeiro sistema computacional livre, o GNU/Linux, que atualmente é a principal alternativa ao Microsoft Windows.

Como o Software Livre não é mantido por uma entidade única, não pode ser comprado pela Microsoft ou por qualquer outra empresa. O Software Livre também não vai à falência, já que a única premissa para sua existência é a de que existam pessoas com necessidades e com disposição de compartilhar seus códigos-fonte. O número de indivíduos que participam dessa iniciativa e o número de empresas que têm apostado suas fichas nessas idéias indicam que o software livre está em crescimento acelerado.

A GNU GPL não é a única licença de Software Livre. Existem muitas outras, e basta que elas garantam as quatro liberdades para que o software seja livre. Algumas licenças são menos restritivas que a GPL, não impondo, por exemplo, que trabalhos derivados devam ser distribuídos pelos mesmos termos. A escolha da licença depende de que características o desenvolvedor deseja atribuir à sua obra.

Conceito de Software Livre

Software Livre é Uma Questão de Liberdade, Não de Preço.

O termo Software Livre se refere à liberdade que o usuário tem de executar, distribuir, modificar e repassar as alterações sem, para isso, ter que pedir permissão ao autor do programa.

Pode ser definido mais claramente pelas quatro liberdades defendidas pela Free Software Foundation para os usuários de software:

  • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito;

  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa beneficiar o próximo;

  • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Um programa será considerado livre se todos os seus usuários tiverem essas quatro liberdades.

Notem que os quatro itens acima não fazem nenhuma referência a custos ou preços. O fato de se cobrar ou não pela distribuição ou de a licença de uso do software ser ou ser não gratuita não implica diretamente o software ser livre ou não.

Nada impede que uma cópia adquirida por alguém seja revendida, tenha sido modificada ou não por esta pessoa.

Nada impede, também, que as alterações feitas num software para uso próprio sejam mantidas em segredo. Ninguém é obrigado a liberar suas modificações, se não quiser. Porém, se escolher fazê-lo, é obrigado a distribuir de maneira livre. Essa é uma observação importante a se fazer, porque muitas pessoas (especialmente corporações) têm receio de usar software livre porque temem que seus "concorrentes" tenham acesso a informações e métodos de trabalho privados. As personalizações não têm que ser distribuídas. A restrição é que, se elas forem distribuídas de alguma maneira, têm que manter as quatro liberdades descritas acima.

A liberdade de utilizar um programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa, física ou jurídica, utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário comunicar ao desenvolvedor ou a qualquer outra entidade em especial. A liberdade de redistribuir deve incluir a possibilidade de se repassar tanto os códigos-fontes quanto os arquivos binários gerados da compilação desses códigos, quando isso é possível, seja o programa original ou uma versão modificada. Não se pode exigir autorização do autor ou do distribuidor do software para que ele possa ser redistribuído.

Para que seja possível modificar o software (para uso particular ou para distribuir), é necessário ter o código-fonte. Por isso, o acesso aos fontes é pré-requisito para esta liberdade. Caso ele não seja distribuído junto com os executáveis, deve ser disponibilizado em local de onde possa ser copiado, ou deve ser entregue ao usuário, se solicitado.

Para que essas liberdades sejam reais, elas têm que ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre.

Diferenças entre Software Livre e Proprietário

"No software proprietário, o programador abdica da liberdade de controlar sua obra, em troca de salário e compromisso de sigilo. O distribuidor, fantasiado de 'fabricante', torna-se proprietário de tudo. Desde o código fonte, tido como segredo de negócio, até as cópias executáveis, licenciadas ao usuário sob custódia e regime draconiano. Enquanto no software livre o programador abdica de um dos canais de receita pelo seu trabalho, em troca da preservação do controle dos termos de uso da sua obra. Em contrapartida, se a obra tiver qualidades, agregará eficiência aos empreendimentos em torno dela. Seu valor semiológico, conversível em receita com serviços, será proporcional à magnitude do esforço colaborativo onde se insere. O código fonte é livre sob licença que preserva esta liberdade, enquanto a cópia executável é tida como propriedade do usuário. (...) Só tem a perder com ele (Software Livre) quem consegue galgar posições monopolistas no modelo proprietário. O problema é que a ganância faz muitos acreditarem que serão os eleitos pelo deus mercado, enquanto seguem correndo atrás da cenoura amarrada na ponta da vara que pende das suas carroças digitais, não se importando com os efeitos colaterais de se tratar conhecimento como bem escasso, ao considerarem software como mercadoria." - Texto de Pedro Antonio Dourado de Rezende publicado no Observatório da Imprensa


Por Que Usar Software Livre?


Nopatents_pt_2.gif


Para uma melhor compreensão dos motivos que cercam os usuários de Software Livre, vale lembrar a forma como ele surgiu e o que representa para a sociedade no contexto atual. O Software Livre surgiu baseado no conceito de liberdade, no qual as pessoas têm o direito garantido às quatro liberdades já mencionadas. Na visão filosófica do Software Livre, a liberdade não é um direito individual, mas um direito coletivo e por isso deve ser mantido e passado de pessoa para pessoa. Além disso, a premissa de qualquer projeto de Software Livre é a colaboração entre as pessoas interessadas, sem concentração de poder ou qualquer outro artifício que venha a ferir as liberdades já mencionadas.

Tendo em vista esse cenário, podemos facilmente citar algumas das razões para se utilizar Software Livre:

  • Poder utilizar o software para qualquer finalidade;

  • Ter acesso ao código fonte e poder modificá-lo, sem quaisquer restrições;

  • Poder copiá-lo e executá-lo em quantas máquinas desejar;

  • Poder distribuí-lo, sem violar, é claro, essas liberdades a que todos têm direito;

  • Ter o seu computador equipado com software de qualidade a um custo baixo ou nulo;

  • Não ficar preso às restrições impostas pelas licenças de softwares proprietários;

  • Não ficar dependente de novas versões com preços abusivos que eventualmente apresentam incompatibilidades com versões antigas;

  • Não ficar dependente de um fornecedor;

  • Ficar livre da pirataria;

  • Incentivar o desenvolvimento de tecnologia local;

  • Interagir e compartilhar soluções com sua comunidade, seja física ou virtual;

  • Lutar contra o monopólio de grandes corporações que tentam se apropriar do conhecimento intelectual coletivo para benefício próprio.

Fonte: Cartilha de Software Livre do PSL-Ba

Veja também:

teste da pagina inicial

-- EvertonRodrigues - 05 Aug 2006

-- EvertonRodrigues - 15 Aug 2006 sou mesmo sou a mais linda!!!

Comunidade

meu pretendente!!!

-- EvertonRodrigues - 06 Aug 2007

Curso de Economia Solidária para a Casa Brasil

DF - 06 de agosto de 2007 - 20h3min

Palestra Paul Singer

A economia brasileira apresenta 3 modos iportantes: o capitalismo, producao simples (emprendimentos familiares) e a economia solidária.

O capitalismo basicamente organiza a producao social, onde muita gente junta produz. muitas fábricas, muitas fazendas... organiza 95% da populacao ecnomicamente ativa mas que nao tem os meios de producao e por isso vendem sua forca de trabalho. A empresa capitalista é propriedade de alguns.

e a finalidade da empresa é dar lucro. todo o poder ao capital. a empresa capitalista diz que o dono pode demitir qualquer um a hora que quiser. Se fosse o contrário o dono nao poderia impor a sua vontade. E dessa forma o capitalismo nao funcionaria.

A competicao dentro das empresas faz com que os de cima promovam os de baixo. Mas muitas vezes sem ética.

a economia solidária é basicamente a igualdade. Mas igualdade em em direitos, e não em opiniões. O direito de saber. Todas e todos tem o direito de saber o que acontece no seu empreendimento, porque, terão de tomar decisões. Se não sabem não poderam tomar decisão. MAs isso exige que os associados tenham conhecimento, portanto, as pessoas precisam querer.

inteligencia coletiva nos mostra que 1500 pessoas pensam melhor que 15 pessoas, e a economia solidária toma as decisões em assembléia.

a crise da autogestão, onde os trabalhadores nao tem conciencia politica, tem grande propensao a nao participar de fato.

A consciencia politica é pressuposto para a autogestão.

Se não existe essa consciencia a autogestao será de alguns e esse empreendimento será muito parecido com as empresas capitalistas.

Então cada vez mais o empreendimento deixa de ser solidário e portanto mais parecido com uma empresa capitalista.

nao adianta obirgar as pessoas a participarem das assembleias. é preciso que as pessoas tenham interesse. é preciso estimular conhecimento-mutuo.

Uma cooperativa inglesa inventou os principios fundamentais da economia solidária.

Um dos principais principios é a educação

Se conseguirmos que todos participem o problema da disciplina nao existe.

Perguntas:

Qual o aspecto que mais tem impacto na vida das pessoas? (economica) é a curiosidade E temos falado muito no capitalismo e seus impactos. Sr. Acha que a economia solidária é uma construçào do sucialismo? Sim a economia solidária é igual o socialismo. é claro que depende de que socialismo estamos falando.

O governo lula nao é de centro esquerda. é de centro. Muito parecido com

A diverdidade cultural. o capitalismo trabalha em cima das diferenças

Proposta de Tics para as Prefeituras

* Da Cidade Digital a Metrópole Solidária

Estrutura do texto para apresentação de proposta de Cidade Digital

a) Apresentação (necessita-se apresentar uma argumentação que de conta de melhorar a comunicação interna e externa da prefeitura, que qualifique o serviço público, que seja uma nova fonte de receita para a prefeitura, que gera novas formas de organização (solidária) para geração de trabalho, renda e lazer para juventude. Máximo de 3 parágrafos de 15 linhas;

A Atualidade as novas tecnologias e governos eletrônicos

Cidade Digital é um termo pouco conhecido, que está em alta velocidade tomando conta de todos os planejamentos estratégicos de grandes corporações e governos. Isso por que quem tem acesso fácil a informações online consegue acompanhar e tomar decisões rápidas de acordo com as movimentações do mercado, que é quem comanda os horizontes dessa sociedade capitalista. Portanto, quem estiver desconectado tem possibilidades infereriores de movimentar-se e até de cumprir seus objetivos estratégicos. Diante disso, compor a sociedade da informação através das Tics é fundamental para pensar no desenvolvimento local e sustentável de uma comunidade, cidade, estado e nação.

A internet e sua interatividade são hoje elementos centrais nas drásticas alterações em curso no mundo do trabalho, como o gerenciamento de informações, o fluxo virtual dos capitais e a enorme produção. De outro lado também, esta nova realidade está contribuindo de forma significativa para o surgimento de novos atores sociais e também para construção de novos espaços institucionais. A promoção dessas iniciativas e projetos parte dos mais diversos atores, tais como: empreendimentos autogestionários, sindicatos, igrejas, organizações não-governamentais (ONGs), universidades, governos estaduais, governos municipais e outros.

É visível a importância da internet como meio de disseminação de mídias e conteúdos digitais. A internet vem a cada dia influenciando as relações no mundo trabalho e as comunicações interpessoais. A internet é hoje um dos principais meios de acesso ao conhecimento e a informação, que favorece um novo processo, onde socializa todas as criações que nela estão disponíveis de forma imaterial.

Diante disso é que os governos com visão de desenvolvimento investem recursos públicos na construção de portais onde disponibilizam serviços online para facilitar o acesso. Mas o que tem acontecido é que esse investimento tem ocorrido apenas de uma lado. Ou seja, Investe-se apenas na disponilização de tais serviços e não no acesso.

Para tratar da qustão do acesso é preciso que a Prefeitura invista recursos financeiros na organização de espaços públicos de acesso comunitário. Para isso é preciso que os projetos de acesso público seja inspirado em projetos já em andamento, como Pontos de Cultura e Casas Brasil do Governo Federal.

Outra ferramenta importante é através da COINPEL oferecer serviços de telecomunicações e oferecere ao conjunto da cidade a prestação do Serviço de Comunicação Multimídia, transformando assim a cidade de Pelotas numa cidade Digital.

O projeto deve ser desenvolvido de forma integrada, com os diversos setores da sociedade: governo, comunidades, movimentos, educação, e empresas.

O projeto deve considerar o software livre e a internet que demonstram grande capacidade de articulação em rede como eixo estratégico. O uso de tecnologias livres na internet tem potencializado diversas redes colaborativas de informação e conhecimentos em nossa sociedade.

Com isso, o bjetivo central é viabilizar o uso e a apropriação das novas tecnologias livres pela sociedade, propiciando o atendimento das necessidades das comunidades, a formulação de políticas públicas, a dissiminação de conhecimentos, a difusão da cultura local e regional e o fortalecimento das capacidades das pessoas e das redes comunitárias.

b) Conceito e elementos centrais que justificam politicamente o projeto Cidades Digitais que nos referimos - situação atual (leis, tecnologias, torre wimax, antenas poste wiffi, SL, etc). Máximo de 3 parágrafos 15 linhas;

Geralmente quando pensa-se em cidade digital, é comum trabalhar com a idéia de disponilizar apenas equipamentos para a periferia. Mas, deve ser mais do que isso. Devemos compreender a cidade digital como algo mais ampla e além de uma monte de computadores conectados. É preciso otimizar a gestão pública e oferecer serviços e condições interativas para as(os) contribuintes, permitindo assim construir uma perspectiva de cidadania sustentável. Uma cidade digital deve abranger todas as áreas, da administração pública à educação, passando pela saúde e segurança, iniciativa privada e de forma articulada favorendo a economia do município.

No dia 3 de agosto de 2007 foi publicado no Diário Oficial da União, pelo Conselho Diretor da Anatel o ATO No 66.198, DE 27 DE JULHO DE 2007, o Processo n.o 53500.032166/2006, que as prefeituras poderão prestar serviços de telecomunicações, no âmbito municipal, de forma indireta, por meio de empresas públicas ou privadas.

Hoje torres Wimax de Frequência 5.7 GHz podem atingir uma distância de 3.2 Km a 16 Km. Mas para uma infa-estrutura de conexão é preciso pensar numa rede mista, de internet por fibra, rádio e cabo trançado. Ver: http://www.guiadascidadesdigitais.com.br/tecnologias.php

Já está existe em dimensão nacional planos onde os municípios que o desejem construir um espaço digital público, tenham financiamentos nacionais para compras de equipamentos e comunicações dos novos espaços, ficando as autarquias responsáveis pela obtenção de espaço físico e enquadramento do apoio humano. O BNDES (Programa de Modernização da Administração Tributária e de Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT), CAIXA (Programa Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal (PNAFM)), MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES (Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac)), Associação Hispano-Americana de Centros de Pesquisa e Empresas de Telecomunicações (AHCIET: http://www.ahciet.net/ ).

Ver: http://www.guiadascidadesdigitais.com.br/fontes_financiamento.php

Essencial para o êxito é estudar bem o suporte organizativo e a fórmula de comando estratégico do processo, tanto na vertente de planeamento como no tocante ao envolvimento institucional e cívico dos potenciais protagonistas.

b1) Experiências de sucesso em curso no Brasil (citar 2 experiências), experiências de sucesso em curso no mundo (citar 1 experiência), 1 parágrafo para cada;

Piraí Digital: http://www.piraidigital.com.br/

Filadélfia Digital: http://www.connectwithmotowi4.com/index.cfm?canopy=solutions.flstory&aid=63&lang=Portuguese, seria legal traduzir essa entrevista. http://www.whyy.org/podcast/news/wired.mp3,

c) Elencar 13 políticas concretas para a Cidade Digital que queremos.

1. Interconexão Voip Municipal - (justificar a conexão entre secretarias, escolas, postos de saúde e prefeitura - dinamiza e diminui custos do serviço); 2. Telefonia Voip Municipal - (justificar a questão estratégica do poder municipal assumir fatias do serviço de telefonia residencial, agregação de nova receita garantida e permanente ao orçamento municipal):

3. Internet Social Municipal - (conexão de internet 24h livre, taxa única e de valor acessível - R$ 25,00 a 30,00, velocidade semelhante a uma conexão discada, ex:webline da GVT);

4. Telecentros Municipais Públicos Rurais e Urbanos - (Constituição de espaços públicos para conexão com a internet em áreas urbanas e rurais);

5. Democracia Digital e Participativa Direta - Orçamento Participativo Digital deve ser uma ferramenta de auxílio do OP. Onde pela internet os cidadãos poderão fazer propostas para serem discutidas nas plenárias presenciais. Além disso, todos os serviços oferecidos devem conter um sistema interativo de pesquisas de satisfação, referendos, plebiscitos, solicitação de serviços, serviços, queixas, denúncias, dúvidas, perguntas e propostas e com terminais físicos de conexão entre a população e a Prefeitura junto aos Telecentros Municipais,

6. Central Municipal de Metareciclagem - (Espaço público para recuperação de computadores a partir de empreendimentos econômico solidários de jovens e disseminação do tema e filosofia da metareciclagem);

7. Espaços Autônomos de Convivência Comunitária e Tecnologia - (Espaços de discussão das TICs, Tecnologias Sociais, e acesso ao web com computadores metareciclados, formado com parcerias com grupos de moradores organizados, um espaço autonômo apoiado pela Prefeitura);

8. *Incubadora Municipal de Trabalho Jovem e Solidário com TICs;

9. Estúdio Digital de produção cultural: Deve ser um ambiente multidisciplinar mediador na relação entre Estado e sociedade, o espaço que cultural agrega agentes culturais que articulam e impulsionam um conjunto de ações em suas comunidades, e destas entre si. Um espaço que oferecerá ferramentas de produção cultural para as entidades, movimentos, organizações e os produtores culturais, o espaço também oferecerá programação permanente aberta à comunidade, Estúdio de produção audiovisual, videoteca, e sala de exibição;

10. Infra-Estrutura de Banda Larga:

11. Sistema de Comércio Eletrônico:

12. Centro de Dados para armazenamento de conteúdos digitais: Para a produção de conteúdos digitais, além de criar as ferramentas de fomento é preciso também ter as ferramentas para distribuir e trocar esses conteúdos. As páginas eletrônicas são fundamentais nesse processo. Diante da realidade de que muitas entidades em nosso país, não tem condições de manter duas questão fundamentais de seus sites. Que são: o registro do domínio e hospedagem das páginas. Para desenvolver a produção de conteúdo é preciso que o governo municipal elabore e execute um programa de registro de domínios e hospedagem de conteúdos gratuítos para organizações que não possuem recursos para isso.

13. Agregador de todas as iniciativas da Região Sul: Pelotas e região está sendo contemplada por inúmeros projetos do governo federal. O prjeto Casa Brasil, os pontos de cultura e os Territórios da Cidadania estão fomentando o desenvolvimento urbano e rural. Nesse sentido Pelotas deve se preparar para integrar o conjunto das iniciativas fedrais e com isso potencializar o desenvolvimento local

Outras Contribuições

- A COINPEL foi criada através da Lei Municipal nº 3.229 de 11/10/89, regulamentada pelo e do Decreto nº 2.596 de 10/11/89.

- Localização: A COINPEL está localizada na rua Félix da Cunha, 610, centro de Pelotas

- Objetivos: art. 4º do Estatuto: “A COINPEL tem por objetivo estudar e viabilizar tecnologias de informação e comunicação na área da administração pública direta e indireta, atuando na gestão dos processos e recursos destas tecnologias, compreendendo sistemas operacionais, aplicativos e equipamentos, proporcionando serviços de consultoria, processamento, tratamento e transmissão de informações, bem como o desempenho de atividades correlatas, para o Município de Pelotas”. § 1º - Sem prejuízo das atividades principais e em harmonia com as políticas do Município de Pelotas, a COINPEL poderá prestar serviços a terceiros, sejam órgãos públicos ou entidades privadas, de qualquer natureza".

- Missão: “Gerar soluções para o serviço púlico por meio de gestão de processos e recursos da tecnologia da informação e comunicação”.

DIRETRIZES BÁSICAS

- Adequação, através de seus programas de trabalho, projetos e atividades, às prioridades e orientações estabelecidas pelo Município de Pelotas, para a execução das políticas e alcance dos objetivos da Administração Municipal.

- Otimização do funcionamento da administração pública através da tecnologia da informação e comunicação.

- Democratização do acesso às informações públicas.

- Garantia da autonomia tecnológica do setor.

- Socialização da tecnologia com a finalidade de eliminar a exclusão digital. Incentivo ao desenvolvimento tecnológico do setor de tecnologia da informação e comunicação.

Algumas idéias

O projeto Casa do Povo, que terá como público alvo a população em geral de baixa renda e que procurará inserir essas comunidades no mundo da tecnologia. E o Espaço Cultural que também deve inserir a população na tecnologia, mas este tem a prioridade daquela parcela da população que já produz cultura.

Esses dois projetos deverão ser financiados pelo Governo Estado, ou pelo Banrisul e Corsan, assim, como deverá buscar parceiros como o Governo Federal e empresas públicas federais, como Eletrosul, CGTEE, Petrobras, Eletrobras, etc...

Esses projetos devem fazer parte do projeto E-gov. Sabe-se que, que já há investimentos consideráves, para que, a população tenha o acesso às informações a partir da Internet e para que que possa acompanhar a execução das obras por parte do Governo, mas infelizmente a maioria da população não tem acesso a internet, portanto, esses serviços são dirigidos a classe média e alta.

Por isso, Além de criar ferramentas de informações públicas deve-se aliar a isso um projeto de inclusão digital que está dentro do projeto E-Gov.

Segue abaixo os dois projetos, baseados no casa brasil e nos pontos de cultura, como pequenas mudanças.

Projeto Casa do Povo

O Casa do Povo é um espaço comunitário de acesso universal, livre e gratuito, constituído por uma “estrutura modular”, isto é, um local planejado para reunir diversos módulos, implantados simultaneamente ou em etapas. A participação popular auxiliará na utilização do espaço pela comunidade, por meio de um conselho gestor local.

As unidades poderão conter os seguintes módulos:

Auditório. Biblioteca Popular. Estúdio Multimídia. Oficina de Rádio. Laboratório de Divulgação da Ciência ou Laboratório de Metareciclagem. Telecentro.

Auditório

O auditório da Casa do Povo deve ser uma sala com espaço para, no mínimo, 50 assentos, e equipamentos para áudio e vídeo, como caixas acústicas, tela de apresentação e projetor de imagens. Esse local servirá para reuniões da comunidade, apresentação de palestras, filmes e demais usos adequados a um auditório de pequeno ou médio porte. Sua estrutura poderá ser independente ou alocada em área destinada a outros módulos, tendo em vista a dificuldade de se arranjar espaço para tal função.

Biblioteca Popular

A Biblioteca Popular destina-se à consulta de livros, revistas e periódicos pela comunidade e concentrará as doações desse tipo de material para o Casa do Povo. Nesse módulo, serão organizadas rodas de leitura, visando a incentivar esse hábito. Também haverá encontros para a apresentação de poesias e leituras dramáticas de peças teatrais e de textos escolhidos pelos educadores locais. A estrutura da Biblioteca Popular será simples, contando com estantes, mesas e cadeiras.

Estúdio Multimídia

O Estúdio Multimídia é um espaço de criação que visa não apenas a eficácia social e cultural mas também a sustentabilidade e o estímulo à construção de visões críticas sobre cultura, trabalho, produção de conteúdo e gestão da própria vida. Nele, a população aprenderá a expressar-se por meio da criação em multimídia e a compreender as dimensões técnicas do hardware e software envolvidos na cultura digital, preparando-se, assim, para uma inserção crítica na sociedade do conhecimento.

O Estúdio Multimídia é uma combinação de oficinas para a criação de conteúdos, tais como gravação e tratamento de áudio e vídeo, produção de textos para internet e programação com ferramentas e linguagens livres. Esse módulo também será um ponto de difusão interna e externa de todo o material produzido pelas unidades do Projeto Casa do Povo.

Laboratório de Divulgação da Ciência

O Laboratório de Divulgação da Ciência é destinado à popularização e disseminação da ciência em todo o território nacional e possui a missão de divulgar a ciência através da técnica, da cultura e da arte. Suas Oficinas de Ciências comportarão atividades direcionadas à popularização da ciência, exposições, experimentos científicos e manifestações artísticas, dependendo da vocação local e do plano para a utilização do laboratório apresentado pelo Parceiro Estratégico.

Telecentro

O Telecentro é um espaço de inclusão digital e social que visa a universalização do acesso público, livre e gratuito aos meios, ferramentas, conteúdos e saberes, por meio das tecnologias da informação e da comunicação. A combinação de computadores e acesso à Internet faz com que o Telecentro seja um espaço de uso intensivo de tecnologias para ampliar o acesso da população à sociedade do conhecimento. Além disso, contribui para promover a inclusão social e o desenvolvimento socioeconômico local.

Telecentros são módulos equipados com computadores conectados à internet em banda larga. Cada unidade alocada no Projeto Casa do Povo deverá possuir no mínimo 10 e no máximo 20 microcomputadores, com software livre. As principais atividades oferecidas à população são:

Uso livre; Cursos de introdução à informática; Oficinas especializadas.

O Telecentro deve proporcionar ao cidadão a interação com o poder público e com o mundo exterior à sua realidade. Portanto, é imprescindível que o esteja conectado à internet em banda larga, para possibilitar aos usuários acesso às ferramentas, conteúdos e saberes. O acesso à internet para o Telecentro é tão importante quanto os livros para uma biblioteca.

Objetivo Geral do Projeto Casa do Povo

Implantar nas comunidades de notório baixo índice de desenvolvimento humano (IDH) um espaço destinado à convergência das ações do Governo Federal nas áreas de inclusão digital, inclusão social, inclusão cultural, geração de trabalho e renda, ampliação da cidadania e popularização da ciência e da arte.

Objetivos Específicos

1. Promover a emancipação das cidadãs e dos cidadãos, proporcionando a universalização do acesso aos meios, ferramentas, conteúdo e saberes da sociedade do conhecimento, por meio das tecnologias da informação e da comunicação. 2. Trabalhar para a redução da desigualdade social. 3. Viabilizar a apropriação autônoma e livre de novas tecnologias. 4. Estimular o desenvolvimento da cidadania ativa. 5. Fortalecer as ações das organizações da sociedade civil e a participação popular. 6. Contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes e justas. 7. Promover a integração da comunidade, estimulando o lazer, a cultura e o convívio social. 8. Democratizar as comunicações. 9. Proporcionar um espaço para a manifestação cultural local e regional. 10. Estimular e difundir o hábito de leitura. 11. Divulgar a ciência. 12. Promover inclusão digital e preparação para o mundo do trabalho através dos Laboratórios de Montagem e Manutenção de Equipamentos de Informática. 13. Proporcionar à comunidade a oportunidade de criar e editar conteúdo multimídia. 14. Promover o acesso da população às unidades bancárias. 15. Promover a divulgação e o acesso aos programas do governo federal por meio das unidades locais do Projeto Casa do Povo e do Portal Casa do Povo.

Aspectos Pragmáticos

O Projeto Casa do Povo é, portanto, uma iniciativa governamental, na qual o Governo Estadual comparece com a doação de equipamentos, mobiliários, e recursos de custeio (incluindo bolsas de extensão para pessoal de apoio à implantação e avaliação) durante um ano. As unidades estão sendo implantadas em parceria com organizações sem finalidade lucrativa, tais como ONGs, OSCIPS, prefeituras, universidades, etc., que oferecem o imóvel, a adequação do espaço e promovem condições de sustentabilidade da unidade após o primeiro ano de operação, quando o Governo Estadual cessa sua participação.

O Projeto Casa do Povo, na prática, está implantando 100 unidades Casas do Povo em cerca de 60 localidades distribuídas pelo Estado, todas situadas em aglomerados de baixa renda, com pelo menos seis módulos daqueles acima descritos, visando fazer uma avaliação do impacto social e cultural que tal iniciativa causa nas comunidades atingidas.

Mediante a avaliação dos resultado obtidos, caberá ao Governo Estadual definir a conveniência de continuidade da ação, assim como estabelecer um modelo operacional para um eventual programa de governo.

Espaço Cultural

“ Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio, e eu moverei o mundo ”. Arquimedes (matemático grego –supostamente entre 287 a.C. e 212 a.C.)

Uma pequena marca, um sinal, um ponto sem gradação hierárquica, um ponto de apoio, uma alavanca para um novo processo social e cultural. Como um mediador na relação entre Estado e sociedade, o espaço cultural agrega agentes culturais que articulam e impulsionam um conjunto de ações em suas comunidades, e destas entre si. O espaço cultural não tem um modelo único, nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. Um aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e comunidade. Por comunidade entendemos não somente os agentes estritamente ligados à produção artística, como também usuários e agentes sociais em um sentido amplo. A adesão à rede de espaço cultural é voluntária e dá-se a partir de chamamento público, por edital. O Ponto pode ser instalado em uma pequena casa, ou barracão, em um grande centro cultural, ou museu... Basta que os agentes da cultura viva se apresentem e se ofereçam. A partir do Ponto, desencadeia-se um processo orgânico agregando novos agentes e parceiros e identificando novos pontos de apoio: a escola mais próxima que mantém suas instalações e recursos fechados à comunidade do entorno, o salão da igreja, a sede da sociedade amigos do bairro, a garagem de algum voluntário que sonhou com (e fez) uma biblioteca comunitária. Até – por que não? – a sombra de uma árvore. São inúmeras as possibilidades de combinação de ações a partir das disponibilidades vinculadas à dinâmica própria de cada comunidade. A partir dessa dinâmica, serão definidas as necessidades de instalação física e de equipamentos de cada espaço cultural. Em um deles, o eixo pode ser a capoeira; em outro, um estúdio de gravação de hip-hop; em outro ainda, uma oficina de restauração, grupo de teatro ou de mímica, oficina de produção de textos e roteiros, atividades circences, coral, círculo de leitura, cineclube, produção de programas para radiodifusão, balé moderno ou clássico, pólo de produção de vídeo digital, break ou danças regionais, oficina de escultura ou desenho, aula de violão ou percussão. Quem escolhe é o povo. Às escolhas, o Ministério da Cultura agregará novas ações e circuitos culturais. Pontos de diferentes matizes estarão instigando seus pares. Até que o eixo de cada Ponto passe a agregar novos eixos e a partir de um ponto surja uma espiral. Enfim, o espaço cultural será “uma espécie de ‘do-in’ antropológico, massageando pontos vitais, mas momentaneamente desprezados ou adormecidos, do corpo cultural do País (...)”; “será o espaço da experimentação de rumos novos. O espaço da abertura para a criatividade popular e para as novas linguagens. O espaço de disponibilidade para a aventura e a ousadia. O espaço da memória e da invenção”*

Para ser um espaço cultural:

• deve-se participar do edital de divulgação do Governo do Estado do RS, enviando projeto para análise da Comissão de Avaliação, composta por autoridades governamentais e personalidades culturais; • havendo a inclusão por seleção, será celebrado convênio com o Ministério da Cultura.

OBJETIVOS:

1.Instalar um espaço para desenvolvimento e formação em tecnologia da informação aplicada à produção cultural. 2.Fomentar iniciativas comunitárias, associativas e autogestionárias de produção cultural que potencializem o acúmulo local e viabilizem projetos sustentáves de geração de renda para o público envolvido; 3.Atuar na formação e capacitação da juventude e de segmentos em situação de vulnerabilidade social no RS; 4.Difundir as atividades dos grupos envolvidos, tornando o Ponto de Cultura uma referência , trocando experiência com outras iniciativas similares nas áreas da tecnologia da informação e da cultura. 5.criar uma rede sollidária de consumo, dos produtos do projeto

3 - JUSTIFICATIVA

A história dos movimentos populares nos últimos anos trouxe inúmeras conquistas para as populações da periferia, antes excluídas dos bens e serviços do estado. A trajetória de participação desenvolvida a partir da experiência de gestão democrática na Gestão Democrática e Popular entre 1999 e 2003 no RS teve como um de seus resultados o protagonismo de importantes setores de nossa comunidade, historicamente marginalizados das prioridades de investimentos públicos e do processo de decisão sobre os mesmos. Esta possibilidade de participação reforçou movimentos e segmentos sociais, entre eles os jovens em suas diferentes manifestações culturais e interesses, as organizações comunitárias e de representação da comunidade, que a partir daí passam a ser protagonistas importantes na construção de políticas públicas , em parceria com o poder público. Este projeto se situa na continuidade deste processo, visando através de política pública, criar um espaço permanente de produção cultural que signifique alternativa de inclusão social, geração de trabalho e renda, e possibilidade de criação e expressão de um segmento importante da juventude. Também busca uma integração com a vida da comunidade onde o espaço estiver instalado, através da previsão de que os conhecimentos adiquiridos pelos grupos sejam repassados à outros jovens da comunidade e do estado, como forma de trabalho comunitário, além de disponibilização do próprio espaço e seus equipamentos para as demandas comunitárias.

Este projeto deverá estar integrado com o projeto com o projeto Casa do Povo que tem como objetivo promover a inclusão digital, a cidadania, o desenvolvimento local e regional sustentável, viabilizando o uso e a apropriação das novas tecnologias pela sociedade, propiciando o atendimento das necessidades das comunidades, a formulação de políticas públicas, a criação de conhecimentos, a difusão da cultura local e regional e o fortalecimento das capacidades das pessoas e das redes comunitárias.

Deve também integrar e articular-se também a outras iniciativas Nacionais e Internacinais como por exemplo:

1 - Somos@Telecentros - Rede de Telecentros de América Latina (http://www.tele-centros.org/), que possui também os nossos objetivos, como: criar redes humanas de telecentros comunitários e iniciativas que trabalham com tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento, a nivel de América Latina e Caribe. A Rede participa de um processo de aprendizagem e intercambio de conhecimentos e experiências, baseado no respeito ao trabalho colaborativo.

2 - Projeto Educom.rádio (http://www.educomradio.com.br) que nasceu em 2001 de um contrato entre a Secretaria de Educação da Prefeitura de São Paulo e o NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), visando atender a um dos objetivos do Projeto Vida que é o de construir, nas escolas públicas, um ambiente favorável às manifestações da cultura de paz e à colaboração mútua entre os membros da comunidade educativa, combatendo, desta forma, as manifestações da violência, tanto física quanto simbólica. Para tanto, o NCE trabalha com a linguagem radiofônica, envolvendo professores, alunos e membros da comunidade educativa.

3 - Projeto Estudiolivre.org (www.estudiolivre.org) que é um ambiente colaborativo para dar suporte à produção e difusão de mídia livre, com informações sobre softwares livres, cujo o principal objetivo é o incentivo à produção e circulação de bens culturais livres e é voltado tanto para o usuário iniciante, como para quem já usa software livre.

É fundamental que possamos inserir na comunidade todas as filosofias e conceitos do software livre e do Creative Commons (ftp://mirrors.creativecommons.org/reticulum_rex/br/), trabalhando assim pela democratização do acesso ao conhecimento e pela libardade na comunicação e no uso da tecnologia da informação em favor do pleno desenvolvimento humano e da democratização de nossa sociedade.

4 - BENEFÍCIOS:

Culturais:

Criação de um pólo de referência cultural popular junto às populações excluídas desta região onde estará instalado; Aprimoramento e difusão da produção cultural local. Viabilização da expressão cultural dos grupos envolvidos

Sociais:

Acesso a tecnologia digital de forma lúdica, viabilizando a utilização desta tecnologia como forma de potencializar e integrar as diversas formas de expressão culturais. Fortalecimento e/ou recuperação dos vínculos de sociabilidade, especialmente entre a juventude e setores de maior vulnerabilidade social. Construção de identidades através da livre expressão cultural.

Econômicos:

Desenvolvimento de empreendimentos solidários e sustentados, baseados nos princípios da economia solidária. Participação na rede da economia solidária como forma de potencializar as iniciativas. Qualificação em tecnologia da informação e autogestão.

5 - ESTRATÉGIA DE AÇÃO (Atividades para que sejam atingidos os objetivos):

1 O projeto Espaço Cultural terá um localização física em espaço identificado pelo proponente do projeto. E será disponibilizado um espaço devidamente adaptado com equipamentos de informática ligados à Internet configurando um estúdio multimeios, com capacidade para para trabalhar nas áreas da música, produção gráfica e visual e Incubação de Grupos Culturais Comunitários;

2 Prestação de trabalho comunitário por parte dos grupos que serão incubados pelo projeto, através da realização de oficinas e da capacitação de outros jovens, principalmente em situação de vulnerabilidade, socializando assim o conhecimento adquirido e possibilitando a ampliação da participação e contribuindo com a constituição de novos grupos culturais; 3 Prestação de serviço à comunidade, na medida em que busca manter uma articulação permanente com o movimento comunitário e demais movimentos sociais, principalmente da região: 4 Articulação com a Rede de Economia Popular Solidária.

6 – FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO;

A Formação e a Capacitação Técnica são fundamentais no desenvolvimento do Projeto. É a partir destas atividades que estaremos desenvolvendo capacidades e potencialidades para o cumprimento de nossos objetivos. O Programa de Formação visa não apenas transmitir conhecimento, mas também desenvolver uma consciência cidadã, uma capacidade de análise crítica da realidade, de desenvolvimento da criatividade, de resgate do espírito comunitário, construção de alternativas solidárias.

Outras Contribuições: Tecnologia da Informação e o Governo Lula

1. Tecnologia da Informação e Comunicação na Sociedade Contemporânea

A tecnologia da informação será tratada como tema estratégico e transversal a todo iniciativa governamental, e não como mero instrumento de aumento da produtividade do trabalho.

A Tecnologia da Informação é uma ferramenta fundamental para a modernização da gestão do Estado e para melhoria da qualidade do gasto público, e deve ser utilizada para garantir transparência administrativa e controle social na implementação de políticas públicas.

Para ampliar a transparência, a segurança, o controle social e a qualidade do gasto público, o governo federal irá adotar o Software Livre em todos os órgãos de administração direta e indireta, ampliando e institucionalizando o programa de desenvolvimento e adoção de software livre e de código aberto. Irá também estimular a disseminação e a produção de software livre na sociedade como um todo.

Serão valorizadas as empresas públicas de informática, através de investimento contínuo no desenvolvimento de novas tecnologias, da qualificação e capacitação do funcionalismo público, da redução da terceirização e sub-contratação e do fortalecimento dos planos de carreira.

As tecnologias da informação e da comunicação serão utilizadas para a geração de emprego e renda, através da inclusão digital e da qualificação da mão de obra, integrada com uma política industrial de produção e exportação de software e hardware, desonerando o sistema produtivo na produção de novas tecnologias de interesse público.

O computador, a Internet, a comunicação móvel, a telefonia, são instrumentos para o compartilhamento da informação na era do conhecimento, na era digital. Todo o brasileiro tem direito a ter acesso às novas tecnologias, que deve ser garantido através da inclusão digital.

Porém este acesso não deve ser restrito ao uso, mas também deve ser acesso a produção cultural e artística, transformando o brasileiro de mero consumidor em produtor consciente. A democratização do acesso e da produção de informação deve ser vista cada vez mais direito essencial da cidadania e não como mercadoria controlada por monopólios.

A transição do sistema analógico para o sistema digital no rádio e na TV deve se inserir neste contexto de uma comunicação mais democrática e popular, garantindo a multiplicação dos canais e estações, a adoção do operador de rede para a distribuição do sinal, a garantia da interatividade promovendo a inclusão digital, a adoção de softwares livres e padrões abertos nas interfaces. E para garantir que as informações sejam compartilhadas livremente o governo será crítico em relação a introdução de DRMs (Digital Rights Managements) na circulação de conteúdos.

Uma política democrática de comunicação será construída com vistas a garantir o fortalecimento da esfera pública de informação, opinião e debate com base no pluralismo, inclusão social e liberdade de expressão.

2. Inclusão Digital

A inclusão digital no Governo Lula se insere no contexto do Programa Fome Zero e visa, em conjunto com diversas outras ações educacionais e culturais, assegurar a distribuição de conhecimento para sustentar ao longo do tempo a distribuição de renda promovida pelo Bolsa Família e por outros programas sociais, aliado sempre às iniciativas de economia solidária. É assim que o Governo Lula combate a fome, distribuindo renda e saber.

O Governo Lula criou e aprimorou diversos programas de inclusão digital que, no próximo mandato, deverão ser ampliados e trabalhar de forma mais integrada, para atender cada vez mais brasileiros. São eles: O Casa Brasil (centros comunitários de cultura; lazer e inclusão digital); os Telecentros (equipamentos públicos para acesso ao computador); o Computador Para Todos (venda de computadores populares com preços baixos); o ProInfo? (programa de informatização de escolas públicas); os Pontos de Cultura (programa de difusão cultural); e o Gesac (programa de conectividade satelital). A ampliação dos programas será feita utilizando recursos próprios. Mais de 5 milhões de pessoas já foram incluídas digitalmente através destes programas. Os desafios fundamentais do segundo mandato para a inclusão digital são: a ampliação da escala de implementação dos programas; e a integração das iniciativas. Para ampliar a escala será utilizado o FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) para financiar os programas de inclusão digital que já estão em funcionamento, além dos recursos já previstos no Plano Pluri-Anual de investimentos governamentais. Para aumentar a integração entre os programas o governo ampliará as ações em parceria, promovendo capacitações conjuntas e integrando as equipes de trabalho.

3. Software Livre

Nos últimos anos o Governo Lula transformou o Brasil em uma referência internacional quando o assunto é software livre, através da adoção e da disseminação de softwares livres e de código aberto. O Governo adotou software livre em servidores, computadores de mesa, sistemas operacionais e aplicativos diversos, em órgãos da administração direta e indireta, empresas públicas e universidades. Economizou muitos milhões de reais em licenças e está, aos poucos, garantindo a soberania nacional em tecnologia da informação, através do controle dos seus códigos e licenças de uso, internalizando conhecimento e estimulando a produção nacional.

A política de adoção e produção de Software Livre será fortalecida no próximo governo, institucionalizando a política através de instruções normativas que orientem a sua implantação, fortalecendo as iniciativas em curso, e investindo na capacitação e qualificação do funcionalismo público para a utilização dos novos sistemas. Será também priorizado o investimento nas empresas públicas de informática para a adoção de softwares livres nos grandes sistemas estruturantes do Governo Federal.

O Governo irá também estimular a disseminação de sofware livre na sociedade através da ampla utilização em seus programas de inclusão digital, e da alteração do padrão de comunicação do cidadão com o estado, adotando padrões abertos para os seus documentos.

4. Política Indústrial - Exportação de Software

O Brasil é um importador de bens de elevado conteúdo tecnológico e um exportador de commodities largamente agrícolas. Esta é a razão estrutural para os déficits setoriais na balança comercial. O setor de software é um forte instrumento para reverter esse quadro. Enquanto a Índia, país que tem uma estrutura tecnológica com características similares à do Brasil, exporta cerca de US$ 12,2 bilhões anualmente, nós exportamos apenas US$ 400 milhões.

O Governo Lula tem como meta ampliar a exportação de software para US$ 2 bilhões até o final de 2007. Além do fortalecimento da indústria nacional, haverá mais estímulos à exportação de serviços de software além da utilização por empresas estrangeiras de mão-de-obra residente no Brasil. O Governo irá explorar a imagem positiva no cenário internacional de pioneirismo na área de software livre para gerar negócios para o País.

O trabalho colaborativo na área de software, visando a exportação, é uma forma de integrar ainda mais o Mercosul, tornando-o uma zona de convergência tecnológica. O acordo da ALCA, ainda pendente, não poderá exigir as patentes de software, como algumas multinacionais monopolistas tem exigido. O software, sobretudo de código aberto, também pode aglutinar parcerias concretas entre países de importância regional, como África do Sul, China, Rússia e a própria Índia.

Para implementar essas políticas, será necessária uma maior articulação de todos os órgãos de governo envolvidos com o comércio exterior e a capacitação produtiva, além de uma ampla articulação com o congresso nacional, para que possam ser oferecidos benefícios fiscais e estímulos para a produção de software livre de interesse público, desonerando o setor produtivo e oferecendo contrapartidas para a sociedade pelo benefício recebido.

O Governo irá estimular a Pesquisa e Desenvolvimento através dos seus fundos setoriais, priorizando o desenvolvimento de softwares livres, softwares embarcados e o desenvolvimento de componentes de hardware. Os investimentos serão feitos nas universidades e nas empresas que trabalharem no desenvolvimento de novas tecnologias de interesse público.

5. Governança Eletrônica

O Governo Eletrônico brasileiro continuará a estimular a mais ampla prestação de serviços e informações de qualidade e serviços para os cidadãos, com atendimento de qualidade, transparente e informativo. Também continuará a trabalhar para promover a integração horizontal e vertical das estruturas de governo e a coordenação e acompanhamento de suas ações. A tecnologia é uma meio para melhorar serviços para a agricultura, educação, habitação, saúde, segurança pública, emprego e outros.

Está provado que a automatização de serviços públicos melhora a qualidade do gasto público, aumenta o grau de eficiência da máquina pública e dificulta a corrupção.

Nos últimos três anos, o Governo Lula definiu a arquitetura e-PING (Padrões de Interoperabilidade do Governo Eletrônico), que institui um conjunto mínimo de premissas, políticas e especificações técnicas que regulamentam a utilização da Tecnologia de Informação, estabelecendo as condições de interação com os demais Poderes e esferas de governo e com a sociedade em geral.

Outra meta é a popularização da Certificação Digital, para garantir o relacionamento seguro do cidadão com o governo. O uso de certificados digitais transformam uma rede insegura em uma rede segura. A mensagem com certificação digital tem o status e a validade de um documento, desburocratizando o Estado.

6. Política de TI para a Sociedade

O próximo mandato irá ampliar ainda mais o investimento em pesquisa e desenvolvimento, como uma política pública capaz de levar as empresas e a comunidade profissional, científica e tecnológica a investir recursos e esforços em inovação e produtos aptos a competir internacionalmente.

É necessário também ampliar a capacitação tecnológica das empresas nacionais, privadas e públicas. Tornar o Brasil um centro para o turismo de negócios, com foco em TI e informática, ampliando o potencial de feiras e eventos já existentes, tornado-as referências mundiais.

É necessário discutir a regulamentação da profissão na área de TI com as entidades representativas dos trabalhadores da área, ampliando o diálogo entre governo e sociedade e incorporando os mais novos avanços tecnológicos na sua legislação trabalhista e na sua estrutura produtiva.É necessário discutir a regulamentação da profissão na área de TI com as entidades representativas dos trabalhadores da área, ampliando o diálogo entre governo e sociedade e incorporando os mais novos avanços tecnológicos na sua legislação trabalhista e na sua estrutura produtiva.É necessário discutir a regulamentação da profissão na área de TI com as entidades representativas dos trabalhadores da área, ampliando o diálogo entre governo e sociedade e incorporando os mais novos avanços tecnológicos na sua legislação trabalhista e na sua estrutura produtiva.

CONFLICT version 6:
É necessário discutir a regulamentação da profissão na área de TI com as entidades representativas dos trabalhadores da área, ampliando o diálogo entre governo e sociedade e incorporando os mais novos avanços tecnológicos na sua legislação trabalhista e na sua estrutura produtiva. Estrutura do texto de apresentação
CONFLICT version new:
CONFLICT original 5:

Estrutura do texto de apresentação

CONFLICT version 6:
CONFLICT end
É necessário discutir a regulamentação da profissão na área de TI com as entidades representativas dos trabalhadores da área, ampliando o diálogo entre governo e sociedade e incorporando os mais novos avanços tecnológicos na sua legislação trabalhista e na sua estrutura produtiva.
CONFLICT version new:

Estrutura do texto de apresentação

CONFLICT end
Estrutura do texto de apresentação
-- EvertonRodrigues - 30 Oct 2006

Colo abaixo o Programa de Governo para Inclusão Digital - Segundo Mandato do Governo Lula, que pode servir de base para a elaboração do texto. Edgard

Diretrizes

Para o Governo Lula a inclusão digital é uma estratégia de desenvolvimento e combate a fome. No segundo mandato a distribuição de conhecimento estará cada vez mais aliada à distribuição de renda, e Programa Nacional de Inclusão Digital funcionará cada vez mais integrado ao Bolsa-Família. Para a promoção do acesso ao computador à Internet, são necessários esforços para ampliar a infra-estrutura de conectividade, a oferta de equipamentos